quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Feira- Feitos dos coleguinhas da UBE

Começou antes da Feira com o lançamento do livro "Voz" de  Alfredo Rossetti, no dia 03 de junho, ao qual , mesmo estando nos planos, não consegui ir.
Como boa tiete, encontrei Alfredo e a Voz  para uma foto no estande dos autores.


Depois tivemos a  abertura oficial da Feira com as queridas homenageadas Maris Ester Souza, ao centro da foto, e Rosa Cosenza.




Não consegui ir em muitos salões de ideias mas estive em alguns como o de Rosa Cosenza, brilhante mestra.




E depois no do Dr Camilo, falando sobre nosso assunto favorito, "educação".



Lamentavelmente perdi os salões de Nilton Manoel e Mara Senna mas estive participando do da Alarp junto com Mara , Maris, dr Camilo, dr Nelson Jacintho e dr. Carlos Roberto Ferriani,que são colegas de Academia filiados à UBE.

Maris Ester Souza foi lindamente homenageada pela organização da Feira com um vídeo e a presença das personalidades importantes de sua vida junto com seus alunos, riquezas que cultiva.



Estive vendo Adriano Pelá em salão de ideias, sem conseguir assistir Ferriani e Regina Baldini.



Alfredo Rossetti apresentou super bem o sarau Só Pessoa animando a platéia com jograis e batalhas de versos pessoanos. Recebeu os convidados com o baú do Pessoa e o chapéu de inspiração que rodou de cabeça em cabeça quando da fala dos poemas. 




Houve também a premiação dos Jogos Florais e do Concurso Literário Fernando Pessoa, evento que o Núcleo apóia.
Maris Ester comandou mais um Sarau da Casa do Poeta e do Escritor de Ribeirão Preto  encerrando a Feira.
E assim foi a rica participação destes meus coleguinhas de UBE na Feira do Livro de Ribeirão Preto.
Senti falta de encontrar para uma foto a Regina Baptista , a Cecília Figueiredo , o Nilton Chiaretti , o João Augusto, a Heloísa Crósio, a Gaiô, o mestre Menalton e a querida Ely, mas sei que todos estão bem.
Parabéns !!





quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Combinando- Ricardo Azevedo.






Como um extra, tive a felicidade de dividir o palco com o homenageado da Feira, o escritor Ricardo Azevedo.
Dono de um pensamento rápido e ideias claras, o escritor que é também ilustrador e que faz música de seus escritos, e mais dramaturgia, Ufa!,  ficou encantado com a platéia.
Este "Combinando " foi direcionado para os alunos do ensino fundamental das escolas municipais.
Os alunos participaram ativamente com perguntas o que deu a oportunidade ao escritor de falar sobre sua trajetória e gostos.
Ricardo trabalha muito com a cultura popular.
Diz que já tem " netos literários", isto é , seus livros são lidos por filhos de seus primeiros leitores.
Seu trabalho foi fonte de pesquisa para a professora Rose Lee Santana e seus alunos de Monte Azul Paulista que apresentaram teatralizações e danças baseadas nas obras do escritor.
A criançada tomou conta do palco do Pedro II e foi uma emoção só.
Escritor, professores, alunos.
Teve também a contação de histórias com a Miriam Fontana e o Evandro Navarro.
Coisa de maravilhar!
Só quem viu!!!
Lindo !!!!!
Mais!!!!

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Combinando Palavras- Luís Fernando Veríssimo











Último dia!
Uma chegada e uma despedida.
Não mais Amanda no camarim, não mais surpresas dos adolescentes, não mais a presença dos escritores.
Inacreditável que acabaria!
Luís Fernando nos preocupava por sua saúde.
Tinha sofrido uma queda, estava com o pulso inchado e dolorido, andando com alguma dificuldade.
Fomos solidários, não queríamos que se cansasse.
Sua esposa, Lúcia,  fiel escudeira, o acompanhou nos tranquilizando.
Foi recebido calorosamente pela plateia.
Autor de grande e variada produção, jornais, livros, televisão, cartunista e músico.
Seu talento para o humor tornou-o popular e talvez fosse o autor mais conhecido pelo público entre os cinco convidados.
Contou-nos sobre seus inícios e seu real desejo de ser músico.
A música foi sua iniciação na arte e ocupa seu coração.
Luís Fernando, como desenhista que também é, confeccionou carimbos com seus desenhos e os usa para autografar os livros.
Foi isso que fez, devido ao pulso machucado.
Talentoso, dono de uma história inspiradora, recebeu o carinho da platéia.
Despedi-me, despedimo-nos, mas não antes da palavra da presidente da Fundação Adriana Silva e da homenagem aos professores na pessoa de Heloísa Alves e da dirigente regional de ensino Simone Loca.
Fecho de ouro para um projeto maravilhoso.
Amei!



terça-feira, 1 de agosto de 2017

Combinando Palavras- Zuenir Ventura







E vamos nós para o quarto dia!!
Dia do jornalista , Acadêmico da Academia Brasileira de Letras, Zuenir Ventura.
Zuenir nasceu em Minas, Além Paraíba, no dia 01 de junho de 31, geminiano.
Isso causou uma certa euforia no camarim, pois estávamos entre irmãos de signo, Heloísa , Alex , Laura e eu , ou nascidos no mesmo mês, como a Adriana, coincidências que nos deixaram à vontade porque nós, que assim somos, nos reconhecemos, nos entendemos, nos amamos e aproveitamos o bom momento.
Foi uma tietagem só! Fotos, presentes incluindo um livro infantil da Cristiane para a querida netinha, e constante companheira do escritor, a Alice.
Zuenir cursou letras , ministrou aulas e é  jornalista de texto preciso e rico em possibilidades de desdobramentos. Acompanhou de perto a história nacional.
Pelos assuntos que aborda poderíamos pensar que o escritor fosse alguém duro, sisudo, mas , além do que vimos no camarim, ele nos apresentou, em combinação com o traje discreto e elegante, uma meia colorida, anúncio concreto de que não era bem assim. 
Tentei justificar o fato para mim mesma pensando que ele, Acadêmico recente, ocupante da cadeira que foi de Ariano Suassuna, talvez tivesse deste herdado algo, a meia talvez, que traduzisse alegria sem limites, como a paisagem circense, como a cultura popular, como Ariano.
Talvez...a magia...
Zuenir despertou grande interesse nos alunos que questionaram muito sobre o atual momento político do Brasil.
O escritor foi muito carinhoso com todos e manifestou o desejo de beijar toda a plateia.
Então, como estamos em tempos de sonhos realizados, ele ficou na saída do teatro, distribuindo beijos e tirando fotos.
Especialíssimo momento!!!
Uma festa!!!!

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Combinando Palavras- Nélida Pignon











Chegando à Feira, bem cedinho, encontro em meu caminho os monitores.
Eles ficam pelas esquinas aguardando os ônibus com os alunos para encaminhá-los à entrada do teatro, onde mais monitores organizam a fila e a entrada, bem como a saída ordeira e cuidadosa.
Comunicam-se por rádio e a senha que move toda a engrenagem é " o primeiro ônibus chegou".
Eu os vejo, eles não me reconhecem, eu os reconheço pelo bom trabalho que fazem, muitos são voluntários como eu,  e citando-os aqui, relembrando seus rostos e sua disposição direciono,mais uma vez, a energia da gratidão.
O terceiro dia foi especial.
Era a vez da grande dama da literatura nacional, Nélida Pignon. Adjetivada como "Fantástica" pela maioria dos professores que trabalharam sua obra.
Secretária Geral da Academia Brasileira de Letras, ex-presidente da mesma.
Uma mulher que ama seu ofício e o defende, embandeirada, com paixão missionária.
No site da ABL está escrito: "Dedicada e disciplinada entregou sua vida à literatura. É por ela que acorda todas as manhãs e hesita em dormir todas as noites, alongando seus dias pela palavra."
Nélida é como uma ilustração presente em um antigo livro de contos infantís onde aparece uma princesa que ao falar não produz som , mas pérolas,pedras preciosas e flores, que saem por sua boca.
Nélida fala como escreve.
Uma escrita de palavras nobres, uma ourivesaria de palavras.
Seu conto I Love my Husband, lido e trabalhado pelos alunos, rendeu cena teatral, debate sobre feminismo e empoderamento, música de violino, e uma declaração de amor coletiva: I love Nélida!!!
Aproveitei o camarim para um encontro de Secretárias, ela pela ABL , eu pela Alarp.
Um encanto!
Uma honra!!
Viva a Feira!!

Nélida nasceu no Rio de janeiro, em 03 de maio de 37, filha de espanhóis, formada em jornalismo, acadêmica desde 89, presidente ABL no ano de seu centenário, 97, atual secretária geral,  premiadíssima, autora de grande produção em texto bordado de preciosidades. 

domingo, 30 de julho de 2017

Combinando Palavras- Lya Luft








Segundo dia do "Combinando", chegando cedinho antecipando o acontecimento.
Carro estacionado em novo lugar, mais tranquilo.
A Feira acordando, a praça ainda adormecida.
Os bons dias nas bocas já conhecidas, cúmplices no tão cedo das horas.
Eram dias frios e a chuva assolava o sul do país.
Lya não vinha.
Mais um desafio, um imprevisto.
Os alunos estariam ali, de qualquer forma, mil deles.
A solução encontrada foi fazer uma video conferência, coisa que parece corriqueira, mas que demanda conhecimento,  tecnologia e sorte, muita sorte.
Tudo preparado, alunos no teatro, um ajudante do lado de Lya, lá em Porto Alegre,  o laptop no canto do palco sem poder sair dali sob pena de desconectarem-se fios e rede e Lya sumir na bruma cibernética.
Alunos, que poderiam estar decepcionados, mantiveram seu ânimo elevado.
E tudo funcionou com uma perfeição mágica.
Lya estava, mesmo não estando.
Foi saudada pelos alunos que subiam ao palco e conversavam com ela bem pertinho, no computador, ganhou abraços, flores, que chegaram lá de forma real, junto com toda a variada produção.
A conversa fluiu simpática e satisfatória e na hora reservada para uma homenagem especial,  um dupla de meninas subiu ao palco para apresentar sua música.
Versão autoral, feita especialmente para a escritora,  preparo profissional, acompanhadas com entusiasmo pela plateia.
Foi um show!!!
Foi emoção total!!
É! É preciso acolher o imprevisto. Muitas vezes ele pode carregar consigo algo muito melhor do que o que foi planejado.
Viva!!!
Lya nasceu no Rio Grande do Sul, Santa Cruz, em 15 de setembro, descendente de alemães, estudou letras germânicas, é tradutora escritora premiada e de grande produção.

Sua escrita nos sugere a possibilidade de romper barreiras auto-impostas, nos expõe à dor para nos fazer vivos, propõe questões sobre o humano em um texto de fácil entendimento, permeado pelo encanto e compaixão. Ler Lya é ganho certo.

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Combinando Palavras- Ignácio de Loyolla Brandão

o presente da Fundação

Ignácio no chão , vendo o vídeo

Ignácio, eu e Heloísa entregando as produções dos alunos


Me preparei, eu me preparo, para receber os escritores do "Combinando" lendo suas obras, acessando o material fornecido aos alunos e professores, fazendo um roteiro, bem aberto, contemplando os imprevistos e improvisos ( e esquecendo-o em casa no primeiro dia), cuidando da voz, do sono e das energias para estar fisicamente atenta e disposta para a boa hora, além de levar comigo lembrancinhas, livros, cartões, coisas que aquecem corações.
Tudo pronto (?) para Ignácio de Loyolla Brandão, um habituè da Feira, colunista do jornal local, natural da vizinha Araraquara, quase um cidadão ribeirão-pretano.
Primoroso escritor de ágil escrita e bons assuntos.
Camarim delícia, aos cuidados da jovem Amanda.
Uma bolinha de gude, em saquinho de seda, o mimo,  referência à história de Ignácio sobre os "Cavalos Loucos".
Chegam Ignácio e a admirável Adriana Silva, presidente da Fundação e Edgar de Castro, vice-presidente, que fizeram questão de acompanhar pessoalmente todos os convidados.
Cumprimentos, breves explicações do que aconteceria .
Teríamos a inacreditável marca de mil alunos nas dependências do Teatro.
Como seria?
Daria certo?
Já no camarim começaram as homenagens.
Os trabalhos dos alunos compilados em um pen drive, acondicionado em bela caixa temática, foi o belo presente ofertado pela Fundação, resultado concreto do trabalho.
Trabalhos dos alunos, textos, caixas, muitas bolinhas de gude...
Fotos!
Hora do show!!
Subimos ao palco, acertamos detalhes e entramos em cena, depois de breve apresentação do locutor Coelho.
Juro que me preocupei com a reação do convidado.
Seriam momentos de grande emoção.
Ignácio foi ovacionado pelos alunos.
Foi como uma onda ruidosa e calorosa a nos envolver.
Ele corou, acelerou a respiração mas ficou firme.
Sobrevivido, Ignácio, recebeu os alunos com sua habitual simpatia.
Os alunos cumprimentaram o convidado, beijos e abraços, lembranças por eles produzidas.
Um vídeo, Ignácio sentado no chão para ver melhor.
Teatro.
Tudo acontecendo e fluindo na cumplicidade dos que se unem para fazer acontecer.
Abraços em árvores, conselhos de avô,  Branca de Neve sua namorada, o dicionário como leitura, as garotas, a infância, as cadernetas de Dona Rita, a reverência às professoras, a missão, o sucesso, o amor pelo que faz.
O encanto!
Ignácio gostou, nós gostamos, e ele promete voltar.
Reservou lugar para 2018.
Ao chegarmos de volta ao camarim, ele ligou imediatamente para a esposa e disse que tinha vivido uma das maiores emoções de sua vida.
Coisas assim validam qualquer trabalho.
Obrigada, Heloísa, Fundação.
Obrigada, Ignácio.
Vencido o desafio do primeiro dia, postos à prova todos os esquemas e planejamentos, cientes de que nosso caminho seria de surpresas e improvisos a serem acolhidos, satisfeitos, fechamos a porta do camarim, convidado entregue à Adriana para uma volta na Feira.
Era só o começo.
Só o começo!!

PS: trouxe a bolinha de gude de volta. Que valor teria uma bolinha solitária diante de caixas e caixas dos encantadores olhos de uns determinados cavalos?

PS2:- Ignácio nasceu em Araraquara, 31 de julho de 1936, mas pensa , seriamente, em pedir a cidadania ribeirão pretana, de tanto que anda frequentando a cidade. Seu brinquedo de menino incluía a leitura do dicionário. Dono de um texto ágil e cativante, com presença de humor, e grande produção, conquistou os alunos por seus temas sobre o humano e sua ternura no recente “ os olhos cegos dos cavalos loucos” . É o homem dos caderninhos, anota tudo, tudo pode ser assunto. Do livro Zero, trago uma frase do seu personagem José, para conhecermos sua palavra “ Eu gosto de pensar, coisas sem sentido. Porque as coisas com sentido não fazem sentido.”

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Combinando Palavras - a entrega


anotações da entrega


Adriana e eu

a turma toda

Como iria apresentar o Combinando, fui convidada a participar de algumas etapas do projeto.
Estive na Delegacia Regional de Ensino para o lançamento do projeto e no mesmo local para a entrega dos trabalhos.
Entre estes dois momentos, os professores encontraram-se com a organização para estudo e planejamento.
Quando fui convidada para o segundo momento, estranhei a duração, teríamos três horas.
Três horas?
Não imaginava que participaria da entrega.
Não sou professora, mas admiro sinceramente o trabalho dos professores.
Minha vivência vem do trabalho em escolas por vinte e cinco anos.
Eu na saúde, observando de fora, mas muito próximo, a educação.
Tentando trabalhar junto. Tentando conhecer para trabalhar junto.
A entrega foi um momento especial.
Vi professores entusiasmados com os resultados, mesmo os mais modestos.
Todos relataram dificuldades, mas todos relataram ganhos.
Ninguém perdeu , nem desistiu.
Foram todos vencedores.
Todos!!!
E se o trabalho parasse ali, já estaria muito bem feito. Mas foi além e reverberou magias.
Passei três horas no topo da emoção, surpreendida pelos olhos brilhantes , pelo entusiasmo contagiante.
No final, bem no finalzinho mesmo, foi a hora de combinar a apresentação.
Eu, ali ao lado da admirável, e de quem sou fã, Adriana Silva, sob as bençãos e atenção da inspiradora parceira Heloísa Alves, acertando detalhes do pouco previsível evento.
Há momentos, e espero que passem por isso, em que nos damos conta de que fomos preparados a vida toda para eles.
Este foi um deles.
Gratidão plena à Heloísa, Adriana, Laura, Vanessa, equipe organizadora.
Gratidão total os mestres.
Que Deus os abençoe.

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Feira do Livro 2017, Combinando Palavras

Sete  e pouco da matina, nos camarins, Heloísa Alves, Laura Abad, da equipe organizadora e eu, Eliane Ratier



A Feira! Ah, a Feira!
Desafios e surpresas, emoções e encontros inigualáveis acontecem nos dias de Feira.
Neste ano não foi diferente, mas houve algo muito especial.
Como nos outros anos apresentei, no palco do Teatro PedroII,  o Projeto Combinando Palavras da escola Otoniel Mota. Um verdadeiro presente para mim.
 O projeto nasceu por iniciativa de professores da escola, entre eles Heloísa Alves, coração, alma e braços do projeto,  que propuseram aos seus alunos,  um trabalho de escrita baseado na vida e obra de um autor por eles escolhido.
O resultado vinha em forma de prosa, poesia e vídeos ampliando as possibilidades de manifestação e exercício dos alunos.
Depois virava livro que era lançado no palco do teatro, tendo os próprios alunos como palco e platéia, num movimento inspirador.
Neste ano o projeto transbordou, excedeu os limites dos muros da escola e foi oferecido, pelas mãos da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto, a todas as escolas estaduais da região.
Foram mais de quarenta escolas, milhares de alunos e meia centena de professores conhecendo a vida e obra de cinco ícones da literatura nacional, e produzindo uma infinidade de trabalhos baseados neste conhecer.
Costumo dizer que este é um projeto de "Sins" e quando um "sim" se faz ouvir há sempre uma grande mágica de proporções indefiníveis.
O "sim" é o gatilho para uma série de ações que tem uma direção e infinitos caminhos.
Para o professor é muito mais fácil seguir a programação oficial da escola. Aceitar um projeto significa mais trabalho, trabalho extra, não contabilizado, nem oficialmente avaliado.
O professor que diz "sim" expressa sua coragem e seu amor ao ofício e aos alunos.
Foram cinquenta professores que aceitaram o desafio.
Foram cinco autores escolhidos, de máxima expressão no meio literário, alguns da Academia Brasileira de Letras,  todos longevos, na casa dos 80 :  Ignácio de Loyola Brandão, Nélida Pignon, Lya Luft, Zuenir Ventura e Luiz Fernando Veríssimo.
Foram cinco mil adolescentes que se manifestaram de diversas formas com grande criatividade e dedicação e para coroar o trabalho tiveram um encontro marcado, no teatro, com o autor trabalhado.
Incrédulos professores e alunos, lotaram o teatro, em cinco manhãs,  para uma grande homenagem aos autores.
Incrédulos ficamos nós, eu , apresentadora, e a própria organização do evento, com a capacidade de ordem, respeito, e manifestação consciente e carinhosa dos alunos adolescentes.
Alguns alunos subiram ao palco representando as escola de posse de questões que moveram a roda da curiosidade  e dádivas sinceras criando momentos de raríssima e única felicidade.
Nas outras salas, durante a Feira, muitas questões de educação eram debatidas com o  desânimo e a descrença costumeira com que são encaradas.
Nós, que testemunhamos os belos encontros do "Combinando" éramos os portadores da esperança que vimos concretizada sob nossos olhos.
O mundo tem jeito sim, não está perdido, é possível fazer algo desde que haja desejo e motivo.
O "Combinando" foi um sucesso que partilharei com vocês por aqui, recordando, enlevada, com o pensamento no futuro, no Combinando 2018.
Acompanhem!!
PS: Em nossa defesa, na foto, quero dizer que as sessões começavam às 8h, chegávamos às 7, convidados e alunos perto de 7h30, muito cedo para todos, ainda mais para o pessoal que trabalhou na organização que mudou de endereço por 10 dias, morando na Feira.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Livros- Tudo tem uma primeira vez- Mariana Kalil



Difícil resistir a um título assim, tão pessoal. Afinal, todos nós temos muitas primeiras vezes e é por aí nossa identificação imediata com o texto de Mariana.
Leve, bem-humorado e solidário, o livro nos dá a certeza que toda primeira vez é um teste de sobrevivência ao qual somos submetidos com maiores chances de erro, do que de acerto, mas que uma vez vencido o desafio, deixa-nos,no mínimo, com boas histórias para contar.
Através das histórias de Mariana relembramos as nossas próprias, agora mais leves e inspirados e aproveitamos para olhar o mundo pelos olhos da autora, perceber suas crenças.
Boa e prazerosa leitura.

Tudo tem uma primeira vez- Mariana Kalil, 2015, editora Dublinense
Comprei por impulso na livraria, pensando nas jovens filhas e suas estreias.

Trecho do livro aqui:

https://www.youtube.com/watch?v=tAmwbmSjDUA

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Filme- Billy Elliot



Filme que adorei desde a primeira vez que vi,  e que quase assisti, deu preguiça de sair do hotel,  como musical, em Londres.
Revi parte, dia destes na televisão , e cheguei a conclusão que será sempre novo para mim.
Nossa percepção muda e vemos o que não víamos e principalmente, entendemos onde nos toca.
Amo dança, minha linguagem artística primeira, e tudo que se refere à ela.
O filme é tocante e mostra um adolescente que enfrenta a sociedade em que vive, em tempos bem duros de se viver, para fazer o que é chamado pela ordem inaudita, e muitas vezes racionalmente questionável, do coração.
O jovem dançando "cura-se" e "abençoa" o entorno.
Vale para todos, jovens e velhos,  amantes ou não da dança, porque fala do tema universal das escolhas.
Amor para sempre por Billy Elliot

Billy Elliot- 2000- Irlanda-  Direção: Stephen Daldry  Roteiro: Lee Hall

Aqui uma cena de desafio, como os que enfrentamos todos os dias.

https://www.youtube.com/watch?v=69RNNex-sig

domingo, 9 de julho de 2017

Livro- Olhos de Mar cheios de água- Débora Corn



Débora é uma grata surpresa.
Pessoana, que é como designo os que são fãs de Fernando Pessoa, o poeta português, faz, em  seu livro,  um passeio por Portugal tendo por companhia a presença do próprio poeta.
Jovem e apaixonada, Débora nos presenteia com sua visão particular, seu sentimento do momento na eternidade das paisagens perpétuas.
Um deleite!

 "Um pastel de Belém portuense"

Os olhos azuis sacudiam mar
Mais um bocadinho de canela?
Como não admirar a paisagem,a  simplicidade e o gosto?

Azulejos e ela tinha simpatia
A portuguesa não era dona da confeitaria
Ventura no espírito era o a que possuía.

Olhos de Mar cheios de água- editora inverso- direto com a autora, ou a editora, ou, se tiver sorte, ao vivo , à cores e simpatia, perto de você.



terça-feira, 4 de julho de 2017

Um Chão sob os pés




Um Chão sob os pés

Aqui estou, depois de muito tempo, caminho e vida, tentando por um chão sob os pés.
Pés-patas-pernas  de um inseto kafkaniano que se agitam no ar na tentativa de recompor a postura.
Acontece, somos pegos pelos turbilhões e , para evitar danos maiores, soltamos o corpo e tratamos de nos manter respirando e , de preferência, sorrindo, mesmo que de pernas para o ar.
De volta ao chão, tentamos dar o segmento ao que podemos e da maneira que conseguimos.
Tudo muito bom, para lá de bom, excessivamente bom.
Boas coisas que vou contando aos pouquinhos , para contar tudo, e contando vou revivendo e recordando com o sorriso nos lábios e a mente lá no outro tempo e espaço, no desejo satisfeito, no sonho nem sonhado e já realizado, na felicidade, sempre ela, dos encontros.

Torçam por mim nesta empreitada.

terça-feira, 27 de junho de 2017

Livros- O Reino deste Mundo- Alejo Carpentier




Livro indicado pelo Grupo de Leitura, santo grupo!, do escritor cubano, Alejo Carpentier, o segundo que lemos deste, que fala sobre a história do Haiti.
O texto de Carpentier soa como música para mim. Algo belo mas não totalmente compreensível.
Riquíssimo em forma e conteúdo com a presença do " realismo- maravilhoso", como bem explica o prefácio.  Abrangente em poucas 130 paginas. Remete-nos ao pensar a todo momento.
Se você gosta de ler, precisa experimentar Alejo.

"Ti Noel havia gasto sua herança e, apesar de ter chegado à extrema miséria, deixava a mesma herança recebida. Era um corpo de carne esvaída."



O Reino deste mundo- Alejo Carpentier- Editora Martins Fontes- pedi pela internet.

domingo, 18 de junho de 2017

Livro- Barco a Seco- Rubens Figueiredo


Lido por indicação do grupo de leitura, o livro é prêmio Jabuti de 2002.
Não conhecia o autor que me encantou com sua habilidade em criar a história, e a história dentro da história, num tecido trabalhado e interessante.
Há também um grande esmero com a linguagem, que nos faz parar de quando em quando para apreciar suas construções.
O livro trata da história de um especialista, pesquisador da vida e obra de um determinado pintor,  suas descobertas e suposições sobre este e os relatos de sua própria trajetória,envolto em clima de suspense.
O enredo vai e volta e se parte como o movimento do próprio mar sempre presente.
Adorei!!

"A bengala tateou sem pressa o tapete, avaliou a solidez do minuto. Inácio avançou no ritmo exato para que a porta pudesse fechar sozinha às suas costas, no impulso do ponteiro de segundos que voltou atrás. E a ruptura estancou."

Barco a Seco- Rubens Figueiredo- Companhia das Letras, o meu peguei pela Estante Virtual