domingo, 28 de dezembro de 2014

Livros- Desonra- Coetzee



O livro do sul africano Coetzee também foi indicação do Clube de Leitura.
Um romance de enredo absorvente, contemporâneo, propondo temas da atualidade e da localidade específica onde se passa e onde vive o autor.
Uma visão de quem vive o assunto e não só de quem observa, do lado de fora, do outro lado do mundo.
Um final, também inusitado, que rende uma boa reflexão.

domingo, 21 de dezembro de 2014

Notícias Poéticas- dezembro de 2014




Notícias Poéticas- dezembro de 2014

E vem dezembro, as chuvas, o abafamento a incerteza no mês certamente de festa.
Os sentimentos ambíguos superpõe-se como adereços natalinos.
Queremos paz para nós e para os outros e criamos agitações de todos os tipos.
Reunir é a ordem. Estar só é um pecado.
Dezembro de dores e delícias, de saudades aguçadas e encontros de pura alegria.
A palavra é desnecessária quando  há o abraço.
A lágrima que rola diz o mais belo poema.
O sorriso de uma criança atesta a existência divina.
Em cada esquina um moderno profeta vocifera verdades contemporâneas, anuncia produtos inéditos, preços convidativos, lembra necessidades urgentes e deseja Feliz Natal.
Eu, poeta, tento, em vão, traduzir nestas linhas o que sinto no coração.
Mas tudo vai e vem e é difícil  fixar o sentir, abandonado nas marolas do pensar, conduzido nos velozes carros do fazer.
Num dezembro, sem tradução, desejo que o sentir tenha espaço em  nossa vida e que nós lhe demos atenção.

 Num carro mercurial
que veloz cruza o céu
de duvidoso azul
rumo à morada divina
ponho meus melhores desejos
Quero saúde do corpo
mente tranqüila
vida produtiva
Quero sonhos realizados
felicidades e êxito
e mais que tudo
quero amor
O amor  em forma gasosa
volumoso
Invisível
Incolor
Inodoro
mas cálido
terno e protetor
para preencher todo espaço
sem barreiras de forma
sem obstáculos de cor
sem fronteiras de sexo
sem idade
Indistinto
Amor sem alardes
Amor ato e sentimento
Eterno amor
Incito os cavalos alados
Quero o amor,
o amor que quero,
 pelos deuses
 abençoado.

Eliane Ratier- dezembro de 2014




quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Poema natalino de Cynthia Theodoro Porto


        A poesia é assim, abre portas e janelas, atrai mais poetas, palavras belas , respostas ternas. Obrigada, colega Cynthia

Cynthia está de vermelho , à esquerda da foto que foi tirada na Bienal do Livro, em São Paulo, este ano.


                  

   A QUEM VAI CHEGAR
                                                   (Soneto Futurista)

    Espero-te em um clima de ternura,
     Em prece, abrindo aos Céus, meu coração,
     Pois, sei que chegarás, de alma tão pura,
     Neste teu novo lar, com afeição...

                          A música será uma recepção,
                          Acolhedor banquete de candura,
                          A tua vinda a nós, como canção,
                          Porque é festiva, vem, e assim, perdura...

     Terás uma morada aconchegante,
     Em meio a muito amor e poesia,
     Com fluido angelical, que segue adiante...

                          Como um presépio, é pleno de harmonia,
                          Serás a doce Vida radiante,
                          Também perene fonte de alegria!...

                                        (CYNTHIA THEODORO PORTO é poetisa e literata brasileira. Contato: cynthiatheporto@gmail.com)
                                                                         
         


domingo, 14 de dezembro de 2014

Livros- O Delfim- José Cardoso Pires



Livro indicado pelo clube de leitura com narrativa inovadora e enredo que não me deu sossego até o fim inusitado.
Excelente "passeio" nas idas e vindas entre vida e recordação.

domingo, 7 de dezembro de 2014

Livros- Breve Tempo da Memória- Zéluiz de Oliveira



O amigo, irmão geminiano pessoano, Zéluiz Oliveira, colocou, em seu mais recente livro de poemas ,as figuras de sua história.
Avós, tios, primos, professores , figuras históricas, sua história e família como nossa própria história e família.
Assim, nos sentimos em casa, o café recém coado, a canja fervendo no fogão.

domingo, 30 de novembro de 2014

Livros- Açúcar Amargo- Luiz Puntel



Conhecia o Puntel do jornal, sabia de suas muitas obras literárias para o público juvenil, mas ainda não tinha lido nada dele.
Oportunidade mais do que bem-vinda! Por ocasião de uma entrevista que fiz com o professor Puntel,comecei a leitura de sua obra.
Açúcar Amargo retrata fielmente o que acontece na nossa região canavieira.
O livro é antigo e atualíssimo.
Prato cheio para os temas paralelos em sala de aula.
De ritmo que mantém a curiosidade, diálogos e ação, o livro prende a atenção de todos, jovens ou não.
Em linguagem simples, mas não simplificada, acrescenta mais ao leitor que for atrás.
Já estou na leitura de outro.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Notícias Poéticas- novembro de 2014




Então é isso!
Novembro se cumpre  na agenda.
 É só ter disciplina, como diz meu pai, não pular nenhum compromisso, seguir à risca, e tudo acontecerá e passará, infelizmente sem muito tempo para aproveitar.
Sonho com este tempo de prazer, de ecos de felicidade, de músicas nos ouvidos e palavras gravadas na alma pela calma da percepção.
Tudo tão bom e muito e tanto. Nada a reclamar, só este tempo urgente.
Aprendi a respirar o perfume e gravar a imagem do momento junto com a emoção, lenço azul dobrado sobre si, invólucro delicado do bem vivido.
Desejo, neste novembro de Flamboyants, estonteantes acácias e enfeites natalinos, que tenhamos muitos bons momentos, uma coleção de lenços azuis e algum precioso tempo.

Adeus
Amiga,
Por uma vez nossas mãos se tocaram no mesmo ato
ouvimos as mesmas palavras
tivemos a mesma idéia
e sorrimos
Hoje cada qual segue o seu destino
e nada disso será mais possível
Fica a lembrança
a  solidão das mãos
o silencio das palavras
as idéias sem eco
o sorriso
o que foi, ou não,  vivido
Só isso.


segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Aposentando

turma da prefeitura, do mutirão, em despedida

flor, bolo

livro com dedicatória

eu , toda mimada


Aposentando

Muitos podem pensar que não ligo mais para a odontologia, que mudei de amores, que traí minha profissão, abandonei os colegas.
Sei.
Mas sei também que não está sendo fácil.
Assinar papéis sem saber ao certo o que são.
Confiar em quem nunca vi para tratar destas questões, e sair de um escritório ciente de que nunca mais farei o que fui treinada para fazer,  e que fiz por anos e ainda poderia continuar fazendo por muitos mais.
Essa é uma parte bem estranha da coisa.
No mais , é bom que saibam que a odontologia me deu tudo que tenho.
Me deu a universidade,  a oportunidade de entrar numa faculdade pública em primeira tentativa,  anexar as três letrinhas, USP, à minha vida e à vida de minha família, como primeira universitária.
Devolveu-me Ribeirão Preto, a cidade onde passei minha infância, suas belezas, seu clima, sua juventude e dinamismo, fez-me gente de sua gente,  convivente, servidora desde o princípio.
Apresentou-me o marido , também um recém-chegado nesta terra e, com ele,  uma nova família. Ganhei sogros, cunhados, sobrinhos.
Aqui nos tornamos profissionais e formamos raízes, fizemos carreira e família, demos à Terra do Ribeirão Preto, duas nativas.
Meu trabalho me levou por muitos caminhos, consultórios  na Visconde de Inhaúma, no Jardim das Pedras, na Florêncio de Abreu por três vezes, até fechar de vez, jogar a toalha.
Neste caminho aperfeiçoei-me em ortodontia preventiva e saúde pública.
Fiz  amigos de vida e  para toda a vida dos quais tenho sempre lembranças do que vivemos.
Logo entrei para o funcionalismo público, 1987, dentista da prefeitura, numa das gestões do dr Vicente e do dr Raia, respectivamente meu dentista de infância e meu pediatra.
Montei o consultório do Castelo Branco, quando ainda era bem pequenininho.
Tive a primeira filha com as regalias de um funcionário, licença maternidade, férias e tudo o mais.
Assim que voltei ao trabalho fui deslocada para as escolas.
Senti-me temerosa, pediatria não era o meu forte, mas começavam aí os desafios, a incerteza que norteou esta vida de funcionária pública.
Comecei no Raul Machado, junto com  a Mara Verri, uma companheira pacienciosa e gentil.
Fiquei ali por 6 anos.
Aí, já com duas filhas, morando longe dali, consegui uma transferência para o Sumarezinho, a EMEI Áurea Braghetto ,  o grande desafio de atender os pré-escolares, por 4 anos.
De lá mudei-me para Bonfim Paulista, também para ficar próximo à minha casa, Escola Estadual Francisco da Cunha Junqueira, crianças maiores, adolescentes, colegiais, moradores de áreas rurais. Uma realidade que retrocedia em 10 anos a condição bucal dos alunos.
Um imenso desafio.
Dividia o cargo com a Dra Bárbara e ocupava a sala que pertenceu ao Dr José dos Reis Miranda , a pessoa com quem comecei minha carreira, e de quem comprei o meu primeiro consultório e que já não estava entre nós.
Senti-me amparada e abençoada.
Ali, devido às condições ruins da saúde bucal dos alunos, resolvi intensificar a comunicação com os pais , que era feita oralmente, ou por bilhetes,  de maneira mais sistemática, através de textos educativos pré elaborados, impressos e distribuídos conforme os casos.
Começava , assim,  a segunda carreira. Brotava a escritora.
O livro sobre saúde bucal ainda é inédito, mas já publiquei dois outros de poemas e fiz muitas e muitas coisinhas estimulada por este meu desejo de me aprimorar na comunicação, me fazer entender para melhorar a condição de saúde dos alunos.
Fiquei em Bonfim por 13 anos.
Fui  para a Vila Tibério, outra escola estadual, a Hermínia Gugliano,  aproximando-me de casa, fiquei ali por 3 anos.
Termino esta história novamente numa escola do município, o Anísio Teixeira, onde fiquei por um ano, dividindo o cargo com a colega Dra Tininha.
Só tenho a agradecer pelo caminho que me foi proporcionado, além das escolas, cumpri, como todos, períodos em postos de saúde,  participei de campanhas de prevenção de câncer bucal e do singular e muito  bom “Mutirão”,invenção destes últimos 6 anos, onde pude exercitar com plenitude meu desejo de comunicação e onde a convivência em grupo foi uma grande experiência.
Todas estas andanças só fizeram enriquecer minha condição humana, aproximar-me da educação , matéria na qual tenho grande interesse.
Agora me aposento e abraço totalmente a segunda carreira iniciada há 7 anos , a carreira artística, como escritora, atriz,  promotora e agitadora cultural.
Levo para a nova carreira a disciplina e a experiência humana que a odontologia me proporcionou.
Nunca deixarei de ser uma dentista, uma profissional que acredita na saúde para uma vida melhor, que acredita em prevenção e educação e estarei sempre disposta a defender estas bandeiras.
As carreiras, mãos unidas, deram-me a oportunidade de fazer parte da diretoria da Aorp, esta conceituada entidade da classe odontológica. Trabalho que prezo e que me traz imenso aprendizado.
Como vêem a odontologia me deu muito !
Trabalhei duro, nada vem de graça, agora usufruo do direito que me é reservado e que permitirá com que eu continue servindo ao meu próximo de outra maneira.
Feliz e grata por tudo.

Ribeirão Preto- outubro de 2014




domingo, 23 de novembro de 2014

Livros- Combinando Palavras com Vera Duarte

aqui o lançamento do livro no Pedro II , durante a 14ª Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto


Mais um belo trabalho da equipe da Escola Otoniel Mota, incentivando seus alunos para a produção literária.
Inspirados na verve  romântica e social de escritora caboverdiana, Vera Duarte, os alunos derramaram-se em versos.
Deixo aqui uma amostrinha e os parabéns a todos os envolvidos no projeto.

de Letícia Mendonça

Chegou doce janeiro
doce como o beijo teu,
doce como Leite Moça,
renovando cada voto,
esperança enjuvelhecida.
Chegou doce janeiro,
forte como a onda do mar,
lindo como a primavera.
Chegou o Ano NOvo,
que em todos se faz novo
que só pode ser novo
com a autorização de todos.

domingo, 16 de novembro de 2014

Livros- Breve Romance de Sonho- Arthur Schnitzler



Livro de deu origem ao filme de Stanley Kubrick, De Olhos bem Fechados.
De narrativa rápida e instigante , o romance curto já não traz novidade no enredo, mas tem um enredo muito interessante, cuidando de questões eternas,  além de fazer um belo "passeio " por Viena, onde os viajantes podem reconhecer algum caminho.
Livro emprestado pela coleguinha do Clube de Leitura por apresentar similitudes aos que andamos lendo.

Deixo as últimas , filosóficas e proféticas frases do livro aqui:
" Estou tão certa quanto suspeito que a realidade de uma noite, ou mesmo de toda uma vida não significa sua verdade mais íntima"
"Nem sonho algum , ..., é totalmente sonho."

Livros- A Encantadora de Serpentes- Ely Vieitez Lisboa



Ely o classifica de triste e depressivo eu o acho de uma beleza máxima.
Imersa no lindo texto de Ely, sofrimento transmutado em poesia, sou ,com ela, caminhante de conhecidas veredas.
Gosto, muito.

domingo, 9 de novembro de 2014

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Documentando- Saraus Paraler- Cecília Meirelles




Gente, aproveitando o aniversário de Cecília Meirelles, deixo aqui o relato do início dos Saraus Paraler. Texto e foto de 2008.
Agradeço, imenso, a todos que participaram destes deliciosos eventos e em especial à Marylene Barrachini, proprietária das Livrarias Paraler, que abriu a casa e empenhou a alma nesta "brincadeira".
Beijos.

Doente de Cecília

A Paraler, nossa livraria aqui de Ribeirão Preto, realizou neste mês um primeiro encontro artístico-literário, que pretende se repetir mensalmente.
Coube-me parte da organização do evento, que dividi com minha recém colega de letras, Mara.
 A Paraler não desejava um encontro temático, então, para dar o gancho inicial, resolvi me ater às homenagens aos aniversariantes do mês, muito bem representados na pessoa de Cecília Meireles, nascida em 07 de novembro.
 Engraçado, Cecília é tão famosa, lida desde a infância, citada pela mídia, que nos parece quase íntima.
  Comecei a organização por uma pequena biografia de Cecília e fiquei deslumbrada pelo que não conhecia.
 Li algumas antologias, de cabo à rabo, algumas geniais Crônicas de Educação, belisquei as Crônicas de Viagem, e alguns outros textos de coletâneas. Deti-me, extasiada, relatada por ela no livro Olhinhos de Gato.
  Mergulhei tão fundo neste mundo que me vi, em plena terça feira, incapacitada para ir ao trabalho, de dor e desconforto físico, em licença médica, num dia de tempo incerto e chuva intermitente, algo beirando a perfeição para uma boa leitura.
 Saí do livro encharcada de Cecília, grata pela oportunidade de conhecê-la, absolutamente encantada e fã eterna.
  O sarau foi na semana seguinte e apresentamos Cecília por sua poesia.
  Deixo aqui a “Carta à Cecília”, uma pequena homenagem baseada em sua biografia. Há ainda a própria biografia, esta é, talvez, um pouco longa para estar aqui, mas, de qualquer maneira, se alguém tiver interesse eu posso remetê-la, é só avisar.

Carta à Cecília

As meninas não se chamam mais assim
Faz quase 20 anos que trabalho em escolas e nenhuma Cecília, salvo você ,veio até mim.
Alguns nomes ainda resistem intrépidos, Anas, Júlias, Marias, mas Cecílias...
Tua precoce história de dor, órfã , sem irmãos, te fez adotar os livros como família.
E que família mais completa querias, Cecília, senão a das letras, que tudo pode em qualquer tempo e lugar.
Que leva à passeio, para destinos reais ou imaginários, que educa, instrui, alimenta a fé, acalenta o sonho, acolhe os ideais.
Só não tinha, esta família, o calor dos braços maternais, o que a vida de mestra te supriu, com o carinho das crianças que ensinaste.
Embora contivesse em ti o teu mundo, que transbordando em escritos, fez um quase mar de livros de tanta e tão vasta produção, não te abstiveste de ser mãe, esposa e principalmente militante nas causas em que acreditavas, educação, leitura, folclore.
Mais de uma vez o destino te roubou entes queridos, mas tua fortaleza não se abalou, partiste para outra, partiste para outras terras, terras estrangeiras a receber teu entusiasmo e saber sobre as coisas da nossa terra.
É assim, Cecília, você estava consciente, a vida não te pegou no contra pé, o fim estava sempre presente, você o soube como ninguém.
Restam-nos teus eternos escritos, que me perseguem líricos, de uma beleza infinda.
Cansei-me de anotar os favoritos, em cada um há beleza e valor.
O remédio é tê-la sempre por perto.
Beijo no teu aniversário, a menina Cecília.
Celebro a vida que permanece em tua poesia.


                                Eliane Ratier

                                                  Novembro de 2008

domingo, 2 de novembro de 2014

Livros- Vida Querida- Alice Munro



Prêmio Nobel de literatura 2013, a canadense, Alice Munro, tem sua especialidade nos contos.
São histórias que em sua voz parecem próprias, sempre com o protagonismo ou o envolvimento importante da figura feminina, num tom íntimo e simpático, como se contasse um segredo, sem esconder nada, nem revelar tudo.De finais abertos e mornos, dando a feliz oportunidade para que a história ressoe.
Um passeio pelo Canadá, os costumes da época, o universal e atemporal humano,  a guerra.
Agradável e desejada companhia.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Notícias Poéticas de outubro- resposta poética de Barbosa

As notícias de outubro receberam resposta poética do amigo Barbosa. Andando e correndo, dançamos com as palavras. Obrigada!!!

Eliane e Barbosa dançando de verdade


Andando                                                           CORRENDO 
Ando calada                                                     Corro gritando
Economizando palavra                                   Falando para os quatros ventos
Ando tímida                                                     Corro alucinado
Guardando o sorriso                                      Chorando e clamando
Ando incerta                                                    Corro reto      
Difícil achar a linha reta                                 Só não sei se estou certo
Ando com cautela                                           Corrida provocante
Desvio dos perigos                                         Já não vejo perigo
Farejo esparrelas                                            Tenho certeza delas
Ando meiga                                                     Corro agressivo
Sou toda carinhos                                          Sou rudeza e espinho
Ando doce                                                      Corro amargurado
Melada de atrair bichinhos                         Salgado pelo suro do caminho
Ando só                                                           Nunca sei se estou só
No conforto dolorido                                    Busco paz e carinho
 de quem sabe o que a escolha traz          De um mundo sagaz
Ando                                                                Corro
Não posso parar                                            Penso em parar
Não quero parar                                           Penso em parar
Não devo parar                                             Será que posso parar
Para onde?                                                    Aqui !
Não importa                                                 Tudo importa
O que importa é andar.                              Eu Quero é correr!!!. Para onde? De quê? Prá que?

Eliane Ratier,                                                Barbosa,
outubro de 2014                                         outubro de 2014

domingo, 26 de outubro de 2014

Livros- O Lobo da Estepe- Hermann Hesse



Bom é pouco!
Amei!
Plenamente identificada com o enredo, segui as digressões filosóficas disfarçadas de ação.
Recursos na narrativa, como o livro dentro do livro e o prefácio,  oferecem espaço para o pensar, mesmo que o assunto se repita.
Linguagem rica.
Um livro para ler e reler, e reler, e ao final, sorrir e duvidar.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Notícias Poéticas- outubro de 2014



Notícias poéticas- outubro de 2014

Êita outubro!
Que quentura e seca e vento e névoa fumacenta , aqui, lá , em toda parte!
Suspiramos temerosos a cada amanhecer solar, sentimo-nos  adoecer e procuramos logo um refresco que nos ajude a aguentar o tranco.
Salve –nos o senhor ar condicionado!
Socorram-nos os gelados, líquidos e frescos, águas , sucos , saladas,  frutas, sorvetes!
Acolham-nos sombras de árvores e memórias úmidas de telhas!
As sibipirunas inundam a cidade de amarelo, os flamboyants preparam seu céu rubro e assim a natureza se anuncia outubro.
Estamos inquietos , também, pelas iminentes mudanças de governo. Como diz o amigo,  com quem concordo, “não façam nada por mim, apenas não me atrapalhem”.
Desejo que este outubro seja de boas escolhas.

Andando

Ando calada
Economizando palavra
Ando tímida
Guardando o sorriso
Ando incerta
Difícil achar a linha reta
Ando com cautela
Desvio dos perigos
Farejo esparrelas
Ando meiga
Sou toda carinhos
Ando doce
Melada de atrair bichinhos
Ando só
No conforto dolorido
 de quem sabe o que a escolha traz
Ando
Não posso parar
Não quero parar
Não devo parar
Para onde?
Não importa
O que importa é andar.


                                             Eliane Ratier, outubro de 2014

domingo, 19 de outubro de 2014

Livros- As Fúrias Invisíveis- Ricardo Ramos



Li o livro pelo clube de leitura e "não me pegou", como diz a coleguinha, por isso parei antes do fim, mas durante a reunião senti que perdi o melhor, então voltei a ele.
Ricardo Ramos domina a linguagem e traz inovações, lindas imagens poéticas e divagações filosóficas sobre um entediante enredo.Sem dúvida alguma um esmero criativo.
Terminei o livro mas continuo com a mesma sensação.
A favor do livro e do autor declaro que estávamos em ritmos diferentes, talvez o humor, e que ainda há contos para ler, gênero no qual ele era mestre.

domingo, 12 de outubro de 2014

Livros- O Arquipélago da Paixão- Vera Duarte



Este livro me foi gentilmente oferecido pela autora Caboverdiana em visita a cidade por ocasião da Feira do Livro onde recebeu homenagem prestada pelos alunos da escola Otoniel Mota.
Este livro foi um dos utilizados pelos alunos para o conhecimento da obra da autora, que tem posição de destaque na área jurídica e de luta pelos direitos humanos e das mulheres em especial.
Nele há poemas que revelam a intensidade de sentimentos de Vera quanto ao ser humano, ser mulher, cidadã e engajada na luta social.
Inspirador.

domingo, 5 de outubro de 2014

Livros- Viavária- Iacyr Anderson Freitas



Iacyr é indicado para o prêmio Portugal Telecom de literatura em 2014.
Sem ter ouvido falar dele, trouxe um livro que estava dando sopa na última Feira e logo depois confirmei minha aposta certeira.
Poemas bem urdidos,limpos,alguns com humor, quase nada pessoal, muitos referenciais.
Uma boa leitura.

domingo, 28 de setembro de 2014

Livros- Tempestardes- Leonardo Chioda



Poemas de um jovem multitalentoso.
Ler Leonardo é como ouvir uma língua estrangeira, mesmo sabendo-se que não é. Há ritmo e figuras de linguagem por todo lado, sem caracterizar excesso,  e sim riqueza.  Não atinjo a compreensão plena, apenas capto uma imagem aqui e ali e a permanente sensação de beleza.
Emoção, quase nada.
Tenho a impressão de que há um mundo próprio de suas vivências, ou de sua geração, que me permite restrita visão pelas frestas, onde acompanho por breve tempo o caminho e reconheço alguma paisagem.
Tempestardes é livro de muitas leituras .
Há certo mistério no uso de palavras relacionadas à biologia, vou decifrá-lo, tentarei nos prefácios.

Na subversão dos termos duvido da existência das palavras.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Notícias Poéticas- setembro de 2014




Notícias Poéticas- setembro de 2014

Setembro vem desabrochando os sonhos, firmando o pé da confiança, enchendo de flores, promessas de frutos, o nosso caminho.
Setembro vem e pedimos chuva, sabemos que ela virá, mas está sendo custoso esperar.
Setembro vem e traz a beleza nas cores, nos desejos, intenções e zelos com a gente, as coisas, as casas, as vidas.
Setembro vem e convida à troca, às novidades, ao sorriso e ao gozo.
Setembro, vem!

Seres e haveres

Sonhamos
por tanto tempo
o sonho dos tolos
sem conhecimento

Desejamos
como muitos
o tudo que
realmente não queríamos

Sofremos
por não termos
o que era dito e certo
mas não era nosso

Esquecemos
que temos tanto
mesmo que não seja o mesmo
que outros tem

Mas temos
o que gostamos
o que é nosso
nos alimenta e convém

É tempo
de olhar e ver
escutar e ouvir
mexer-se  e agir

E sermos gratos
pelo que temos
pelo que somos
e pelo que ainda podemos ser e ter

Nós
Nosso
Tudo
Todos
Nada
Ninguém


Na possibilidade infinita da vida.

domingo, 21 de setembro de 2014

Livros- Fim- Fernanda Torres


Primeira aquisição na Livraria Travessa, presente para mim mesma em fins de maio.
Impossível de largar!
O livro trata do que a todo momento tentamos esquecer mas devemos nos lembrar, da morte.
Em tipos verossímeis, tendo como pano de fundo o Rio, todos os elementos do drama se encontram com o humor, e algum suspense, na história com múltiplos narradores.
Com palavras e construções bem escolhidas a linguagem é um prazer a mais na leitura.
Amei! Quero mais!!

domingo, 14 de setembro de 2014

Livro- Passa balaio trançado de sonhos e conta uma história- Carmelina de Toledo Pizza



Hummm! Carmelina é contadora de histórias como nunca vi.
Apaixonada e apaixonante.
Encantadora.
O livro, desejado, foi presente do parceiro-irmão Gustavo.
Neste livro, Carmelina passa um pouco de sua experiência para quem quiser contar histórias.
Preparo, introduções, dinâmicas, uso de acessórios, corpo e voz.
Rico em ensinamentos, o livro nos coloca mais perto da mestra. Prontinhos e atentos para aprender

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Notícias Poéticas - agosto de 2014



Agosto se foi com seus cinco raros finais de semana.
Em turbilhão, como os ventos, o mês passou agitado, cheio de novidades e desafios aceitos, cumpridos, que não mataram,  apesar de causarem alguns estragos, mas engordaram a sempre ávida experiência.
Ufa!!
Agosto  é para os fortes, os que não fazem caso da seca e continuam o caminho engolindo poeira.
O agosto do folclore nem apareceu, o dos pais fez-se presente em ternura e afagos.
A bela lua cheia, hipnótica presença no céu de agosto, agora se repete em setembro, mas não com o mesmo mistério.
Agosto é passado, resta-nos a lembrança dos fatos.

Lua de agosto

Oh, satélite glamoroso!
Oh ,lua de agosto!
Dizem que, aos que pedem,
concedes o pedido

Nós, iludidos
 curvamo-nos crédulos
ao teu encanto divino,
doce aceno de esperança,
esquecendo que és matéria,
rocha e poeira branca,
que por um capricho do criador
refletes a luz  solar mimetizando prata,
bela, fulgurante e rara,
plantando em cada pobre ser
o sonho em graça

Sabemos que és satélite,
 pedaço de pedra e pó que rola no céu
 em trajetória regida pelas leis da física
Mas que mal há
 em ,inspirados em ti,
desejos acalentar?

De olhos fixos em teu brilho,
presa do fascínio ancestral,
murmuro  minha prece lunar:
Oh, satélite glamoroso!
Oh, lua de agosto!
Concede-me o pedido

Faz-me o gosto

                                                Eliane Ratier

domingo, 7 de setembro de 2014

Livros- A avenida Niévski- Nicolai Gógol


Em edição primorosa da Cosacnaify, ilustrada, quase um mapa,  encartada com um caderno com as 'Notas de Petersburgo 1836"   e embrulhada em reprodução de jornal da época,  tive o prazer de ler o Gogól em textos curtos, levando o leitor a passeio pela São Petersburgo de sua época, sua gente, costumes e opiniões.
Ótima leitura para quem foi ou vai à cidade, estuda ou quer saber sobre a Rússia, ou tem mera curiosidade sobre o estilo do escritor e seu tempo.

domingo, 31 de agosto de 2014

Livros- Caju, uma história de amor- Carmelina de Toledo Piza



Uma delícia de livro!
Uma história real, emocionante e emocionada, ricamente ilustrada, em tamanho múltiplo, servindo a qualquer idade e ainda vem com um joguinho de trilha cheio de tarefas diferentes.
Adorei!

domingo, 24 de agosto de 2014

Livros- O Gato que cantava de galo- Ricardo Filho


A história do gato loiro ,meio filósofo, que se meteu e se safou de grande enrascada.
Infantil, com belas ilustrações de Mariana Newlands.

domingo, 17 de agosto de 2014

Livros- Uma mulher inacabada- Lilian Hellman



É assim, vou perseguindo nomes e títulos que vejo em publicações, revistas, jornais e mesmo referências em outros livros e assim conhecendo mais e preenchendo lacunas na minha formação.
Foi assim com Lilian, uma nota aqui, uma referência lá e pude partilhar da vida agitada e cheia de celebridades de sua época.
Lembrou-me Gertrude Stein mas com um texto mais agradável, claro, poético.
Bom de ler.
Quero mais.


domingo, 10 de agosto de 2014

Livros- Incubadora Cultural




Numa iniciativa de intelectuais de nossa cidade , trabalhadores incansáveis pela cultura, temos em mãos mais um livro da Incubadora, desta vez voltado para as Artes Visuais e Documentação.
A incubadora desenvolve um trabalho com professores e alunos na linha escolhida e o resultado é colocado em livro, desta vez ilustrado pelos participantes da oficina.
Parabéns a todos os envolvidos, o resultado tem sido cada vez melhor.

domingo, 3 de agosto de 2014

Livros- E a palavra habitou em mim- Rita Mourão



A campeã de concursos de trovas, premiadíssima, apura seu verso neste novo livro.
Com temas muito particulares que acabam sendo universais, Rita encontra eco para sua voz neste meu pensar, e no sentir de muitos,  tão próximo do dela.
Uma mulher de rica história, ativa, viva,que é cercada de admiradores, familiares, amigos, numa permanente festa e torcida a favor.
Marquei vários poemas do meu agrado.
Parabéns, Rita

domingo, 27 de julho de 2014

Livro- Concerto Barroco- Alejo Carpentier



Curto, barroco no assunto, no estilo, erudito, musical, viajante, didático,divertido quando você tem a cultura mínima para apreciá-lo.
Soubesse mais, mais teria aproveitado.

terça-feira, 22 de julho de 2014

Antenor Pimenta

Antenor Pimenta projetado durante a cerimônia de minha posse na Alarp


Hoje é aniversário de nascimento de Antenor Pimenta, 22 de julho de 1914, centenário.
Antenor é patrono da cadeira 52 da Alarp, Academia de Letras e Artes de Ribeirão Preto , que foi ocupada por Djalma Cano e agora me recebe como ocupante.
Planejava, intimamente e com real vontade, uma comemoração, mas me perdi nas datas.
Coloco aqui o sempre bom e instrutivo texto do dr Verri, historiador de Ribeirão Preto, que foi publicado hoje, para marcar a data.

Hoje é dia de Antenor Pimenta, meu patrono na Alarp. Dr Verri , em seu excelente e instrutivo texto, fala sobre ele, as famílias circenceses, o circo e o circo-teatro.
VOCÊ SABIA...que, em 22 de julho de 1.914, nasceu, em Ribeirão Preto, o autor e empresário circense ANTENOR DA SILVA PIMENTA? O circo é uma instituição que dominou o entretenimento por séculos, deixando indelével marca em seguidas gerações. Na expressão da escritora Jair Yanni , "havia uma magia de liberdade nesse edifício que se deslocava, aparecia e desaparecia na cidade, deixando tanta nostalgia quando se ia embora. Os malabaristas, os palhaços, os acrobatas fazendo evoluções, o colorido, tudo fazia parte da grande atração...". Ribeirão Preto, no decorrer dos tempos, tem tido famílias que fizeram tradição na vida circense, tais como os Pimenta, os Garcia, os Robatini e os Spíndola. Antenor Pimenta destacou-se no circo-teatro, elaborando textos e foi aí que fez o clássico “E o Céu Uniu Dois Corações”, comparado ao celebrado “Mãos de Eurídice”, de Pedro Bloch. Convidado por Guarim Gonçalves para coordenar os espetáculos do Circo-Teatro Rosário, Pimenta acabou por ficar dono da empresa, que, mais tarde, passou a ter o nome de “Gran Rosário Circus”, o qual viajou por quase todo o país. Praticamente toda a família trabalhava nesse Circo-Teatro, esposa, filhos, irmão, sobrinhos. Antenor Pimenta atuou nessa atividade de diversão, a partir de 1.947 e aposentou-se em 1.964. O circo-teatro foi um gênero de muito sucesso no Brasil durante o século XX. Pequenas companhias circenses viajavam por todo o país, sobretudo nas pequenas cidades, apresentando textos teatrais, uns cômicos, outros melodramático, que se alternavam com números de acrobacias, malabarismo e palhaçadas. O gênero recebeu a influência da “Commedia dell´Arte”, que nasceu no século 16, em Veneza, Itália. No interior de São Paulo, quem também deixou boas lembranças foi a companhia de Nino Nello. No aspecto familiar, Antenor Pimenta foi pai de Helton Pimenta, consagrado locutor e comentarista esportivo do radio local, hoje, na televisão em Campinas e de Marly Pimenta Vecchi, que foi, por muitos anos, competente secretária da Unaerp. Sobre o focalizado foi escrita a obra “Antenor Pimenta – Circo e Poesia”, pela neta Daniele Pimenta, editada pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo. A propósito do tema “Circo”, vale ainda lembrar o livro de Jair Yanni de Paula Eduardo: “Piolin – A trajetória iluminada do maior palhaço brasileiro”, que nasceu em Ribeirão Preto, em 27 de março de 1.897, data instituída como sendo o “Dia do Circo” e a obra de Carlos Antonio Spíndola (o palhaço Biriba).com o título “O Circo de Todos os Tempos – Do Pau-a-Pique ao Tensionado”. Veja as sinopses dessas obras nos links:

http://www.plataformaverri.com.br/index.php?bib=1&local=book&letter=R&idCity=24&idCategory=8&idBook=490

http://www.plataformaverri.com.br/index.php?bib=1&local=book&letter=R&idCity=24&idCategory=8&idBook=1797

http://www.plataformaverri.com.br/index.php?bib=1&local=book&letter=R&idCity=24&idCategory=8&idBook=630

domingo, 20 de julho de 2014

Livros- Histórias Íntimas- Mary Del Priore



Um livro que deveria ser lido por todos , homens e mulheres, para que possam entender um pouquinho melhor este" onde chegamos" e porque chegamos.
Nós, que em questões de sexualidade somos tão "liberais" sem causa, imitamos comportamentos, aderimos a modismos e sucumbimos à mídia, temos a chance de nos informar sobre a história do comportamento sexual e escolher um caminho próprio.
É isso!

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Notícias Poéticas- julho de 2014



Notícias poéticas- julho de 2014

Vivemos na sociedade exata da inexatidão.
As datas, embora fixas por tradição longeva, são adequadas para a proximidade ou similaridade ou apenas ficam na boa intenção.
O mundo corre e atropela e coisas mais importantes, no momento, surgem.
Não é reclamação, é constatação, portanto, comemorem suas datas, mesmo que inexatas, ao seu bel prazer, de forma íntima ou grandiosa. O que importa é o que vai dentro do ser,isso é, o que importa é você, o seu conforto de alma.
Ter a alma confortada, o corpo satisfeito nos deixa prontos para a lida, cada vez mais exigente, do dia a dia.
Para saber o que conforta e satisfaz eu sugiro uma pesquisa, nada oficial, feita na base da conversa com você mesmo. A única, e por vezes difícil ,exigência é a sinceridade.
Procure atender este corpo e alma que lhe servem na vida.
Cumpramos a sina sem ranços de sacrifício, pois tudo fica mais fácil se no rosto há um sorriso.

Desejos

O que acontece
se giramos em círculo
sobre o mesmo desejo
que em moto contínuo
 é crônico
mas que, como qualquer ferida,
por um nada agudiza?

Tantos são os desejos satisfeitos
outros tantos esquecidos
uns  já não fazem diferença
mas há alguns
 imorredouros e famintos
que nos roem as entranhas
nublando as mentes
desafiando o juízo.

Que fazemos
com nossos  desejos selvagens
indomáveis
incivilizados
irrealizados
e irrealizáveis?

Há que se contê-los,
como  à uma criança mimada,
distraí-los de nós
para que tudo se faça
como tem que ser feito
até que um dia ,
quem sabe,
eles sejam passado
ou aconteçam como um presente
do senhor dos destinos
antes que nosso tempo
seja decretado findo.

domingo, 13 de julho de 2014

Livros- Ansiedade- Augusto Cury



Não , não precisam ficar preocupados comigo.
Ganhei o livro e resolvi ler antes de doar.
Cury, em seu etilo único ,  alerta e sistematiza  saídas para oque é fato frequente nos dias que seguem.

domingo, 6 de julho de 2014

Livros- O Imoralista- André Gide



Amei a estética, talvez algo da  época, e o argumento, o que sempre houve e haverá, a inquietação frente ao desconhecido ser.
Mestre!

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Hoje é dia de Berê



Hoje, 30 de junho,  é dia de Berê, minha sogra que já mora no céu.
Berê queria uma casa e orientou sua vida nesta direção.
Casou-se, teve 5 filhos e uma linda casa, fonte de recordações para todos, que depois virou apartamento que com ela findou-se.
Seus móveis, utensílios, roupas, estão espalhados pela família que usufrui de seu legado material.
Ficaram, também,  os feitos e atos, coisas para lembrar,rir, chorar, analisar, seguir ou descartar, suas viagens, sua disposição amorosa para a ajuda a quem quer que fosse, o aprimoramento dos cuidados com a casa, sua fé inabalável , o consolo na religiosidade, a guarda do domingo, a percepção  do belo, o gosto pela música,  a autonomia e a persistência de alguns desejos meninos, daqueles que não se realizam,  só para nos entristecer o olhar e fazer-nos continuar a desejar.
Empreendia fugas nos aniversários, inventava viagens, não atendia ao telefone, preservava sua paz.
Berê não se foi, continua conosco, nos objetos que guardamos, na recordação de sua vida como história humana, no olhar de seus filhos e netos, escondida em alguma poesia.
Para ela, há "Saudade"

Saudade

Saudade,
esta dor de não sei o quê
esta dor de fartura e falta
esta dor sem remédio.
Uma nem bem se cura
e já vem outra a nos cutucar.

Saudade que ocupa a mente.
Saudade que curva o corpo.
Saudade que encurta a vista
de tanto procurar
em velhos catálogos
um número qualquer,
perdido.

Saudade que dói doída
faz-me sentir viva
lúcida,
pois se a tenho, saudade,
é  sinal que a vida é bem vivida.
Deixa marcas de alegria
gostos de” quero mais”
sonhos de” próximos capítulos”
planos de acontecer,
para de mais saudades sofrer.