segunda-feira, 11 de junho de 2012

Aos namorados

um amor ausente
faz do coração ôco
caixa de ressonância da tristeza
eco sincopado de angústia
morada de desilusões


um amor ausente
tira o brilho do olhar
faz a gente duvidar
de ser feliz
mesmo que pareça assim

um amor ausente
enferruja os tecidos
endurece os sentidos
bloqueia a poesia
e nos torna extremamente práticos e objetivos

um amor ausente
nem dói mais
coça intermitente
e nos transforma em ladrões de toques
caçadores de olhares

um amor ausente
faz sonhar com beijo roubado
mãos dadas
riso compartilhado
despertares sorridentes

um amor ausente
não vê a hora de ser presente.

Um comentário:

  1. é isso aí Eliane! Belo poema em um dia bem apropriado! Abraços Tinoco

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