domingo, 28 de dezembro de 2014

Livros- Desonra- Coetzee



O livro do sul africano Coetzee também foi indicação do Clube de Leitura.
Um romance de enredo absorvente, contemporâneo, propondo temas da atualidade e da localidade específica onde se passa e onde vive o autor.
Uma visão de quem vive o assunto e não só de quem observa, do lado de fora, do outro lado do mundo.
Um final, também inusitado, que rende uma boa reflexão.

domingo, 21 de dezembro de 2014

Notícias Poéticas- dezembro de 2014




Notícias Poéticas- dezembro de 2014

E vem dezembro, as chuvas, o abafamento a incerteza no mês certamente de festa.
Os sentimentos ambíguos superpõe-se como adereços natalinos.
Queremos paz para nós e para os outros e criamos agitações de todos os tipos.
Reunir é a ordem. Estar só é um pecado.
Dezembro de dores e delícias, de saudades aguçadas e encontros de pura alegria.
A palavra é desnecessária quando  há o abraço.
A lágrima que rola diz o mais belo poema.
O sorriso de uma criança atesta a existência divina.
Em cada esquina um moderno profeta vocifera verdades contemporâneas, anuncia produtos inéditos, preços convidativos, lembra necessidades urgentes e deseja Feliz Natal.
Eu, poeta, tento, em vão, traduzir nestas linhas o que sinto no coração.
Mas tudo vai e vem e é difícil  fixar o sentir, abandonado nas marolas do pensar, conduzido nos velozes carros do fazer.
Num dezembro, sem tradução, desejo que o sentir tenha espaço em  nossa vida e que nós lhe demos atenção.

 Num carro mercurial
que veloz cruza o céu
de duvidoso azul
rumo à morada divina
ponho meus melhores desejos
Quero saúde do corpo
mente tranqüila
vida produtiva
Quero sonhos realizados
felicidades e êxito
e mais que tudo
quero amor
O amor  em forma gasosa
volumoso
Invisível
Incolor
Inodoro
mas cálido
terno e protetor
para preencher todo espaço
sem barreiras de forma
sem obstáculos de cor
sem fronteiras de sexo
sem idade
Indistinto
Amor sem alardes
Amor ato e sentimento
Eterno amor
Incito os cavalos alados
Quero o amor,
o amor que quero,
 pelos deuses
 abençoado.

Eliane Ratier- dezembro de 2014




quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Poema natalino de Cynthia Theodoro Porto


        A poesia é assim, abre portas e janelas, atrai mais poetas, palavras belas , respostas ternas. Obrigada, colega Cynthia

Cynthia está de vermelho , à esquerda da foto que foi tirada na Bienal do Livro, em São Paulo, este ano.


                  

   A QUEM VAI CHEGAR
                                                   (Soneto Futurista)

    Espero-te em um clima de ternura,
     Em prece, abrindo aos Céus, meu coração,
     Pois, sei que chegarás, de alma tão pura,
     Neste teu novo lar, com afeição...

                          A música será uma recepção,
                          Acolhedor banquete de candura,
                          A tua vinda a nós, como canção,
                          Porque é festiva, vem, e assim, perdura...

     Terás uma morada aconchegante,
     Em meio a muito amor e poesia,
     Com fluido angelical, que segue adiante...

                          Como um presépio, é pleno de harmonia,
                          Serás a doce Vida radiante,
                          Também perene fonte de alegria!...

                                        (CYNTHIA THEODORO PORTO é poetisa e literata brasileira. Contato: cynthiatheporto@gmail.com)
                                                                         
         


domingo, 14 de dezembro de 2014

Livros- O Delfim- José Cardoso Pires



Livro indicado pelo clube de leitura com narrativa inovadora e enredo que não me deu sossego até o fim inusitado.
Excelente "passeio" nas idas e vindas entre vida e recordação.

domingo, 7 de dezembro de 2014

Livros- Breve Tempo da Memória- Zéluiz de Oliveira



O amigo, irmão geminiano pessoano, Zéluiz Oliveira, colocou, em seu mais recente livro de poemas ,as figuras de sua história.
Avós, tios, primos, professores , figuras históricas, sua história e família como nossa própria história e família.
Assim, nos sentimos em casa, o café recém coado, a canja fervendo no fogão.

domingo, 30 de novembro de 2014

Livros- Açúcar Amargo- Luiz Puntel



Conhecia o Puntel do jornal, sabia de suas muitas obras literárias para o público juvenil, mas ainda não tinha lido nada dele.
Oportunidade mais do que bem-vinda! Por ocasião de uma entrevista que fiz com o professor Puntel,comecei a leitura de sua obra.
Açúcar Amargo retrata fielmente o que acontece na nossa região canavieira.
O livro é antigo e atualíssimo.
Prato cheio para os temas paralelos em sala de aula.
De ritmo que mantém a curiosidade, diálogos e ação, o livro prende a atenção de todos, jovens ou não.
Em linguagem simples, mas não simplificada, acrescenta mais ao leitor que for atrás.
Já estou na leitura de outro.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Notícias Poéticas- novembro de 2014




Então é isso!
Novembro se cumpre  na agenda.
 É só ter disciplina, como diz meu pai, não pular nenhum compromisso, seguir à risca, e tudo acontecerá e passará, infelizmente sem muito tempo para aproveitar.
Sonho com este tempo de prazer, de ecos de felicidade, de músicas nos ouvidos e palavras gravadas na alma pela calma da percepção.
Tudo tão bom e muito e tanto. Nada a reclamar, só este tempo urgente.
Aprendi a respirar o perfume e gravar a imagem do momento junto com a emoção, lenço azul dobrado sobre si, invólucro delicado do bem vivido.
Desejo, neste novembro de Flamboyants, estonteantes acácias e enfeites natalinos, que tenhamos muitos bons momentos, uma coleção de lenços azuis e algum precioso tempo.

Adeus
Amiga,
Por uma vez nossas mãos se tocaram no mesmo ato
ouvimos as mesmas palavras
tivemos a mesma idéia
e sorrimos
Hoje cada qual segue o seu destino
e nada disso será mais possível
Fica a lembrança
a  solidão das mãos
o silencio das palavras
as idéias sem eco
o sorriso
o que foi, ou não,  vivido
Só isso.


segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Aposentando

turma da prefeitura, do mutirão, em despedida

flor, bolo

livro com dedicatória

eu , toda mimada


Aposentando

Muitos podem pensar que não ligo mais para a odontologia, que mudei de amores, que traí minha profissão, abandonei os colegas.
Sei.
Mas sei também que não está sendo fácil.
Assinar papéis sem saber ao certo o que são.
Confiar em quem nunca vi para tratar destas questões, e sair de um escritório ciente de que nunca mais farei o que fui treinada para fazer,  e que fiz por anos e ainda poderia continuar fazendo por muitos mais.
Essa é uma parte bem estranha da coisa.
No mais , é bom que saibam que a odontologia me deu tudo que tenho.
Me deu a universidade,  a oportunidade de entrar numa faculdade pública em primeira tentativa,  anexar as três letrinhas, USP, à minha vida e à vida de minha família, como primeira universitária.
Devolveu-me Ribeirão Preto, a cidade onde passei minha infância, suas belezas, seu clima, sua juventude e dinamismo, fez-me gente de sua gente,  convivente, servidora desde o princípio.
Apresentou-me o marido , também um recém-chegado nesta terra e, com ele,  uma nova família. Ganhei sogros, cunhados, sobrinhos.
Aqui nos tornamos profissionais e formamos raízes, fizemos carreira e família, demos à Terra do Ribeirão Preto, duas nativas.
Meu trabalho me levou por muitos caminhos, consultórios  na Visconde de Inhaúma, no Jardim das Pedras, na Florêncio de Abreu por três vezes, até fechar de vez, jogar a toalha.
Neste caminho aperfeiçoei-me em ortodontia preventiva e saúde pública.
Fiz  amigos de vida e  para toda a vida dos quais tenho sempre lembranças do que vivemos.
Logo entrei para o funcionalismo público, 1987, dentista da prefeitura, numa das gestões do dr Vicente e do dr Raia, respectivamente meu dentista de infância e meu pediatra.
Montei o consultório do Castelo Branco, quando ainda era bem pequenininho.
Tive a primeira filha com as regalias de um funcionário, licença maternidade, férias e tudo o mais.
Assim que voltei ao trabalho fui deslocada para as escolas.
Senti-me temerosa, pediatria não era o meu forte, mas começavam aí os desafios, a incerteza que norteou esta vida de funcionária pública.
Comecei no Raul Machado, junto com  a Mara Verri, uma companheira pacienciosa e gentil.
Fiquei ali por 6 anos.
Aí, já com duas filhas, morando longe dali, consegui uma transferência para o Sumarezinho, a EMEI Áurea Braghetto ,  o grande desafio de atender os pré-escolares, por 4 anos.
De lá mudei-me para Bonfim Paulista, também para ficar próximo à minha casa, Escola Estadual Francisco da Cunha Junqueira, crianças maiores, adolescentes, colegiais, moradores de áreas rurais. Uma realidade que retrocedia em 10 anos a condição bucal dos alunos.
Um imenso desafio.
Dividia o cargo com a Dra Bárbara e ocupava a sala que pertenceu ao Dr José dos Reis Miranda , a pessoa com quem comecei minha carreira, e de quem comprei o meu primeiro consultório e que já não estava entre nós.
Senti-me amparada e abençoada.
Ali, devido às condições ruins da saúde bucal dos alunos, resolvi intensificar a comunicação com os pais , que era feita oralmente, ou por bilhetes,  de maneira mais sistemática, através de textos educativos pré elaborados, impressos e distribuídos conforme os casos.
Começava , assim,  a segunda carreira. Brotava a escritora.
O livro sobre saúde bucal ainda é inédito, mas já publiquei dois outros de poemas e fiz muitas e muitas coisinhas estimulada por este meu desejo de me aprimorar na comunicação, me fazer entender para melhorar a condição de saúde dos alunos.
Fiquei em Bonfim por 13 anos.
Fui  para a Vila Tibério, outra escola estadual, a Hermínia Gugliano,  aproximando-me de casa, fiquei ali por 3 anos.
Termino esta história novamente numa escola do município, o Anísio Teixeira, onde fiquei por um ano, dividindo o cargo com a colega Dra Tininha.
Só tenho a agradecer pelo caminho que me foi proporcionado, além das escolas, cumpri, como todos, períodos em postos de saúde,  participei de campanhas de prevenção de câncer bucal e do singular e muito  bom “Mutirão”,invenção destes últimos 6 anos, onde pude exercitar com plenitude meu desejo de comunicação e onde a convivência em grupo foi uma grande experiência.
Todas estas andanças só fizeram enriquecer minha condição humana, aproximar-me da educação , matéria na qual tenho grande interesse.
Agora me aposento e abraço totalmente a segunda carreira iniciada há 7 anos , a carreira artística, como escritora, atriz,  promotora e agitadora cultural.
Levo para a nova carreira a disciplina e a experiência humana que a odontologia me proporcionou.
Nunca deixarei de ser uma dentista, uma profissional que acredita na saúde para uma vida melhor, que acredita em prevenção e educação e estarei sempre disposta a defender estas bandeiras.
As carreiras, mãos unidas, deram-me a oportunidade de fazer parte da diretoria da Aorp, esta conceituada entidade da classe odontológica. Trabalho que prezo e que me traz imenso aprendizado.
Como vêem a odontologia me deu muito !
Trabalhei duro, nada vem de graça, agora usufruo do direito que me é reservado e que permitirá com que eu continue servindo ao meu próximo de outra maneira.
Feliz e grata por tudo.

Ribeirão Preto- outubro de 2014




domingo, 23 de novembro de 2014

Livros- Combinando Palavras com Vera Duarte

aqui o lançamento do livro no Pedro II , durante a 14ª Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto


Mais um belo trabalho da equipe da Escola Otoniel Mota, incentivando seus alunos para a produção literária.
Inspirados na verve  romântica e social de escritora caboverdiana, Vera Duarte, os alunos derramaram-se em versos.
Deixo aqui uma amostrinha e os parabéns a todos os envolvidos no projeto.

de Letícia Mendonça

Chegou doce janeiro
doce como o beijo teu,
doce como Leite Moça,
renovando cada voto,
esperança enjuvelhecida.
Chegou doce janeiro,
forte como a onda do mar,
lindo como a primavera.
Chegou o Ano NOvo,
que em todos se faz novo
que só pode ser novo
com a autorização de todos.

domingo, 16 de novembro de 2014

Livros- Breve Romance de Sonho- Arthur Schnitzler



Livro de deu origem ao filme de Stanley Kubrick, De Olhos bem Fechados.
De narrativa rápida e instigante , o romance curto já não traz novidade no enredo, mas tem um enredo muito interessante, cuidando de questões eternas,  além de fazer um belo "passeio " por Viena, onde os viajantes podem reconhecer algum caminho.
Livro emprestado pela coleguinha do Clube de Leitura por apresentar similitudes aos que andamos lendo.

Deixo as últimas , filosóficas e proféticas frases do livro aqui:
" Estou tão certa quanto suspeito que a realidade de uma noite, ou mesmo de toda uma vida não significa sua verdade mais íntima"
"Nem sonho algum , ..., é totalmente sonho."

Livros- A Encantadora de Serpentes- Ely Vieitez Lisboa



Ely o classifica de triste e depressivo eu o acho de uma beleza máxima.
Imersa no lindo texto de Ely, sofrimento transmutado em poesia, sou ,com ela, caminhante de conhecidas veredas.
Gosto, muito.

domingo, 9 de novembro de 2014

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Documentando- Saraus Paraler- Cecília Meirelles




Gente, aproveitando o aniversário de Cecília Meirelles, deixo aqui o relato do início dos Saraus Paraler. Texto e foto de 2008.
Agradeço, imenso, a todos que participaram destes deliciosos eventos e em especial à Marylene Barrachini, proprietária das Livrarias Paraler, que abriu a casa e empenhou a alma nesta "brincadeira".
Beijos.

Doente de Cecília

A Paraler, nossa livraria aqui de Ribeirão Preto, realizou neste mês um primeiro encontro artístico-literário, que pretende se repetir mensalmente.
Coube-me parte da organização do evento, que dividi com minha recém colega de letras, Mara.
 A Paraler não desejava um encontro temático, então, para dar o gancho inicial, resolvi me ater às homenagens aos aniversariantes do mês, muito bem representados na pessoa de Cecília Meireles, nascida em 07 de novembro.
 Engraçado, Cecília é tão famosa, lida desde a infância, citada pela mídia, que nos parece quase íntima.
  Comecei a organização por uma pequena biografia de Cecília e fiquei deslumbrada pelo que não conhecia.
 Li algumas antologias, de cabo à rabo, algumas geniais Crônicas de Educação, belisquei as Crônicas de Viagem, e alguns outros textos de coletâneas. Deti-me, extasiada, relatada por ela no livro Olhinhos de Gato.
  Mergulhei tão fundo neste mundo que me vi, em plena terça feira, incapacitada para ir ao trabalho, de dor e desconforto físico, em licença médica, num dia de tempo incerto e chuva intermitente, algo beirando a perfeição para uma boa leitura.
 Saí do livro encharcada de Cecília, grata pela oportunidade de conhecê-la, absolutamente encantada e fã eterna.
  O sarau foi na semana seguinte e apresentamos Cecília por sua poesia.
  Deixo aqui a “Carta à Cecília”, uma pequena homenagem baseada em sua biografia. Há ainda a própria biografia, esta é, talvez, um pouco longa para estar aqui, mas, de qualquer maneira, se alguém tiver interesse eu posso remetê-la, é só avisar.

Carta à Cecília

As meninas não se chamam mais assim
Faz quase 20 anos que trabalho em escolas e nenhuma Cecília, salvo você ,veio até mim.
Alguns nomes ainda resistem intrépidos, Anas, Júlias, Marias, mas Cecílias...
Tua precoce história de dor, órfã , sem irmãos, te fez adotar os livros como família.
E que família mais completa querias, Cecília, senão a das letras, que tudo pode em qualquer tempo e lugar.
Que leva à passeio, para destinos reais ou imaginários, que educa, instrui, alimenta a fé, acalenta o sonho, acolhe os ideais.
Só não tinha, esta família, o calor dos braços maternais, o que a vida de mestra te supriu, com o carinho das crianças que ensinaste.
Embora contivesse em ti o teu mundo, que transbordando em escritos, fez um quase mar de livros de tanta e tão vasta produção, não te abstiveste de ser mãe, esposa e principalmente militante nas causas em que acreditavas, educação, leitura, folclore.
Mais de uma vez o destino te roubou entes queridos, mas tua fortaleza não se abalou, partiste para outra, partiste para outras terras, terras estrangeiras a receber teu entusiasmo e saber sobre as coisas da nossa terra.
É assim, Cecília, você estava consciente, a vida não te pegou no contra pé, o fim estava sempre presente, você o soube como ninguém.
Restam-nos teus eternos escritos, que me perseguem líricos, de uma beleza infinda.
Cansei-me de anotar os favoritos, em cada um há beleza e valor.
O remédio é tê-la sempre por perto.
Beijo no teu aniversário, a menina Cecília.
Celebro a vida que permanece em tua poesia.


                                Eliane Ratier

                                                  Novembro de 2008

domingo, 2 de novembro de 2014

Livros- Vida Querida- Alice Munro



Prêmio Nobel de literatura 2013, a canadense, Alice Munro, tem sua especialidade nos contos.
São histórias que em sua voz parecem próprias, sempre com o protagonismo ou o envolvimento importante da figura feminina, num tom íntimo e simpático, como se contasse um segredo, sem esconder nada, nem revelar tudo.De finais abertos e mornos, dando a feliz oportunidade para que a história ressoe.
Um passeio pelo Canadá, os costumes da época, o universal e atemporal humano,  a guerra.
Agradável e desejada companhia.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Notícias Poéticas de outubro- resposta poética de Barbosa

As notícias de outubro receberam resposta poética do amigo Barbosa. Andando e correndo, dançamos com as palavras. Obrigada!!!

Eliane e Barbosa dançando de verdade


Andando                                                           CORRENDO 
Ando calada                                                     Corro gritando
Economizando palavra                                   Falando para os quatros ventos
Ando tímida                                                     Corro alucinado
Guardando o sorriso                                      Chorando e clamando
Ando incerta                                                    Corro reto      
Difícil achar a linha reta                                 Só não sei se estou certo
Ando com cautela                                           Corrida provocante
Desvio dos perigos                                         Já não vejo perigo
Farejo esparrelas                                            Tenho certeza delas
Ando meiga                                                     Corro agressivo
Sou toda carinhos                                          Sou rudeza e espinho
Ando doce                                                      Corro amargurado
Melada de atrair bichinhos                         Salgado pelo suro do caminho
Ando só                                                           Nunca sei se estou só
No conforto dolorido                                    Busco paz e carinho
 de quem sabe o que a escolha traz          De um mundo sagaz
Ando                                                                Corro
Não posso parar                                            Penso em parar
Não quero parar                                           Penso em parar
Não devo parar                                             Será que posso parar
Para onde?                                                    Aqui !
Não importa                                                 Tudo importa
O que importa é andar.                              Eu Quero é correr!!!. Para onde? De quê? Prá que?

Eliane Ratier,                                                Barbosa,
outubro de 2014                                         outubro de 2014