domingo, 29 de novembro de 2015

Livros- Os piores dias de minha vida foram todos- Evandro Afonso Ferreira



Sim, voltei à ele, mas não, ainda gostei mais do outro ( O mendigo...).
Em sua peculiar linguagem repetitiva e abordando temas que nos são próximos o autor surpreende pelo enfoque da morte autonarrada do personagem central .
O ponto de luz que me tocou é a referência que o personagem faz ao amigo escritor que já se foi, um apoio, um alento, assim como são as boas amizades.

domingo, 22 de novembro de 2015

Livros- ponte@palavra.cv.br- Maria Helena Sato




Acabo de ter  o imenso prazer de conhecer a poeta Maria Helena Sato.
Maria Helena é para mim, ainda a palavra , sem físico.
Como flores do ofício ela me chega pelas mãos de Fatu Antunes que a receberá na Oficina Cultural Cândido Portinari, aqui em Ribeirão Preto, Rua Visconde de Inhaúma, 490, primeiro andar,  para o lançamento deste livro,  e uma boa conversa, no dia 26 de novembro de 2015, às 19horas,e , generosamente convida-me para mediar o encontro.
Preparando-me para ele fiz a leitura deste e de outros livros da autora.
Ponte é um livro à seis mãos, feito em parceria com sua antiga professora, quase uma homenagem afetiva e com a  filha desta, especialista em educação.
Ha poesia de grande qualidade e textos de quem vibra com o ato de educar em suas mais variadas formas.
Um verdadeiro presente!!
Além da "ponte", fiz a leitura de" Bonsais e Haicais"," Faíscas" com deliciosos poemas minimalistas,  dos líricos " Areias e Ramas" e  " Recados de Mulheres para os homens que as amam", do inspirador "Farol" e da bela homenagem à sua eterna terra, Cabo Verde, " Caleidoscópio".
Uma festa para a alma!
Aproveitem!!!

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Dia da Bandeira



Sou filha de militar,e  quem também é sabe do que eu estou falando.
Cada profissão tem sua peculiaridade e ela influencia nas rotinas familiares, nos assuntos , nos modos de lidar com cada coisa.
Minha casa tinha boas regras e sou grata por elas.
Meu pai não é tão linha dura como possa-se supor.
O militar lida diretamente com os valores da Pátria, o civismo, seus símbolos, suas cerimônias.
Meu pai sabe todos os hinos, só não sei se ainda se lembra deles, e os cantarolava em casa.
Eu e meu irmão ouvimos todos e quando os professores de Educação Moral e Cívica, sim era esse o nome, os apresentava, já eram nossos velhos conhecidos.
O hino da Marinha é lindo!!
O da Bandeira faz parte da rotina de alguns centros cívicos e foi um prazer reencontrá-lo, adulta.
Falo isso porque hoje é difícil ouvir outro hino que não o brasileiro.
Trabalhei em escolas nos últimos 30 anos e as manifestações cívicas são tímidas como se pecado fosse cultuar a Pátria.
Suspeito que seja efeito da ditadura.
Mas este assunto é para outra hora.
Hoje vou contar de um longínquo Dia da Bandeira, 19 de novembro, talvez 1970.
No dia da Bandeira os quartéis fazem a queima das bandeiras inservíveis em cerimônia oficial.
As bandeiras estragadas, rasgadas,  não podem ser descartadas de maneira comum. Elas devem ser entregues aos quartéis para que sejam devidamente processadas.
Num destes dias meu pai resolveu nos levar ao ofício.
Meu pai comandaria a cerimônia da queima da bandeira que aconteceria em frente à Catedral de Ribeirão Preto, na praça das Bandeiras.
Chovia e mesmo assim o ritual foi mantido.
O fogo aceso em recipiente próprio, os soldados perfilados, a bandeira nova sendo hasteada, os hinos cantados.
Havia público, autoridades e a imprensa. As coisas, então , tinham outro prestígio.
Eu e meu irmão ficamos, perfilados e sérios, vestidos com nossas capas de chuva elegantemente infantís, nas escadarias da igreja.
Nossa foto saiu no jornal, foi a primeira vez.
Esta foi a lembrança palpável que ficou.
Um recorte de jornal minha mãe deve ter guardado.
Na mente, o que não se apaga, é o fim da querida e reverenciada bandeira.
Achei algo cruel queimá-la.
Hoje sei que o fogo é sagrado e purificador, mas mesmo assim, me faz pena consumir o tecido vivo, que tremulava ao vento, sinalizando com cores e movimento a vida desta nossa terra natal.
Quanto aos hinos, o da Bandeira é também muito bonito, transbordante do amor que nem sabemos que temos.
Cantarolei-o pela manhã, com saudades de um outro tempo.
Deixo-o aqui para relembrar e comemorar a data.

Da Wikipedia

Hino à Bandeira do Brasil tem letra de Olavo Bilac (1865-1918) e música de Francisco Braga (1868-1945). Foi apresentado pela primeira vez em 1906. Surgiu inicialmente de um pedido do prefeito do Rio de Janeiro, Francisco Pereira Passos, ao poeta Olavo Bilac e ao prof. Francisco Braga. Inicialmente foi utilizado pela prefeitura do Rio de Janeiro, sendo cantado nas escolas e posteriormente sua execução foi se estendendo às corporações militares e demais estados .

Salve lindo pendão da esperança!
Salve símbolo augusto da paz!
Tua nobre presença à lembrança
A grandeza da Pátria nos traz.

Recebe o afeto que se encerra
em nosso peito juvenil,
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil!

Em teu seio formoso retratas
Este céu de puríssimo azul,
A verdura sem par destas matas,
E o esplendor do Cruzeiro do Sul.

Recebe o afeto que se encerra
Em nosso peito juvenil,
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil!

Contemplando o teu vulto sagrado,
Compreendemos o nosso dever,
E o Brasil por seus filhos amado,
poderoso e feliz há de ser!

Recebe o afeto que se encerra
Em nosso peito juvenil,
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil!

Sobre a imensa Nação Brasileira,
Nos momentos de festa ou de dor,
Paira sempre sagrada bandeira
Pavilhão da justiça e do amor!

Recebe o afeto que se encerra
Em nosso peito juvenil,
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil!



domingo, 1 de novembro de 2015

Livros- " O Mendigo que sabia de cor os adágios de Erasmo de Rotterdam" Evandro Affonso Ferreira



Ganhei este livro de presente do pessoal do Grupo de Leitura.
Fiquei algo apreensiva pois não tinha conseguido ler o outro título, deste mesmo autor, proposto pelo grupo, mas surpreendi-me positivamente.
Em seu estilo repetitivo, há um enredo envolvente que nos leva à conclusão pressentida em surpreendente revelação poética, além de proporcionar um passeio pela obra de Erasmo de Rotterdam, fazendo vontades de conhecer mais. Uma estória terna e humana que se repete todos os dias.
Gostei tanto que devo voltar ao que abandonei para redescobrir o autor.

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Feeling Like Karen Walker


Feeling Like Karen Walker

Bem , para aqueles que não sabem sobre o que estou falando, digo que me reporto ao seriado da TV paga, delicioso, chamado Will and Grace.
Will , é um advogado, gay, Grace, hetero,  é sua amiga de vida, amor e morte, e há ainda Jack Mac Farland, ator, gay e hilariamente enlouquecido e Karen Walker, milionária, hipocondríaca, HLGBTS, isto quer dizer “ topo tudo que me dê prazer”.
( ok, ok, sorry se fui politicamente incorreta nas descrições, mas não vou quebrar a cabeça, nem o texto, para tentar driblar os estereótipos)
Eles não moram juntos , mas vivem juntos e a graça é a mistura de tudo isso.
Para aqueles que sabem sobre o que estou falando, Wow!!!
Quando falo que me senti como Karen, não me refiro às suas múltiplas opções sexuais, mas ao seu traço hipocondríaco que a levou, em um episódio, a misturar pílulas coloridas em um pote e servir como balas aos convivas, pedindo que escolhessem pela cor, porque ela não tinha a menor idéia para que serviam, só que serviam para lhe dar conforto e prazer.
Neste ano estou tendo a oportunidade de tomar muitas pílulas, remédios de todos os jeitos para muitos males de pequeno a médio porte, mas igualmente cuidadosos no trato e incômodos, como é próprio dos males ser.
Assim, que tomo pílulas fixas diárias e outras sazonais, conforme o mal de base,  da hora, dia, mês, ou estação.
Nem leio mais as bulas. O médico mandou, é para tomar.
Acima, abajo, al centro, a dentro!
E assim, com paciência e tempo, vai tudo entrando nos eixos.
Vão se fazendo acordos em novos termos.
Daí eu me sentir Karen, com um pote de pílulas diárias, só que menos glamorosas, elas dificilmente tem cor, são brancas, cinza, beges, no máximo amarelas oleosas ou ligeiramente verdes.
Mas a realidade é assim mesmo, o colorido fica para a ficção.



domingo, 25 de outubro de 2015

Doenças da Alma, Arte de reconhecer-se, Recomeçar- Luzia Madalena Granatto



O livro de Luzia traz os pensamentos e crenças que a autora tão bem põe em prática no seu trabalho, no seu ser, no seu fazer, para si e para os outros.
O livro é todo Luzia!
Parabéns!

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Ninguém é perfeito






Defeitos todos tem

Ninguém é perfeito!
Por fora bela viola, por dentro pão bolorento.
Nem sempre assim, mas quase.
O segredo da convivência é a escolha do defeito a suportar , ou até que ponto  suportar o defeito, ou ainda , que defeito seria insuportável.
Há defeitos ignoráveis para uns e majoritários para outros.
É uma questão pessoal, pessoalíssima!!
Por isso, evitar as situações onde o defeito pode aparecer, não valorizar as aparições, treinar a paciência, sair de cena, ou sumir de vez, são boas estratégias, porque apontar o defeito, com o dedo em riste, no nariz do sujeito é dar um tiro no próprio pé, é convidá-lo a olhar para você com mais atenção, é instigá-lo a achar os seus próprios defeitos.
E aí querida, que ninguém é perfeito.
Quem procura , acha, e o outro vai achar.
As pessoas tendem a olhar pelas janelas de seus relacionamentos, estendendo suspirantes olhares ao horizonte, em busca de ideais parceiros, sem defeitos.
As quimeras acenam por entre as nuvens, mas trocar de parceiro, é apenas trocar de defeito, seis por meia dúzia, ou dúzia e meia conforme o caso.
Pior a emenda que o soneto.
Assim, que ao admitir um parceiro , um companheiro, um sócio, um colega de trabalho, um empregado, veja as qualidades, mas pese os defeitos.

E use todas as estratégias para não bater de frente, porque, diante do espelho, a perda pode ser total.

domingo, 18 de outubro de 2015

Rimas da vida e da morte- Amós Oz



Fazia tempo que queria ler este autor israelense.
Oportunidade apresentada, chance aproveitada.
Um livro sobre como as estórias se formam na mente de um escritor.
Um bom enredo em rica linguagem, num agradável passeio pela noite quente de uma cidade em Israel, sua gente, seus costumes, suas palavras.
Prazer em conhecer.

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Sarau da Odonto





Sarau da Odonto

Fui convidada pela professora Andrea Candido dos Reis para assistir a 16ª edição do Sarau da Odonto ( no meu tempo não tinha disso não).
São 10 anos de realizações a partir do pontapé inicial da professora Janete, a professora que sonhou um sonho, ousou compartilhá-lo e hoje colhe os frutos de uma realização que já é herança para os novos organizadores.
Louvados sejam estes mestres por perceberem que a arte é muito mais que tocar música, dançar , fazer poemas.
A arte é meio, é caminho para desenvolvimento pessoal e de habilidades que vão instrumentar estes alunos para a vida.
O que vi emocionou-me, primeiro porque sou egressa desta faculdade, que enternece meu coração, depois porque amo ver sonhos realizados e com tão bom resultado, e mais, jovens são sempre lindos e aprecio muito quando se dedicam, quando dizem “sim”, com coragem, vencendo os medos e perigos, muitas vezes imaginários.
Vi, também, as professoras Andrea e Alma em ação, artistas que são,  ouvidas com o merecido respeito, e tive um feliz encontro, sempre feliz, com o maestro Sérgio Alberto do coral da USP, que mesmo após 32 anos, guarda intacta a nossa juventude fundadora de corais.
Resumindo a ópera: Adorei!!
Me convida que eu vou!!

PS: O auditório do direito é “show”!!!
 Saí de lá recordando meus pés empoeirados,  em sandálias de couro cru,   ao atravessar o jardim do museu rumo à faculdade, ou subir a estradinha que dava na capela para mais um ensaio do coral.  Estudamos numa USP pobrezinha perto desta que aí está.
Beijos em todos que são, foram ou serão meus colegas usuários do mesmo trem que faz a história.

domingo, 11 de outubro de 2015

Educação Integradora da sexualidade Humana- dra Marina Lemos da Silveira Freitas




Livro de cunho educacional e filosófico baseado nos ensinamentos de Viktor Frankl, coisas que dra Marina sabe bem, pois é estudiosa do assunto colocando na prática diária os ensinamentos do dr Viktor.
Uma nova abordagem baseada no humano.
Parabéns, dra Marina!

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Surfando na Bandeirantes




Tenho viajado muito!
Pais, filhos...
No começo foi penoso, agora sinto prazer em estar na estrada.
Sozinha, com minha trilha sonora, livre para qualquer ato ou palavra.
Vou cantando, vendo a paisagem, conversando em monólogo, uma inaudível conversa com os outros incógnitos motoristas.
Cada viagem é diferente, apresenta desafios.
Chegar é vencer.
Tenho alguns temores na estrada.
Caminhões e motos estão no topo da lista.
Quando vejo os motoqueiros, algumas vezes não vejo , apenas ouço, fixo a direção e espero que se definam quanto à sua ação.
Que façam o que, e como, quiserem, de preferência bem rapidinho, e mais rapidinho ainda se afastem.
Que fiquem bem longe de mim.
Quanto aos caminhões, tem meu total respeito.
Primeiro porque são conduzidos, ou pelo menos deveriam ser, por profissionais em árdua missão, reconheço, depois porque são grandes e eu sou, perto deles, um minúsculo, frágil e leve pontinho de lata branca.
Considerações feitas vamos aos fatos.
Dia destes voltava de Jundiaí, pela Bandeirantes, pista larga , três faixas no meu trecho, e boa, uma chuvosa manhã de segunda feira.
Pista cheia de caminhões, visibilidade ruim pela chuva intensa.
Condições que demandam cuidados extras.
Um deles é não parar no acostamento para esperar a chuva passar.
É preciso seguir em frente com calma e paciência.
Uma hora a chuva passa.
Outro é diminuir a velocidade e respeitar a sinalização e as regras de trânsito.
Este frágil pontinho de lata branca seguia, à risca, as regras.
Não havia motos. Que bom!
Mas os caminhões...
Meu amigo!!
Primeiro que alguns motoristas ignoram sua imagem no espelho.
Imaginam-se sentados ao volante de um Fiat 147 e manobram como tal, em velocidade de automóveis, ultrapassando sem manutenção de distância segura, tanto na saída da manobra, onde por vezes ignoram o procedimento de olhar pelo retrovisor, quanto na de entrada, enfiando um treminhão na frente de uma carreta , ao lado de um ônibus, com a agilidade de um automóvel compacto em mão de motorista playboy.
Ave Maria!!
Foi assim que me vi, na terceira pista da rodovia, ao lado de dois caminhões, jorrando água barrenta sobre meus inúteis limpadores de para brisa, em velocidade bem acima da permitida, surfando, descendo numa onda da rodovia, sem possibilidade de acelerar, para tentar a ultrapassagem , muito menos de frear  sobre a lâmina d’água,  em condições de visibilidade instintiva.
E eis que o rádio toca Michael Bubblé.
Pensei que fosse um anúncio, um recado.
 Achei que era a minha hora e o céu preparava minha entrada com, que alívio!!, uma linda música.
Não! Imagina numa hora crucial destas, tocar algo horroroso. É muito castigo!
Eu já passei por isso parindo ao som de Xuxa, mas esta já é outra história que hoje seria considerada maus tratos.
Bem, como podemos ver, não foi minha hora, logo depois da música o céu clareou num rasgo de sol, pude enxergar o caminho e ultrapassar os grandões que se acomodaram em seus lugares.
Vencer o desafio é chegar.
Vencer o desafio é sobreviver.
Continuo na estrada.

Torçam por mim!

domingo, 4 de outubro de 2015

Sangue e Sedução- Cezar Batista



Louvo a coragem e saúdo o novo formato de trabalho do escritor Cezar Batista que migra dos contos e crônicas para o romance.
Parabéns!!



quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Orando



Hoje tive vontade de orar.
Não como faço habitualmente, nas íntimas conversas que tenho com Deus, aflita, reflexiva ou grata, mas orar oficialmente, com as orações eternas, coletivas e de grande sabedoria.
Não sou uma religiosa praticante.
Moro ao lado da igreja. Às vezes entro, seduzida pelo silêncio, o frescor e a paz do  lugar.
Ouço todo o serviço religioso da minha cozinha, canto os cânticos e assim me considero orando.
Como também me considero em ato de louvor quando promovo a felicidade, o conforto, o bem estar,  o encantamento das pessoas com os dons que me foram concedidos e que desenvolvi com o trabalho que me é permitido exercer.
Exercendo sou grata.
Por vezes necessito de uma parada para reflexão, uma busca de entendimento, e nestas horas converso com Deus, da minha maneira.
Muitas vezes não entendo suas falas, suas mensagens, fico sem saber, mas Ele sabe.
E porque Ele sabe, sigo tentando entender, evitando as revoltas, cultivando a paciência.
Minha vontade de orar “oficialmente” não vem daí.
A aflição é o motivo. Motivo importante demais para conversas informais.
Oro para Deus, o Onipotente , para que supra minha impotência nas coisas que penso que me cabem. É uma oração por mim, por meu mundo, meu sofrimento, muito particular.
Oro para que Ele cuide das minhas filhas, onde já não consigo mais cuidar, pois elas já não ficam em meu colo, nem sob o meu olhar e estão longe do meu conhecer.
Quem tem filhos sabe o que digo.
Só Deus!
Oro para que Ele console meus pais, embora dotada de muitas palavras, não encontro as que possam servir, e os atos não bastam.
Quem ama sofre com o sofrimento dos amados.
Só Deus!
Por isso essa vontade de orar uma oração universal, junto ao coro dos aflitos, dos impotentes, certa, muito certa, de que ele ouvirá, pois esta oração é feita com o inextinguível amor com que Ele dotou este humano projeto.

E porque Ele ouvirá e saberá, sou grata.

domingo, 27 de setembro de 2015

Livros- Peregrino do estranho- Nicolas Behr



Veio no monte das doações.
Não ia deixar ir sem ler.
Assim conheci o brasiliense Nicolas e seus poemas , muitos satírios, outros não.
Alguns publiquei na página do facebook, o Espelho Quebrado.
Procurem por lá!
https://www.facebook.com/pages/O-Espelho-Quebrado/659610510745932?ref=hl

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Quarta-feira



Hoje, quarta-feira, dia que eu mesma estipulei para escrever aqui.
Meu dia.
Dia de Mercúrio, o deus do meu signo, o signo da comunicação.
Dia onde as ações da segunda-feira já tiveram suas reações e é hora de cutucar novamente o que não ofereceu resposta.
Dia de trabalho.
Dia útil.
Dia de felizes resultados onde a esperança acha brechas para expandir suas verdes luzes por entre a sujeira, a podridão e o perigo que nos cerca.
O descontentamento é fato.
O jornal impresso, pelo qual pago, deveria ser matéria escandalosa de suas páginas, tão ruim que é, quase mais um crime.
Estudantes fariam melhor, a começar pela capa.
As notícias nos deixam perplexos, desde as mais próximas, como a política local, o abandono material da cidade que amamos por falta de governo, passando pelas nacionais, onde o governo faz planos de extorquir dinheiro dos contribuintes como se só ele, só o governo, estivesse em crise, até as internacionais, cruéis como a redefinição da realidade demográfica na Europa por conta de uma fuga em massa da população que arrisca-se a sucumbir na ação , sinal que a situação em sua pátria amada é questão de vida ou morte.
Se não são estas as notícias, outras serão, sempre neste cenário desolador.
É preciso encontrar um alento, um espaço de felicidade.
Foi assim que aprendi a perceber os detalhes, os detalhes que destoam da cor local e fazem toda a diferença quando nos surpreendem com o bom, o bem e o belo.
Hoje foram as flores.
Um miguê perfumado deteve os meus passos, um ipê de flor roxa que me intriga desde ontem  por sua raridade, foi partilhado com o amado, e assim iniciei o meu dia, em pleno treinamento,  caçadora dos detalhes, acolhedora das surpresas.
Aberta a brecha para a esperança, acolhidas as surpresas, haverá mais chance para mais.
Completando a manhã, duas boas ligações telefônicas, uma zombeteira e prazerosa, reforçando um convite, bom humor é fundamental, e outra de boas resoluções de trabalho, envolvimento, dedicação e boa vontade fazem toda a diferença.
Esperemos pela tarde.
Bom dia!
Aqui as quartas-feiras em muitos idiomas, fornecidas pela Wikipédia

Idioma
Nome
Significado
Alemão
Mittwoch
Média semana
Espanhol
Miércoles
Mercúrio
Catalão
Dimecres
Dia de Mercúrio
Dousha
Miekonna
Dia de Mercúrio
Esperanto
Merkredo
Dia de Mercúrio
Francês
Mercredi
Dia de Mercúrio
Galego
Mércores
Mercúrio
Italiano
Mercoledì
Dia de Mercúrio
Romeno
Miercuri
Mercúrio
Inglês
Wednesday
Dia de Woden
Sueco
Onsdag
Dia de Odin
Neerlandês
Woensdag
Dia de Woden
Dinamarquês
Onsdag
Dia de Odin
Lituano
Trečiadienis
Terceiro da semana
Japonês
水曜日 (Suiyōbi)
Dia de Mercúrio
Chinês
星期三 (xīng qī sān)
Três da semana
Basco
Asteazken
Último da semana
Latim clássico
Dies Mercurii
Dia de Mercúrio
Grego moderno
Τετάρτη
Quarta [da semana]
Hebraico
יום רביעי
Quarta [da semana]