quarta-feira, 20 de junho de 2012

Aniversário de Ribeirão Preto- letra do hino corrigida


Amigos, ontem foi aniversário desta eleita, minha cidade, Ribeirão Preto.
Não estava por perto, perdi a festa com pena.
Como pequena homenagem, deixo aqui o hino da cidade, corrigido como pede,e com toda a razão, a presidente da Academia Ribeirão Pretana de Letras, Rosa Cosenza.
Correção feita em itálico na terceira estrofe.

Letra- Saulo Ramos
música- Diva Tarlá

A minha terra é um coração
Aberto ao sol pelas enxadas
Sangrando amor e tradição
No despertar das madrugadas

História exemplo, amor e fé
Assim traçamos teu perfil
Ribeirão Preto, terra do café
Orgulho de São Paulo e do Brasil

Nascente do destino nacional
Das caminhadas rumo ao Oeste
E ainda guardas o belo ideal
Dessa epopéia em que nasceste.

A minha terra é um coração
Aberto ao sol pelas enxadas
Sangrando amor e tradição
No despertar das madrugadas

História exemplo, amor e fé
Assim traçamos teu perfil
Ribeirão Preto, terra do café
Orgulho de São Paulo e do Brasil
...
Ribeirão Preto esse destino
Que consagrou a tua gente
É do trabalho o grande hino
Que há de viver eternamente

És linda jóia no veludo
Dos nossos verdes infinitos cafezais
E se em ti amada terra temos tudo
Ainda procuramos dar-te mais.

A minha terra é um coração
Aberto ao sol pelas enxadas
Sangrando amor e tradição
No despertar das madrugadas

História exemplo, amor e fé
Assim traçamos teu perfil
Ribeirão Preto, terra do café
Orgulho de São Paulo e do Brasil


ACADEMIA RIBEIRÃOPRETANA DE LETRAS – ARL


Ribeirão Preto, 11 de junho de 2012.





Prezados Senhores.



No dia 21 de outubro de 2010, a Academia Ribeirãopretana de Letras prestou homenagem ao eminente jurista dr. Saulo Ramos, um de seus fundadores, e coube a nós saudá-lo. Para tanto, pesquisamos os arquivos municipais, a internet e o livro de atas da Academia.
Em meio a nossas pesquisas, descobrimos que a letra do Hino a Ribeirão Preto, em sua terceira estrofe, contém um erro que deve ser corrigido. Sempre nos incomodara e criara uma curiosidade a questão de um poeta como Saulo Ramos iniciar e terminar a estrofe com o mesmo verbo, no mesmo tempo e na mesma pessoa, ou seja, com a mesma palavra: “nasceste”; pois bem! no original consta “nascente” no início da estrofe e “nasceste”, no final.
Assim, agora que assumimos a presidência da Academia, solicitamos ao senhor presidente da egrégia Câmara Municipal, em nome da nossa cultura e da nossa tradição, que seja retificada a letra de nosso hino, nas próximas impressões para serem distribuídas ao público nas sessões solenes do Legislativo.
Este pedido também foi encaminhado à Secretaria Municipal da Educação e, através da Secretaria da Cultura, fazemos a mesma solicitação aos regentes dos corais de nossa cidade.
Certos de sua atenção, antecipamos os agradecimentos e subscrevemo-nos com protestos de elevada e distinta consideração.


RosaMBCosenza
___________________________________
Rosa Maria de Britto Cosenza
Presidenta da ARL

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Aos namorados

um amor ausente
faz do coração ôco
caixa de ressonância da tristeza
eco sincopado de angústia
morada de desilusões


um amor ausente
tira o brilho do olhar
faz a gente duvidar
de ser feliz
mesmo que pareça assim

um amor ausente
enferruja os tecidos
endurece os sentidos
bloqueia a poesia
e nos torna extremamente práticos e objetivos

um amor ausente
nem dói mais
coça intermitente
e nos transforma em ladrões de toques
caçadores de olhares

um amor ausente
faz sonhar com beijo roubado
mãos dadas
riso compartilhado
despertares sorridentes

um amor ausente
não vê a hora de ser presente.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Notícias da Feira do Livro de Ribeirão Preto, 2012

Amigos, a Feira do Livro de Ribeirão Preto foi um sucesso.
Agradeço a presença no salão de idéias onde participei na honrosa companhia de Alex Dias e Stela Mello, mediada por Nilva Mariani.
Abaixo, no link, notícia sobre o salão.

http://www.feiradolivroribeirao.com.br/2012/index.php?option=com_content&view=article&id=448%3Aescritores-compartilham-experiencias-com-o-publico-em-autores-locais&catid=1%3Anoticias&Itemid=50#.T85fhtvfOuI.email

terça-feira, 29 de maio de 2012

Notícias Poéticas- maio de 2012


Notícias Poéticas- maio de 2012

Pelo poder poético a mim concedido, ordeno.
Cubra-me maio com as promessas de amor e ternura e proporcione-me algum ócio.
De segunda à sexta serei o fiel executor de tarefas, ponto exato, horário.
Deixai-me sábado, vagar a esmo, fazer trajetos inéditos, enfeitar o entorno.
Aos domingos, sob alguma gentil e frondosa árvore, descansarei os olhos no horizonte perfumado de esperança e reafirmarei nas retinas as cores que se apresentam tantas.
A pele , arrepiada pelo tempo que se muda em bem-vindo frio, oferecerá o calor, convidará ao toque e os amores se farão em todas as formas, transbordando abraços, bordando inesquecíveis beijos.
No colo das mães , filhos aninhados.
Nos braços dos homens, tépidas mulheres.
Nos pés das crianças, o futuro dançado em brinquedo.
No coração das mulheres, um viçoso campo de sonhos em floração.
Assim, em maio, o mundo girará em paz, ordenado conforme sua função.
Cumpra-se!

Maio
Mime-me maio
Como se acalanto fosse
Embale meus sonhos dourados
Faça-me um presente doce

A dança-vida nossa de todo dia
Esta intrincada coreografia
Não admite ensaios
Toda vez é de prima

Repete-se até que tudo seja automático
E quando tem-se a ilusão do domínio
Aparece , no ritmo, um sincopado
Quebra,mudança brusca, um sutil tempo à mais

Viver está além do sonhar
Pede leveza no gesto
Brevidade no passo
Harmonia

Feliz e viva
Entrego-me ao sol
Da lua faço-me filha e brilho aguda
Em refinado si bemol

Eliane Ratier- maio de 2012

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Hipocondríade



Para somar ao vídeo deixo meu escrito

Hipocondríade ( em Estréia Poética)


Hipocondríade
Hoje eu não estou.
Não presto pra nada.
Tudo começou
Com uma unha encravada,
Uma afta na língua,
Depois uma cólica danada,
Uma dor na bexiga...
Uma tremenda ressaca.
Ah! A maldita manguaça!
A coluna travada
E eu sem empregada.
Uma baita duma azia.
Será que eu estou com anemia?
Um dente quebrado,
O joelho estourado,
Uma ferida no umbigo
Que até parece castigo.
A cabeça latejante...
Um hematoma na canela
Do tamanho de um elefante.
Resolvi ligar pra ela.
Pedir socorro.
O caso é urgente.
Rápido senão eu morro
E me enterram como indigente!
MÃE!!
Me joga no lixo.
Eu tô doente, tô todo estragado.
Me faz um novo menino?
Mas agora diferente, um pouco mais magro.
Vê se faz direito.
Me põe um cabelo que não precise pente,
Um nariz perfeito,
Uma testa inteligente,
Sem nenhum defeito.
O seu filho penhorado agradece,
E manda os seus respeitos.
Beijos .

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Livros- Gato de Pelo Dourado- Heloísa Bolelli

                                                   Heloísa, Eliane e o Gato

Ganhador do prêmio " Grandes Empresas na Literatura", na categoria crônicas, o livro de Heloísa é quase um carinho.
Ao acompanhá-la nos acontecimentos da cidade , em várias épocas, em todas as idades, somos tomados pela emoção do reencontro, pelo susto da identificação, pela partilha do espaço contemporâneo.
São cenas do cotidiano que , de alguma forma, nos escapam e que Heloísa retém e eterniza na tinta sobre o papel.
Sem falar na bela homenagem que é o texto de Djalma Cano, numa orelha do livro, a foto de PC Falsetti, na outra, abraços permanentes nos amigos que não estão mais presentes.
Beijo em Heloísa e Sucesso

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Livros - Noite- Érico Veríssimo

Instigada pela curiosidade que as publicações do blog de Menalton Braff sobre o livro, me provocaram , saí em busca da Noite do Érico Veríssimo .
Por conta disso reencontrei-me, com prazer, com o autor de Incidente em Antares, minha primeira leitura de Érico, antes de Clarissa, antes de O Tempo e o Vento, antes de Solo de Clarineta, antes.
Reencontro o grande narrador que coloca o leitor em cena e o carrega história afora.
Temas atemporais.
Boa leitura sempre.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Notícias Poéticas- Abril de 2012




Esta é minha nova paineira. Fica no meu novo caminho. Preste atenção , aposto que você também tem uma.


Notícias Poéticas- abril de 2012
Ah, os abrís azuis!
O azul-abril de Djalma* ganha agora a companhia da estrela Jair*.
A saudade é este sentir dolorido e grato.
O legado é consolo e prova de eternidade.
Não há partida definitiva para aqueles que não nos podem deixar por serem de nós parte.
A vida é um trem sempre em movimento , embarcamos no caminho, sem saber quando chegaremos ao destino.
Paisagens oferecem-se pelas janelas , cabe-nos a escolha do lugar onde saltar.
Por quanto tempo será a estada?
Difícil definir na chegada.
Não marque com precisão a data da partida, os planos são sujeitos a mudanças sem prévio aviso.
Esteja pronto.
Deixe à mão a pequena bagagem, uma muda de roupa, agasalho, algo para comer, uma leitura, lembranças em fotografias e saiba que nem este pouco conforto é essencial.
Essencial é ter coragem, a vida proverá. Boa viagem !
*Djalma Cano, médico, ator , escritor, artista, falecido em setembro de 2011
Jair Yanni, artista plástica, escritora, falecida neste abril de 2012

Abril

De azuis e brisas faz-se abril
Feriados
Festas profanas e santas
Trabalho e cansaço

De certezas faz-se abril
Acertos de contas
Ajustes de rotas
Abraços e consolos

De amor faz-se abril
Desejo
Perdão e perda
E do rosa insistente das paineiras

Eliane Ratier, abril de 2012

domingo, 22 de abril de 2012

Sonho de Consumo- Ivaldo Bertazzo


Ganhei este vídeo-história de Bertazzo e me lembrei do quanto o quero.
Quero, mas ele  é caro, eu sou pouca e sem hora.
Mas no meu querer mora esta coincidência de idéias quase óbvias que não atingem as pessoas que deveriam ser atingidas pois tem o corpo, alvo destas idéias, como matéria prima de trabalho.
Fala-se, fala-se sobre arte-educação, coisa tão útil e nobre , de rara aplicação.
Sento-me aqui, deleito-me com o possível, sonho e espero. 
Verei ainda? Ainda verei, por certo.

sábado, 14 de abril de 2012

Notícias Poéticas- março de 2012


Março é sempre o marco do recomeço.
Março , equinócio de outono, estala seus ovos chocados pelos atentos e expõe jovens rebentos em profusão.
São projetos, planos, intenções, todos em plena fase de testes, titubeantes inícios.
Só o tempo dirá o que vingará e qual semente lançada ao vento só voltará em outra estação, outro ano, outra década, outra era, na esperança de não ter se perdido.
De mangas arregaçadas, desejo-lhes um março arrebatador, tão cheio de entusiasmo, que faça vingar as sementes para que possamos  juntos, ver as flores e saborear os frutos.

Outono

A folha que amarela no pé
diz do tempo que passa...
Poentes se farão precoces
e sóis se farão mais tênues.

A brisa da manhã enfrentará a tarde
e teremos a sensação de que mudamos de cidade.
O corpo se acostumará à lida
e o cansaço será saboreado como prêmio
pelo trabalho bem feito.

Os frutos virão doces,
livres de pragas.
Foram regados por suor e lágrimas
crença e valor.

Na sombra alongada de mim 
serei promessa de futuro
certeza de presente
 na força da semente,
o amparo do fruto,
perfume de passado
em saudade de flor.

                       Eliane Ratier- março de 2012

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Alice Ruiz

Poema de Alice Ruiz, para nos lembrarmos que estamos vivos.


rapto um rito
ri de mim
de você
o doce repto
de um rápido
minuto
instante indeciso
onde a luz
dos olhos
simula
um sorriso
onde a boca
sedenta
quer mais
que esse impreciso

terça-feira, 10 de abril de 2012

Invernal

Celebrando a mudança do tempo.



 INVERNAL

Contemplo-te, pasto
Contemplo-te, montanha
Contemplo-vos, flores da cidade

O vento sobre meu corpo se abate
espalha seu cheiro na campina
doce melancolia

Há o desejo da solidão
das horas fugidias
de minutos apressados
rumo ao inesperado

De certo só a tua presença
o encontro e a despedida
delírio de estrelas
na noite fria.

Um tinto aquece a alma,
uma coberta, o corpo.
beijos embalam o sonho
de quem transita insone

Madrugada
olhos cansados
pés descalços
corpo mole

Amanhã não há trabalho
de dentro das cobertas
decreto feriado.


                           Eliane Ratier


domingo, 8 de abril de 2012

Páscoa



Páscoa, passagem , mudança,
 pausa para rever rumos, reafirmá-los ou mudá-los,
 renascer de outro lado.
Coragem !
Felicidades.

Abril, 2012 

sexta-feira, 30 de março de 2012

Dia do Circo

Nesta semana, dia 27 de março, foi dia do circo. Uma homenagem ao palhaço Piolin, nascido aqui no Ribeirão Preto e que me foi apresentado pela linda Jair Yanni e seu livro/biografia/poema ilustrado sobre Piolin.
Ela costuma comemorar a data , e eu contagiada, mesmo sem ser de circo, vou no embalo.
Deixo aqui um poema encomendado e entregue no prazo, sobre o palhaço.

ilustração do livro Piolin de Jair Yanni, feita por Roberto Bérgamo


Eu, palhaço

Sou o que sou,
não tenho opção.
Se envergo o terno sisudo da obrigação
pareço grotesco,
e até o porteiro do prédio vizinho
sorri do meu ar inadequado em desalinho.

Sou o que sou,
um poeta do riso.
Mostro a graça da ocasião,
alivio com piadas
o sofrimento, o medo, a ingratidão.
Bom ator
finjo não sentir o que sinto.
Se minha roupa é colorida
seu avesso é forro desbotado,
tom de melancolia,
grudado à pele deste humano ser,
que chafurda o  interno
em busca do belo.


Sou o que sou ,
aceito a condição,
essencial como o padeiro ou o padre,
eu  palhaço
me declaro de grande utilidade
e dou-me um ultimato,
um último prazo,
de fazer  rir a humanidade,
apesar da dor, da desilusão, da perda, da saudade.


Eliane Ratier, para Jair Yanni, novembro de 2011

quarta-feira, 14 de março de 2012

Notícias Poéticas- fevereiro de 2012

Ok, amigos, desculpem o atraso, pontualidade não é o meu forte, mas aproveitando o dia nacional da poesia, deixo aqui mais uma pegada neste caminho que trilho.


Notícias Poéticas – fevereiro de 2012-03-12
E vem fevereiro pondo à prova , a ferro e fogo , os desejos, as capacidades , as escolhas.
Sabia que seria assim e mesmo assim a emoção me surpreende, e por isso dou graças.
Dou graças por esta capacidade de emocionar-me.
Dou graças por este olhar que se molha, o coração que freme, um suspiro que escapa.

Carnaval

Na máscara da indiferença
quem de nós assume a real face?
Será a fantasia realidade
ou será só o efeito
deste carnaval em meu peito
que pede piedade.

Dai-me, Senhor, um brilho de alegria
no sorriso bordado em pedraria.
Dai-me, Senhor, o conforto provisório
de ser astro por um dia
no luxo das plumas e penas,
penas sem melancolia.

E eu, criatura tua,
 dar-te -ei graças, Senhor,
pelo gozo e suor deste corpo que se acaba na folia
e renasce, quarta de cinzas,
para o trabalho,
sério caso de todo dia.

                               Eliane Ratier- março de 2012