segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Autor no Parque- 24 de outubro-Otoniel Mota



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Amigos, esta edição do Autor no Parque foi especial.
Recebemos a escola Othoniel Mota, que escolheu o espaço do parque Maurílio Biagi para encerrar o seu projeto "Combinando Palavras com Murilo Mendes".
O projeto " Combinando Palavras" é coordenado pelos professores, Heloísa Martins Alves e Ricardo Franzin.
À cada ano os alunos estudam um poeta, sua vida e obra, e fazem sua própria produção poética, que é transformada em livro.
O projeto tem apoio de várias entidades.
Sensacional!!
É uma atividade que amplia o universo cultural do aluno e o promove à escritor com direito à publicação e tudo.
E foi neste domingo, no "Autor no Parque" que se deu a festa destes neoescritores.
O coral da Wandinha ( chamo assim, carinhosamente, pois não sei seu nome ao certo), composto de animadas senhoras, abriu o evento, que teve música, violão, violino, canto e declamação de poemas pelos animados e envolvidos alunos do Othoniel.
A profa Helena, que representava a secretária de educação e a prefeita fez um discurso emocionado que atingiu à todos, alunos, público, fomos todos tocados por sua emoção.
Os escritores se fizeram presentes para dar as boas vindas aos escritores recém nascidos.
E foi assim que Adélia, Mara, Leda, Nelly, Nilton e Helena Agostinho os saudaram.
Estavam ali, fazendo coro, o escritor Adhemir, Elisa Alderani, Wanda Duarte e Edina.
Edwaldo Arantes, do Instituto do Livro,recebeu os agradecimentos pelo apoio e pela iniciativa louvável do Ponto de Leitura, tornando o livro peça importante e cotidiana da vida das pessoas.
Nada disso seria possível sem o comprometimento dos professores com a causa.
Abraço-os todos, Heloísa, Ricardo, Anelise, Ronaldo, com minha sincera admiração e respeito por seu trabalho que vai além da obrigação.
Na escola, por suas mãos, despontam os talentos, e eu os reconheço.
Aos alunos do Othoniel, meus parabéns, e meu desejo de perseverança.
É nesta juventude participativa que reside o futuro.
Beijo-vos, grata.
Domingo que vem não tem "Autor no Parque", é eleição, nos encontramos então em 07 de novembro.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Autor no Parque 17 de outubro



clique na foto para ver o álbum, a maioria das fotos é dos " amigos da fotografia"

Bem, queridos, cada dia é um dia, com suas surpresas e encantos. Como diz nosso amigo Nicolas Guto, " Dê uma chance para a poesia".
E foi pura poesia poder revisitar o passado na produção para fotos de época que os Amigos da Fotografia fizeram comemorando o lançamento do livro "O Passado Manda Lembranças", no espaço do Parque Maurílio Biagi, junto com o evento do Autor no Parque, sob a batuta do mestre Tórtoro.
A poetisa Adélia Ouêd falou um pouquinho dos seus 50 anos de carreira como escritora, o prof Nilton falou da Ribeirão imortalizada nos cordéis, assim como nas fotos dos amigos, que não mais existe e eu levei para o nosso varal, poemas de Adélia Prado e meus sobre o tempo.
Foi uma manhã bem agradável e diferente, até eu entrei na dança e fiz minhas fotos à caráter.
Ponto de encontro, o Autor no Parque, proporciona abraços em gente querida como a Cris ,a Elza, os Amigos da Fotografia, os Guilhermes.
A Helô apareceu por lá para finalizar os detalhes, e eu vos antecipo o convite.
Neste próximo Autor no Parque
dia 24 de outubro
11 horas
Parque Maurílio Biagi
Encerramento do projeto Combinando Palavras do colégio Otoniel Mota, com a presença dos alunos que receberão sua premiação pelo trabalho, honrando o espaço dos autores com a presença de, quem sabe, novos escritores.
Apareçam para prestigiar, apareçam para trocar idéias e viver bons momentos.
Vos espero e deixo aqui, para voces, meu poema "Tempo"


centésimos de segundo decidem uma vitória ou a vida
sessenta segundos fazem um minuto, tempo de dois comerciais na tv
sessenta minutos, uma hora, tempo pouco , tempo á beça, depende se passa ou espera
vinte e quatro horas são um dia, um dia ganho, ou perdido, segundo seu horóscopo ou biorritmo
sete dias é uma semana, muito tempo para estar longe de quem se ama
quatro semanas um mês, ciclo feminino, mágico, lunar
nove meses, gestação, a maravilhosa aventura de gerar vida
doze meses, um ano, o primeiro ano, aniversário
dez anos uma década, muda moda, muda tudo, vai e volta
quinze anos, debutante, estreante num mundo assustador e deslumbrante
dezoito anos, maioridade, liberdade em forma de quatro rodas e um volante
vinte e um anos, pátrio poder, responsabilidade total por seus atos, inclusive o de casar ou falir
vinte e cinco anos, bodas de prata, sucesso
cinquenta anos, jubileu de ouro, sobrevivência
setenta e cinco anos,sorte
cem anos, centenário, rara idade, reverenciada raridade
Tanto tempo!
e você, nem prá me dar uma ligadinha...

domingo, 17 de outubro de 2010

Notícias Poéticas- outubro de 2010





Notícias poéticas- outubro de 2010

Minha cidade é um jardim comunitário, um pomar público.
Há mangueiras pejadas de frutos que amadurecem róseos.
Invejo os que passam à pé, e desejo que os alcancem por mim, que tenho andado cotidianamente motorizada.
Pitangas, amoras e jabuticabas escondidas nos quintas, espalham seus frutos por sobre os muros, através das grades, nas calçadas, nas guias rebaixadas, como pistas, atiçando nosso desejo de as buscar.
Requintadas e misteriosas romãs ocultam suas sementes sensualmente meladas, por entre as folhagens de antigos jardins.
Numa rua são Manacás que perfumam sorrateiros o ar, noutra atordoantes Damas da Noite embriagam os passantes.
Flamboyans insinuam seus borrões de vermelho sangue, vida por entre o verde novo.
A escandalosa Sapucaia tinge com flores rosa o chão da praça, e os Jacarandás, discretos, providenciam um fino tapete lilás sob si.
Reinam absolutos os amarelos das Sibipirunas enlouquecendo os varredores das ruas, pintando de alegria o caminho do trabalho, lembrando que a vida continua, forte, linda e indomável apesar do nosso descaso e de nossa sede por poder e controle.
Penso naqueles que plantaram as sementes sem ver as flores nem os frutos, apenas cumprindo sua função de plantar, e em nós, que usufruímos deste presente sem deles nos lembrar.
Ofereço-lhes uma prece de gratidão.
Beleza é alimento tão essencial quanto o pão.
Aproveitem este outubro florido, saiam à passeio, alimentem-se de beleza.

Quebrando a tradição, deixo para vocês um trecho de poema antigo, do livro Estréia Poética, que foi inspirado nas Sibipirunas floridas da avenida 9 de julho, aqui de Ribeirão Preto, onde eventualmente faço minhas caminhadas sobre o lodo amarelo das flores pisadas.

Aniversário de casamento- trecho

Meu amor é tão grande
Que não cabe no peito
Desmonta os montes
Floresce no arvoredo
Escapa pelas frestas
Consome
E nada resta.


Eliane Ratier

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

autor no Parque- 10 de outubro


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Amigos, neste pré dia da criança, 10 de outubro o Autor no Parque recebeu, à convite da nossa amiga Leda Pereira, a visita da academia de dança Raquel Ellen.
Os bailarinos nos brindaram com sua arte e chamaram a atenção do público que foi ficando para ouvir as poesias.
Leda e Helena distribuiram textos, eu coloquei poemas sobre/para e pela infância no varal, o prof Nilton Manoel lembrou Ribeirão do passado num de seus cordéis e os distribuiu á platéia, o poeta Toledo deu seu recado e até o ator Bruno participou com a leitura de poemas escolhidos.
Bem e assim tem acontecido nosso espaço dos autores no parque Maurílio Biagi.
Neste domingo , 17 de outubro, teremos a visita dos Amigos da Fotografia, que prometem fazer fotos de época, ali no parque, para comemorar o lançamento do livro "O passado manda lembranças"
Bom programa, apareçam!

Autor no Parque
todos os domingos
11 horas
Parque Maurilío Biagi
Obs; neste domingo os amigos da fotografia estarão lá desde as 9 horas

Deixo-vos como lembrança da infância, um meu poema chamado Menina

Hoje me sinto menina
Quero ficar quieta
Meus olhos à observar da janela
A semente que brota pequenina

Deixo que cuidem de mim
Me carreguem num passeio
Não importa o meio
Carro , bicicleta, patim

Meu vestido florido roda
E com ele espalho um jardim
Cheiro de primavera
Vou brincar sim!

Sei que é um sonho
Do qual não quero acordar
Vou vivê-lo
Só por esse dia, enquanto durar

Esta aura de inocência
Este doce entardecer
As flores da saia
A menina que você vê
...
À lápis traço um sorriso
Na garatuja do espelho
Acordo crescida
E de batom vermelho

Eliane Ratier

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Ainda o Sarau- agradecimentos

Meninos, agora quero falar e agradecer á cada um dos participantes de maneira especial.

Primeiro à Marylene da Paraler que oferece o espaço para as nossas reuniões e da equipe que sai correndo para nos atender á cada pedido, nela inclusos a Luiza , o Marcos, a Rita, o Alê, a Grace da assessoria, o Henrique do marketing, enfim todos os funcionários que colaboram e participam da festa.

Agora ao nosso músico da vez, o agraciado com tantos nomes artísticos, Alexandre Borges Garcia, que mesmo recém chegado, aceitou o convite para nos entreter durante o sarau.
Digo que o Alexandre é especial, ele é advogado, gosta e estuda música desde menino e é ligado à movimentos de jovens na igreja. Tenho certeza que é daí que vem sua energia contagiante e envolvente. Foi um grande prazer tê-lo conosco. Espero que volte. Obrigada.

Á minha amiga Maris, que junto com as professoras do Diva Tarlá, escola pública estadual detentora da única sala de leitura do município, que se esforça por incentivar os talentos nascentes e trazê-los à luz para apreciação sempre que possível.
O pessoal do Diva leu poemas da nossa amiga escritora Helena Agostinho, valorizando ainda mais a sua participação e trouxe o Rafael, um talento musical autodidata, que soltou a voz com vontade e nos deixou entusiasmados com seus planos.
Veio também uma jovem representante da Casa do Poeta que declamou um dos poemas de Nelly Cirino de Mello, que fala do ofício do professor e do qual gosto muito.
Obrigada, de coração.

Á amiga Rita Mourão,que não pode estar presente no evento por conta de um repouso forçado, mas que com sua dedicação nos proporcionou momentos de ternura ao trazer os jovens talentos da escola Metodista, que lançaram um livro com sua produção literária e deram o seu recado como gente grande.
As crianças ao verem os poemas impressos para a distribuiçaõ junto ao público, correram para copiar os seus e ofertá-los também. O Caio até ficou para me ajudar á distribuí-los.
Para Rita, meus desejos de melhora e meu beijo de gratidão rescendente à poesia de suas crianças.

Á querida e sempre atuante Heloísa Martins, do Otoniel Mota, que também tem livro com produção dos alunos,e que se fez acompanhar por seus alunos encantadores e surpreendentes.
O Matheus, com leitura de produção própria, intensa. A Klívia, toda charmosa que leu um poema escolhido e o Binho que nos surpreendeu com sua fala de improviso sobre a importância do convívio familiar, um talento da oratória.
Para você, amiga, meu abraço de admiração e de felicidade pelo encontro.

E para Nelly, esta nossa escritora, tão artista que nos presenteou com uma de suas histórias, e nos deixou com vontade de ficar por ali, só ouvindo e imaginando e entrando na roda e pedindo bis por mais histórias e histórias,e de quebra falou sobre a participação dos netos na produção do livro, com ilustrações, comentários e nas fotos da capa.
Obrigada,querida,pelo presente da tua boa companhia.

Enfim, agradecimentos feitos, coração radiante, e feliz por tê-los como parceiros de toda hora, beijo-vos e espero pela próxima.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Sarau Paraler- Crianças e mestres



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Aconteceu neste dia 05 de outubro, mais uma edição do sarau Paraler, na livraria Paraler do Ribeirão Shopping, desta vez homenageando as crianças e seus mestres.
Gosto muito de poder fazer este sarau temático e colocar em foco os jovens talentos que florescem incentivados por seus professores,apoiados por seus pais, valorizando os envolvidos.
Desta vez tivemos a participação das escolas Diva Tarlá, Metodista e Otoniel Mota, e apresentação por seus responsáveis, respectivamente, Maris Ester, Luciana e Rita Mourão e Heloísa dos trabalhos realizados nas escolas.
Foi emocionante ter ali gente envolvida e comprometida com o futuro.
Nelly Cyrino de Mello, contou história do livro da Vó Lili, e Alexandre Borges Garcia, o artista, animou a festa com os temas musicais infantis que nos falaram ao coração.
Deixo aqui o texto roteiro que guiou a apresentação e volto para comentar cada tópico, porque foi uma delícia. Beijos nos parceiros que fizeram acontecer.


Sarau das crianças- Paraler- 05 de outubro

“ Oh! que saudades que tenho da aurora da minha vida da minha infância querida que os anos não trazem mais!”

Não tenho saudades da infância porque arranjei um jeito , embora de maneira tardia, de traze-la comigo, dentro de mim, e este jeito não é nenhum segredo: eu brinco.
Faço das palavras meu brinquedo e deste nosso encontro uma festa, um chá de bonecas, um jogo de gude, uma roda de bafo , onde trocamos figurinhas.

A infância é tempo mágico, onde os protagonistas ignoram o fato.
Criança não sabe que é criança, acha que é gente.
Criança não é pequena, o mundo é que é grande.
Criança não inventa moda, ela experimenta.
Não é que criança não saiba nada, ela descobre tudo á cada dia de novo, e maravilha-se e deslumbra-se e acha lindo um quase nada e é capaz de achar feio o ouro.
Criança acredita.
Criança é um poeta em estado bruto e é poesia sempre.

Por isso recomendo que se escutem as crianças, conversem com elas, saibam o que elas pensam . Talvez seja necessário corrigir o rumo do mundo.
A criança merece respeito e cuidado. Elas são o futuro e nos darão o que de nós receberem, na mesma medida.
É preciso cuidado na educação.
Criança não faz o que se fala mas faz o que se faz. Aprende mais pelo exemplo do que pelas palavras.
Sejamos então bons exemplos, acompanhados de boas e belas palavras.
Palavras de incentivo, de gentileza, de bondade e de amor.

Os pais são os primeiros educadores das crianças. Cuidam fisicamente delas e lhes passam seu modo de vida, cultura, valores, conhecimentos específicos.
Os professores são os educadores da vida toda. Ninguém sabe o fruto da semente lançada em tão fértil terreno.
Ninguém avalia a força que tem a palavra do mestre, do professor, o quanto ela é capaz de construir ou destruir.
Por isso rendo homenagens aos professores, que conseguem enxergar em seus alunos as potencialidades, sejam lá quais forem , uma habilidade manual, artística, técnica, de relacionamento, e os motivam á desenvolve-las, dando à este aluno, este ser em formação, confiança e coragem no seu destino e no seu futuro.

Assim, beijo as crianças, porque são fofas e porque já fomos assim, e em algum lugar de nós ainda somos, e merecemos ser beijados e abraçados e acarinhados, como crianças.
Beijo os mestres oficiais, que mantém o conhecimento vivo e pulsante, por força de ofício, e os mestres ocasionais, eventuais e cotidianos que todos somos quando nos dispomos á trocar experiências e nos abrirmos para o novo.
Desejando que cada um possa amar sua criança, me despeço.

Eliane Ratier, para o sarau Paraler- outubro de 2010

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

CPFL cultural





Amigos, outro bom programa foi a CPFL cultural deste último dia 28.
Foi minha primeira vez lá.
É tudo muito bonito, organizado e acolhedor.
A CPFL está promovendo uma série de leituras dramáticas com atores de São Paulo, que já realizam este trabalho, O "Letras em Cena", no MASP, às segundas feiras.
Vieram Elke Maravilha, Clóvys Tôrres e o diretor Rubens Curi, para ler " O sonho de um homem ridículo " de Dostoiévsky.
De temática clássica e universal, o conto adaptado para o teatro,é por demais atual e como todo teatro, nos confronta conosco através dos personagens.
Elke é a figura querida de sempre, Clóvis é dono de uma bela voz e Rubens, o diretor, é o responsável para que tudo aconteça no tom, no clima por ele planejado.
Além do evento em si, havia gente querida, abraços, encontros, palavras no entorno.
Não percam os próximos. Eu, não vou perder.

http://www.cpflcultura.com.br/site/2010/08/02/o-sonho-de-um-homem-ridiculo-3/

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Fernando Fiorese no serão do Cauim (Menalton)

Gente! Isso aqui tá ficando muito bom!
Choveu e esfriou mas fomos lá conhecer o poeta de Minas.
Bem,o Bossa Nossa, o delicioso coro cênico que voces conhecem, e quem não conhece que corra para conhecer, fez a abertura, com trechos do seu espetáculo sobre Adoniram.
Nas vozes visitamos lugares e tempos outros em pleno encantamento.
Uma das que mais gostei foi Vila Esperança. Deêm uma olhada na letra.
Invocou-me sensações que eu vivi, ou que imaginei viver, e que infelizmente, ou sabe se lá o quê, as filhas não viverão. Poderão elas imaginar?

Vila Esperança
(ADONIRAN BARBOSA / MARCOS CÉSAR)



Vila Esperança, foi lá que eu passei
O meu primeiro carnaval
Vila Esperança, foi lá que eu conheci
Maria Rosa, meu primeiro amor

Como fui feliz, naquele fevereiro
Pois tudo para mim era primeiro
Primeira rosa, primeira esperança
Primeiro carnaval, primeiro amor criança

Numa volta no salão ela me olhou
Eu envolvi seu corpo em serpentina
E tive a alegria que tem todo Pierrot
Ao ver que descobriu sua Colombina

O carnaval passou, levou a minha rosa
Levou minha esperança, levou o amor criança
Levou minha Maria, levou minha alegria
Levou a fantasia, só deixou uma lembrança

Bom, depois do Bossa, foi a hora e a vez do escritor e professor Fernando Fiorese falar.
Fernando leu seus poemas e os comentou ilustrando, elucidando, dando-nos pistas de seus significados reais.
Depois comentou, ao responder perguntas, sobre a mineiridade múltipla( uai, minero num é tudo igual não, sô!), sobre as muitas vozes que o autor pode emprestar de seus personagens, sobre suas influências, carreira, e teoria literária.
Super bom, muito proveitoso e instigante.
Deixo com voces um poema do Fernando Fiorese.
Mes que vem tem mais serão literário.

NELSA, ENQUANTO COSTUREIRA

De corpo entendo.
O que me escapa
são os remendos
que amiúde pedem,
como se eu pudesse
costurar para dentro.

Um alfinete
é a dor que posso.

De roupa entendo.
O que me espanta
é porque tão ciosas
de esconder a nódoa,
quando um corpo
existe pelas dobras.

Um alfinete é pouco
para ensiná-las.

Autor no Parque- 26/09



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Meninos, nem a chuva empanou nosso brilho!
Foi assim, choveu e como uma benção, ainda chove, mas aos autores se reuniram da mesma forma, com ligeiro deslocamento de lugar.
O Instituto do Livro achou melhor não montar as barracas de troca de livros e dos contadores, por conta do binômio perigoso, livro X umidade, então ficamos por ali mesmo na lanchonete, abrigadinhos da chuva.
Estávamos, eu , Tadeu Ricci, Helena Agostinho, Leda Pereira, Adhemir Martins e o amigo ator Bruno.
Por uma iniciativa da Leda começamos à ler textos nossos e de outros autores.
Fizemos uma roda de poesia.
Helena e Bruno arriscaram uns passos de dança, e se saíram maravilhosamente bem, alegrando nosso encontro.
A platéia flutuante, ia e vinha à lanchonete, parava para uma espiada e seguia em frente, mas o nosso recado foi dado, e mesmo com chuva, agregamos beleza em forma de palavras, ao já belo lugar.
Domingo que vem tem mais, mesmo com eleição.
Estão todos convidados

Autor no Parque
domingo, 11 horas
parque Maurílio Biagi

Deixo aqui um dos meus poemas lido na ocasião e que fala , de alguma forma, sobre as eleições.

Notícias Poéticas- outubro

É outubro...
Oro devoto à Nossa Senhora,
Padroeira da Pátria.
Peço paz ao país,
Peço o fim
Das guerras informais, políticas e imorais
De grande alcance e longa duração.
Valei-me Nossa Senhora!
Valei-me todos os santos de plantão!
Ou sem lágrimas ficarei
E adentrarei Novembro,
Olhos secos de emoção.

Eliane Ratier

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Autor no Parque- 19 de setembro



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Aconteceu no Autor do Parque, domingo passado.
Levei alguns poemas infantis para dizer para as crianças que estavam com os contadores e os coloquei no varal poético.
Cecília Meireles e Vinícius de Moraes foram os escolhidos.
Saudei a primavera com um poema próprio.
O prof Nilton Manoel montou no varal, uma pequena exposição sobre o Cordel.
Wanda Duarte e Elisa Alderani levaram sua produçaõ para apreciaçaõ do público.
Aprendi, como sempre.
O prof Nilton, presenteou uma das espectadoras com um livro de cordel, em branco, como incentivo à prática.
Edwaldo, do Instituto do Livro, esteve por ali acompanhando tudo de pertinho.
E assim, está acontecendo o Autor no Parque.
Fica o convite para os escritores e apreciadores:
Domingos, 11 horas, Parque Maurílio Biagi

Deixo aqui um Vinícius de primavera


As Borboletas
Brancas
Azuis
Amarelas
E pretas
Brincam
Na luz
As belas
Borboletas

Borboletas brancas
São alegres e francas.

Borboletas azuis
Gostam muito de luz.

As amarelinhas
São tão bonitinhas!

E as pretas, então...
Oh, que escuridão!
Vinícius de Moraes

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Os guardanapos sobre a mesa da Carmen Soares



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Amigos, semana passada, a amiga Carmen, convidou-me para a abertura da exposição de artes plásticas de um grupo de artistas do qual ela participa.
Foi lá na Bauhauss, lugar agradabilíssimo, onde ainda deve estar acontecendo a mostra.
Ela já tinha me falado deste evento, lá em março, e pedia textos que pudessem ser dispostos " sobre a mesa" e com esta temática.
Fiz-os de pronto e os deixei descansando até sua hora.
Quando nos falamos ela citou algo sobre guardanapos, e eu imprimi os poemas sobre um papel decorado com o tema.
A proposta do trabalho surgiu quando Carmen, ao procurar em suas gavetas as toalhas de mesa, encontrou só os guardanapos, as toalhas gastaram-se, e imaginou que o mesmo pudesse estar acontecendo na casa dos amigos.
Assim eles se juntaram e juntaram seus trapos, ops! guardanapos, e cada um criou sua obra baseada naqueles pedaços de pano, sobras do cotidiano de outro tempo, que agora se transformaram em requinte e charme.
Os trabalhos foram muito interessantes e de diversas técnicas, mas a parte que mais gostei foi a revelação do processo criativo pelos participantes e a incorporação deste relato à mostra.
Pintura, escultura, colagem, junto ao documento escrito, palavra, e fotografado, imagem.
Tudo exercício artístico. Estimulante.
Um dos trabalhos de Carmen, foi um tabuleiro de damas montado no tampo de uma mesa alta, com a casas feitas de retalhos de guardanapo. Para as peças do jogo foram usados pires e porta-xícaras de metal, daqueles que todo mundo já teve um. Divertidíssimo.
Eu fiquei louquinha para jogar. Não o fiz, mas encontrei quem o fizesse por mim.
Lá pelas tantas, o grupo se reuniu no quintal da Bauhauss e se apresentou e Carmen falou do convite que havia feito ao meio literário para contribuir com sua arte, o qual foi aceito, e assim alguns se apoderaram do microfone para dizer dos seus poemas e escritos sobre a mesa. Eu disse os meus e um deles deixo aqui para voces, junto com beijos de gratidão para Carmen, pela noite deliciosa, e para os amigos pela boa companhia.


Mesa

Tampo sólido
Sobre firmes pés
Única?
Vária...
Desmente-me
Em toda medida

Nela sou o que sou
Sacio fomes
De origens tantas
Trabalho, brinco
Nasço e morro
Só

Na fortuna um banquete
Uma conversa frente á frente
Miséria é nem ter-te, mesa
Para receber o prato ausente
No impossível de esparramar sobre tua matéria:
Plástico, madeira , vidro, pedra
Os sonhos, sob uma luz de vela

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Feira do Livro de Sertãozinho- Fabrício Carpinejar, Zéluiz de Oliveira



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Amigos, fiz uma visita à vizinha Sertãozinho,por ocasião da realização de sua Feira do Livro e com a missão de participar da palestra de Zé Luiz de Oliveira, amigo, sobre Fernando Pessoa.
Devo dizer que fiquei encantada com tudo. Bem, novidades me encantam.
Mas a Feira de lá tem outro propósito e eu ao visitá-la também tinha outro objetivo, o de turista.
É como se fosse uma mostra do trabalho das escolas em praça pública.
A Educação toma a frente, os temas são coerentes e trabalhados à fundo com os alunos que produzem os trabalhos expostos, alguns realmente dignos de publicação. Falo assim porque temos visto cada "coisa" publicada, que nos envergonha.
Há o patrono da Feira, este ano meu queridíssimo, sem recíprocas, Fabrício Carpinejar, que teve um livro feito em sua homenagem, por uma escola que tem clientela "especial", na simplicidade de frases pinçadas, ricamente ilustradas, e com direito à face do homenageado, feita em papel machê,3D, e óculos mais do que típicos. Se o conheço, Fabrício deve ter adorado e pulado um monte, para festejar.
Os autores homenageados são da terra, trabalhados junto aos alunos que esmiuçam suas obras.
Amei tudo.Há idéias delicadas, belos trabalhos artesanais, coisas que alegram a alma.
E amei principalmente poder estar junto ao prestigiado amigo Zé Luiz, super bem quisto por todos, e que com toda a sua naturalidade nos brindou com peculiaridades da vida e obra de Fernando Pessoa, seu mais novo projeto, que deve virar peça de teatro.
Zé, meu abraço e meus agradecimentos emocionados, pelo tempo bom que me proporcionaste.

Arca Cultural- dr Camilo



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Quando o dr Camilo, atual presidente da Academia Ribeiropretana de Letras, ARL, apresentou o projeto da Arca Cultural nas reuniões preparatórias para a Feira do Livro deste ano, não entendemos muito bem, mesmo que ele nos explicasse repetidamente.
Quando a Arca tomou forma, durante a Feira, num estande dentro do recinto do Palace, ainda não se parecia com o sonhado.
Mas agora, instalada no Otoniel Mota é que vejo-a, como o previsto, materializada e ativa.
A Arca está instalada em uma sala no segundo andar do prédio administrativo da escola, onde ficará por um mês.
Ali estão expostos os trabalhos dos acadêmicos e outros escritores de Ribeirão e região, para visitação, consulta e eventual estudo por parte dos alunos.
Junto à exposição os alunos da escola receberão os palestrantes ligados à Academia, que falarão sobre assuntos diversos, de interesse dos alunos, em edições quase que diárias.
Assim, todos poderão conhecer de perto os autores e partilharão de seus saberes, pensamentos e valores.
Rica oportunidade!
Na abertura da Arca estiveram presentes muitas autoridades, membros da academia, e representantes de todos os seguimentos da escola.
Em sua fala emocionada o Dr Camilo explicou o funcionamento do projeto e seu desejo de que ele passe por todas as escolas do município contribuindo assim, para a formação humanística dos alunos.
Presa da mesma emoção eu desejo sorte e sucesso à Arca e que ela possa cumprir sua função, tornando-se desejada por todos.
Um abraço ao dr Camilo, pai da "criança",que ora nasce , fruto de sonho e trabalho, objeto de esperança.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Arca Cultural- Otoniel Mota


Então foi assim.
Fui convidada para a solenidade de abertura da Arca Cultura, no Otoniel Mota, pela querida Heloísa e pelo Dr Camilo, presidente da Academia Ribeiropretana de Letras, ARL.
Cheguei algo cedo, o que é raro, e logo no estacionamento,encontrei duas amiguinhas que também chegavam para o evento.
Subimos os poucos degraus da entrada do imponente prédio histórico do colégio, e logo à porta, um jovem muito solícito, nos indicou o caminho, sem que nada perguntássemos. Era o Jorge, diretor da escola.
O nosso caminho começava por uma escada, de muitos degraus, colorida pelos vitrais da janela antiga e alta e encimada por arcadas que delimitam o andar superior.
A subida foi difícil. Não somos mais meninas.
Os joelhos das amigas rangiam, mesmo assim elas me precediam e me apressavam.
Eu não senti o peso da idade, mas fui paralisada por uma súbita emoção.
Subia os degraus um à um, numa tentativa de sorver naquele pouco tempo de um ato trivial, toda uma vida não acontecida, todos os passos não dados, os risos que naqueles corredores não ecoaram, as saias pregueadas e as camisas brancas que por ali não passaram.
Estava no Otoniel Mota, escola para mim prometida desde meus oito anos de idade, e só naquela hora , 40 anos depois, cumprida.
Pisava pela primeira vez na escola que formou gerações de onde surgiram e ainda surgem expoentes em todas as áreas.
O Otoniel é escola tradicional.
Na minha época,quando era comum estudar-se na escola pública, era o caminho natural daqueles que se preocupavam com a qualidade do ensino.
O grupo era feito no Guimarães Junior, onde estudei, e o ginásio e o colegial, no Otoniel Mota.
Quando foi minha hora de ingressar na escola, eu me mudei de cidade, fui para Jundiaí, e o Otoniel ficou aqui, guardadinho numa dobra do tempo.
Voltei à Ribeirão para cursar a faculdade da USP, outro lugar mágico, este sim, bem vivido e vivenciado, deixando para trás esta lacuna no meu passado.
Com dificuldade saí do meu devaneio, mas guardei, como uma jóia, a emoção inesquecível de estar ali.
Resolvi terminar de subir as escadas quando percebi que o tempo não para e que, de adiantada poderia virar atrasada.
No meu caminho, mais deleites, um piso com sua estampa original, batentes largos denunciando a largura das paredes( mais de 30 cm), portas altas, tudo limpo e cuidado.
À porta um amigo me saudava, pegou-me de olhos molhados, sem explicação possível.
Ao fim do evento, seguimos em excursão pelo prédio.
Uma das paradas foi na biblioteca, onde aconteceu o golpe de misericórdia.
Numa sala, de pé direito alto e estantes escuras, abarrotadas até o teto de livros de todos os tamanhos e tipos de encadernações, muitos com lombadas de escritos gastos, sem leitura, funciona a biblioteca da escola.
Senti que ali poderia morrer, de uma morte mais do que poética, e me decompor e me dissolver, e ser parte daquilo tudo, como se sempre tivesse assim existido.
Não sei se há um novo acervo, creio que sim,o estado tem investido horrores em livros para aparelhar suas bibliotecas, mas isto é assunto para outra hora,e confesso que nem me importa.
Aquela é uma sala preciosa, com o que há nela, e eu a venero, como um santuário por abrigar em si um inestimável tesouro, feito de palavras escritas em papel velho.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

A Arca Cultural, Heloísa Martins


Pois é , foi ontem 15 de setembro , o lançamento da Arca Cultural na escola Otoniel Mota, aqui em Ribeirão, e confesso que não sei do que eu falo primeiro, tanta foi a emoção.
Mas começarei por um agradecimento especial à Heloísa, coordenadora da escola, sem ela nada teria sido.
Conheci a Heloísa numa noite agradável na Palavra Mágica, uma palestra do Menalton Braff.
Ela me foi apresentada pelo Ricardo Franzin, que dá aulas lá no Otoniel, e foi meu colega na oficina de crônicas da Carmen Cagno.
Ai, olha quanta gente boa junta?
São as manhas e artimanhas do destino.
A palestra foi no pátio, sob a noite linda.
Heloísa, acho, já conhecia minhas "Notícias Poéticas", ou Ricardo já tinha comentado com ela algo à meu respeito.
A admiração é mútua.
Ela gosta de mim, e eu dela.
Admiro-a pela sua sempre elegância, sua presença conciliadora, interessada e atenta, e principalmente pela dedicação com que trata os assuntos da escola.
Heloísa é sinônimo de Otoniel Mota.
Ela não veste a camisa da escola, a camisa é tatuada em sua pele.
E foi à seu convite que estive na inauguração da Arca e é por suas mãos que integrarei o programa de palestras que acompanha o evento.
Falarei no dia 28 de setembro, sobre "A leitura como fonte de prazer.", num anfiteatro lindo, para 80 alunos , de 15, 16 anos, aos quais espero não entediar.
Beijo na Helô.