segunda-feira, 13 de junho de 2011

O passeio de Santo Antonio- Augusto Gil

Esta ouvi pela primeira vez da boca de Estela, e tatuou um encanto permanente neste coração apadrinhado pelo santo

O passeio de Santo Antonio- Augusto Gil

Saíra Santo António do convento,
A dar o seu passeio costumado
E a decorar, num tom rezado e lento,
Um cândido sermão sobre o pecado.
.
Andando, andando sempre, repetia
O divino sermão piedoso e brando,
E nem notou que a tarde esmorecia,
Que vinha a noite plácida baixando…

E andando, andando, viu-se num outeiro,
Com árvores e casas espalhadas,
Que ficava distante do mosteiro
Uma légua das fartas, das puxadas.

Surpreendido por se ver tão longe,
E fraco por haver andado tanto,
Sentou-se a descansar o bom do monge,
Com a resignação de quem é santo…
.
O luar, um luar claríssimo nasceu.
Num raio dessa linda claridade,
O Menino Jesus baixou do céu,
Pôs-se a brincar com o capuz do frade.
.
Perto, uma bica de água murmurante
Juntava o seu murmúrio ao dos pinhais.
Os rouxinóis ouviam-se distante.
O luar, mais alto, iluminava mais.
.
De braço dado, para a fonte, vinha
Um par de noivos todo satisfeito.
Ela trazia ao ombro a cantarinha,
Ele trazia… o coração no peito.
.
Sem suspeitarem de que alguém os visse,
Trocaram beijos ao luar tranquilo.
O Menino, porém, ouviu e disse:
- Ó Frei António, o que foi aquilo?…
.
O Santo, erguendo a manga de burel
Para tapar o noivo e a namorada,
Mentiu numa voz doce como o mel:
- Não sei o que fosse. Eu cá não ouvi nada…

Uma risada límpida, sonora,
Vibrou em notas de oiro no caminho.
- Ouviste, Frei António? Ouviste agora?
- Ouvi, Senhor, ouvi. É um passarinho.
.
- Tu não estás com a cabeça boa…
Um passarinho a cantar assim!…
E o pobre Santo António de Lisboa
Calou-se embaraçado, mas por fim,

Corado como as vestes dos cardeais,
Achou esta saída redentora:
- Se o Menino Jesus pergunta mais,
… Queixo-me à sua mãe, Nossa Senhora!

Voltando-lhe a carinha contra a luz
E contra aquele amor sem casamento,
Pegou-lhe ao colo e acrescentou: - Jesus,
São horas…
........................E abalaram pró convento.


Os namorados de Drummond

Namorado: Ter ou nao ter, é uma questão (Carlos Drummond de Andrade)
Quem nao tem namorado é alguém que tirou férias nao remuneradas de si
mesmo. Namorado é a mais difícil das conquistas. Difícil porque namorado
de verdade é muito raro. Necessita de adivinhaçao, de pele, de saliva,
lágrima, nuvem, quindim, brisa ou filosofia.

Paquera, gabiru, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixao é fácil.
Mas namorado, mesmo, é muito difícil.
Namorado nao precisa ser o mais bonito, mas aquele a quem se quer
proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme, sua frio e quase
desmaia pedindo proteçao. A proteçao dele nao precisa ser parruda,
decidida, ou bandoleira: basta um olhar de compreensao ou mesmo de
afliçao.
Quem nao tem namorado nao é quem nao tem um amor: é quem nao sabe o
gosto de namorar. Se você tem três pretendentes, dois paqueras, um
envolvimento e dois amantes, mesmo assim pode nao ter namorado.
Nao tem namorado quem nao sabe o gosto da chuva, cinema sessao das duas,
medo do pai, sanduíche de padaria ou drible no trabalho. Nao tem
namorado quem transa sem carinho, quem se acaricia sem vontade de virar
sorvete ou lagartixa e quem ama sem alegria. Nao tem namorado quem faz
pactos de amor apenas com a infelicidade. Namorar é fazer pactos com a
felicidade ainda que rápida, escondida, fugidia ou impossível de durar.
Nao tem namorado quem nao sabe o valor de maos dadas; de carinho
escondido na hora que passa o filme; de flor catada no muro e entregue
de repente; de poesia de Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes ou Chico
Buarque lida bem devagar; de gargalhada quando fala junto ou descobre a
meia rasgada; de ânsia de viajar junto para a Escócia ou mesmo de metrô,
bonde, nuvem, cavalo alado, tapete mágico ou foguete interplanetário.
Nao tem namorado quem nao gosta de dormir agarrado, fazer sesta
abraçado, fazer compra junto. Nao tem namorado quem nao gosta de falar
do próprio amor, nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro
dentro dos olhos dele, abobalhados de alegria pela lucidez do amor. Nao
tem namorado quem nao redescobre a criança própria e a do amado e sai
com ela para parques, fliperamas, beira d'água, show do Milton
Nascimento, bosques enluarados, ruas de sonhos ou musical na Metro.
Nao tem namorado quem nao tem música secreta com ele, quem nao dedica
livros, quem nao recorta artigos, quem nao chateia com o fato de o seu
bem ser paquerado. Nao tem namorado quem ama sem gostar; quem gosta sem
curtir; quem curte sem aprofundar. Nao tem namorado quem nunca sentiu o
gosto de ser lembrado de repente no fim de semana, na madrugada ou
meio-dia de sol em plena praia cheia de rivais. Nao tem namorado quem
ama sem se dedicar; quem namora sem brincar; quem vive cheio de
obrigaçoes; quem faz sexo sem esperar o outro ir junto com ele. Nao tem
namorado quem confunde solidao com ficar sozinho. Nao tem namorado quem
nao fala sozinho, nao ri de si mesmo e quem tem medo de ser afetivo.
Se você nao tem namorado porque nao descobriu que o amor é alegre e você
vive pesando duzentos quilos de grilos e medos, ponha a saia mais leve,
aquela de chita e passeie de maos dadas com o ar.
Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricçoes
de esperança. De alma escovada e coraçao estouvado, saia do quintal de
si mesmo e descubra o próprio jardim.
Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua
janela.
Ponha intençoes de quermesse em seus olhos e beba licor de contos de
fada. Ande como se o chao estivesse repleto de sons de flauta e do céu
descesse uma névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante
a dizer frases sutis e palavras de galanteria.
Se você nao tem namorado é porque ainda nao enlouqueceu aquele pouquinho
necessário a fazer a vida parar e de repente parecer que faz sentido.
Enlou-cresça. 

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Noticias poéticas- Maio de 2011

Notícias Poéticas- maio de 2011

Amigos, sei que maio é findo, mas não poderia deixar de mandar-lhes uma , mesmo que mínima, notícia.
Sei que o mês foi dedicado às mães.
Dediquei-o, em parte, à minha mãe, numa viagem em busca das origens, raízes, respostas para eternos porquês.
Achamos muita coisa pelo caminho, inesperadas e surpreendentes.
Fizemos uma boa costura do conhecimento com a vivência.
Voltamos com um entendimento maior da nossa vida e da vida do outro humano de além-mar.
A beleza emociona.
Lágrimas e sorrisos tem o mesmo significado em toda parte.
Convido-os, amigos, a empreender suas viagens pessoais, buscar as respostas, abrir as janelas do outro lado do cômodo, deixando novo ar circular pela cabeça, arejando idéias, ampliando visões.
A distância a ser percorrida é o de menos.
Há meios de transporte rápidos, lentos, instantâneos e para todos os bolsos, mesmo para os inexistentes.
O requisito básico é  vontade, a qualidade imprescindível, coragem.
A todos, boa viagem!

Viagem

Céus azuis emolduram hemisférios
norte e sul, para o sol não há mistérios.
Presenças invocam a ausência matriz,
motivo primeiro para a  busca da raiz.

O entendimento é uma onda morna que invade o peito...

Na bagagem de lembranças
explica a língua seus saberes
gritam cores prediletas
insinuam-se sedutores os sabores.

Bebendo na fonte original,
pisando no solo ancestral,
enchemos de ar, outro e perfumado,
o mesmo ser maravilhado.

Molhados olhos
vertem belezas que já não  podem reter.
Mãos guardam a memória do tato.

Corre nas veias-irmãs, o sangue
de um povo, hoje  nada distante,
que acena saudades de além-mar.

Fomos , vimos, vivemos e voltamos para contar.


                                                          Eliane Ratier, maio de 2011

terça-feira, 7 de junho de 2011

domingo, 5 de junho de 2011

Feira do Livro de Ribeirão Preto- 2011- notícias de 05 de junho

Acabou.
Sim, acabou a 11ª Feira do Livro de Ribeirão Preto.
Hoje o dia foi   intenso e extenso, sem pausa , nem para o almoço.
Começou logo cedo com a premiação dos projetos escolares, onde a amiga Maris ganhou o primeiro prêmio, e me fez borrar o rímel com as lágrimas incontidas.
Não dá gente. Falar de incentivo e boas experiências em educação derretem o meu coração, porque eu acredito, os dirigentes acreditam, os pais acreditam até as crianças acreditam, a exceção é o professor. Poucos são os que ainda acreditam.
Quem sabe se com a divulgação das idéias viáveis, eles possam revestir seus olhos de esperança e acreditar que algo pode mudar a partir de uma atitude deles.
Torço por isso.
Bem, não só a  Maris, mas também a Elmara, com seu discurso emocionado sobre o pai, me fizeram usar o  lenço de papel  de emergência para minorar o estrago da emoção fora de hora.
Depois da maquiagem retocada foi a vez de ver os baluartes do incentivo a literatura e produção literária da nossa cidade: Cléo, Helena, Maris e Leda, fundadoras e presidentes de instituições, desbravadoras de caminhos, pavimentadoras de estradas, junto com a jovem Regina Baldini,  no palco do Meira Júnior para mais um bate-papo dos autores locais.
Muito o que lembrar, muito o que falar, muito, muito bom. Merecidíssima homenagem.
De lá para o Palace esperar os participantes do próximo encontro dos autores, o qual me coube a honra de mediar.
Albino Bonomi e Denis Bó, médicos escritores, e Carol Bernardes, doutora em letras.
Enquanto esperava dei uns abraços de praxe, no pessoal do todo dia,  uns beijos saudosos em quem ainda não tinha visto e cumprimentos amistosos aos novos conhecidos.
Toninho, Matheus, Cláudio, Cristiane e Elaine
O encontro dos autores foi o último da série. Considero a missão bem cumprida.
Saí de lá correndinho para pegar um pedacinho do Cuenca.
Delícia!
Mais amigos dos bons programas, do coração e inesquecíveis: Pedro, Davi, Lucas.
Livro autografado, papo rápido com o escritor, festa.
Um tempinho no café para esperar a homenagem do Nossa Aldeia para Rita Mourão.
Papo rápido com a turma cotidiana e com a esporádica: Heloísa, Ely, Jugurta.
Rita Mourão apresentada por Nilva Mariani, intimidade , gentileza e ternura que só os amigos tem.
Dei uma fugidinha para ver o Contardo Caligaris no Pedro II. Cheio.
Não fiquei até o final. 
Declarei o fim da minha rica participação na Feira.
Tomei o caminho de casa, sem olhar para trás.
No céu ainda claro, um fiapo de lua brilhava prata.
O resultado de toda esta vivência vocês verão nos próximos textos.
A ternura partilhada aquecerá meu coração nos momentos  duros.
A felicidade dos encontros iluminará meu existir e a lembrança dos momentos únicos comporão o álbum da minha história.
A todos os envolvidos nestes 10 dias intensamente vividos, meus agradecimentos, meu carinho, e meu elogio pelo trabalho.
A vocês que os viveram comigo, boa sorte na recuperação das energias.
Aos que acompanharam as notícias de longe, fica o convite, cheguem mais perto.
Ano que vem tem mais.

sábado, 4 de junho de 2011

Feira do Livro de Ribeirão Preto- 2011- notícias de 04 de junho

Amigos, hoje o dia amanheceu com um brilho diferente, era o dia marcado para um encontro especialíssimo com amigas queridíssimas em torno do nosso assunto predileto.
Eu, Mara, Cecília, Cléo falaríamos sobre poesia.
Nossa manhã foi agradabilíssima, fomos apresentadas pela jovem Bruna da Escola Bento Benedini, criança é poesia em estado bruto, Cléo, nossa mediadora é  batalhadora de longa data pela causa literária, uma honra, Cecília é caminho, modelo, meta, aos meus olhos iniciantes, Mara, uma colega, contemporânea na busca, irmã nas idéias, coincidente nos caminhos.Na platéia a surpresa, marido e filha, amigos do meio literário com o sorriso acolhedor nos lábios , gente de outras áreas, ouvidos atentos à nossa fala.
A conversa correu solta e leve e pouca, porque sinto que poderíamos ter ficado ali para o almoço até o café da tarde, enredando em palavras carinhosas nosso assunto.
Aos que me deram a honra de suas presenças, agradeço e espero ter lhes sido agradável.
Às colegas que dividiram o palco comigo, meus respeitos e protestos de amizade.
A Fundação Feira, meus sinceros agradecimentos pelo espaço privilegiado.
Às gentís jovens assistentes do salão, meu carinho por sua atitude atenta.
E o que dizer depois disso?
Digo que perdi o rumo e a hora de ver nosso homenageado Saulo Gomes, por quem tenho grande admiração. Conto com o seu perdão.
Achei o caminho do Pinguim, pela primeira vez na Feira deste ano, pelas mãos do Paulo, que pensa na parte humana destas poetisas, que tem sede, fome e precisam dar vazão à emoção ainda contida.
Dividi uma mesa animada, onde , além da Mara e suas amigas, estavam a Jair e a Vera, sua filha.
Chope gelado no calor da amizade.
Depois do almoço foi a vez do lançamento do Alfredo Rossetti, um abraço corridinho e o esquecido cumprimento por seu aniversário, é que estava atrasada para o final da Oficina. É. Aquela.
A Oficina do prof Osvaldo Félix , sob a chancela OC Cândido Portinari ( Fatú), foi muito boa, companhia de primeira, aprendendo, maravilhando-me, estreitando laços, no prazer e no espanto.
Beijo meus inesquecíveis companheiros, Caio, Mara, Maria Eugênia e Matheus e desejo um breve reencontro.
Depois das despedidas, algo doloridas por conta do intenso convívio, ganhei as ruas na noite morna.
A felicidade medida pela leveza dos passos.
Amanhã é o último dia, dia cheio, ainda em compromisso, segura  e plena.
Vejo vocês no caminho.
Até amanhã.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Feira do Livro de Ribeirão Preto- 2011- notícias de 03 de junho

Então, acordei pronta para Fabrício, fui pegá-lo no hotel para levá-lo ao Kaiser. Enquanto esperava, fui apresentada à Paulo Betti, um homem polido e gentil.
Preocupadíssima com o trânsito, que reinou o dia inteiro, ora por conta de uma greve de ônibus, ora por ser sexta feira, ou quem sabe, só para deixar-me mais tempo ao lado de quem gosto, já que esta madrinha também é motorista, teci caminhos alternativos.
 Chegamos no horário.
O espaço do Kaiser já estava tomado pelos adolescentes.
O mediador Alexandre Azevedo, conduziu muito bem o salão de idéias e Fabrício deu o seu recado lindamente,mesmo sem ter ali, o público adulto à quem sua escrita é destinada.
O fato é que o escritor é um pensador e seu pensar se aplica à todos, esse é o caso de Fabrício.
Inteligente e bem humorado, não deixou a peteca cair, e não teve bom, nem meio bom, foi "tri", como ele mesmo diz.
Fotos, entrevistas, autógrafos, burocracias e uma alteração no voo que o levaria de volta, engoliram o nosso almoço.
Voamos baixo de carro pela cidade para chegar ao aeroporto à tempo, pero sin perder la ternura, com fome, mas inteiros e satisfeitos pelo encontro.
Fabrício foi, tranquilo, se é que se pode dizer que alguém que está constantemente ligado à 2 celulares, dentro da internet e cuidando da vida em detalhes pode estar tranquilo.
Mas sim, ele estava, e eu estava feliz.
Foi difícil deixar o aeroporto.
Espero que volte logo.
Beijo em Cintia, a mulher que ele ama, que o tem e o faz feliz, inspirado e produtivo.
Sem almoço, e atrasadíssima para a apresentação dos Autores, resolvi ir ver Chacal.
O poeta em tempo integral, que prefere usar de seus poemas ao invés de sua fala, que acredita na força da oralidade da palavra, que acredita na poesia.
" dancei até o sapato pedir para parar, tirei o sapato e dancei a vida inteira"
Lindo, verdadeiro, um poema em foram humana.
Dali para casa, de onde ando sumida, para dar o ar da graça, resolver o cotidiano e me preparar para amanhã, o meu dia.
Boa noite à todos, é tempo.
Até amanhã.

Feira do Livro de Ribeirão Preto- 2011- notícias de 02 de junho

Amigos, Fabrício acaba de chegar, 23:30, tremo, é emoção , mas ao mesmo tempo me invade a sensação boa de ter um amigo por perto, um amigo divertido e inteligente, um amigo que é celebridade e é gente, e anda ao meu lado no carro, como se fizesse isso toda semana, mesmo que a última vez tenha sido há um ano, e o carro ainda nem era este.
Mas vamos às notícias do dia que foi intenso.
Comecei com um surpreendente Autores Locais, nosso bate-papo no Palace, novamente a boa sensação de conhecer mais e melhor com quem se convive. Sueli Cacita, Regina Baptista, Nely Cirino, Nicolas Guto.
Tentei ir ver Mana, mas atrasou e desisti. Resolvi ir à Paraler por dentro da Feira. Chequei lá em ritmo de trem do interior, parando em cada banquinha e demorando à beça. Quando cheguei lá já era hora de ir embora.
À tarde fui ver Antonio Prata de quem sou fã, e fiquei mais ainda, e de quebra conheci Francisco Bosco, e amei.
Agora à pouco deixei -o na companhia do Carpinejar, felizes amigos em reencontro, junto à Reinaldo Moraes sob os cuidados do Kaxassa, rumo ao Pinguim.
Da palestra da tarde para a Oficina, da Oficina para um café, do café para a maravilhosa Mariza Gianechini.
Fico mínima frente a gente que sabe tanto sobre coisas que desejo saber e suspeito que nunca saiba.
Sua palestra sobre os mitos gregos, tragédia e coisas assim, foi como uma lambida no sorvete predileto, um aceno ao prazer, vetado por ora , por falta de conhecimento. Eu chego lá. Desejo é o primeiro passo do caminho.
Agora a madrinha de Carpinejar vai nanar para mimar o afilhado logo cedo.
Fica o convite: Fabrício Carpinejar, 10 horas, Estúdios Kaiser.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Feira do Livro de Ribeirão Preto- 2011- notícias de 01 de junho

Hoje foi mais light, amigos.
Afinal é preciso descansar a pele, poupar a voz, quando há vez, já que o meu dia vem chegando. É sábado , viu?
Autores locais, com os ubeenses Adélia Ouêd, Carlos Roberto Ferriani e Marlene Cerviglieri, mediados por Osmar Barra.
Presenças ilustres na platéia, presidentes de academias , escritor homenageado.
O papo foi sério, além da poesia e das estórias infantís da Marlene, foram discutidos a remuneração do autor pelas editoras, o processo de distribuição e divulgação do livro, sugestões para a próxima Feira e , etc..., etc..., etc...
Palmas para todos, coloquei a UBE como entidade que agrega os escritores e defende seus direitos, luta por seus ideais.
De lá para a Oficina.
Ouvi rumores que uma princesa e um príncipe rondavam o relógio da praça, na frente do estande dos autores locais. Me parece que escorregaram de um livro infantil, onde uma tal de Vó Lili, guardou escritas as estórias que contava para os netos.
Dizem até, que a tal avó aproveitou o movimento para contar algumas estórias ali, no centro do evento, para umas crianças que passavam e esticavam o olho, levantando as orelhas, curiosos prá saber o que faziam fora do livro , o príncipe e a princesa.
Beijos em Nely.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Feira do Livro de Ribeirão Preto- 2011- notícias de 31 de maio

Amigos, o corpinho já está pedindo descanso.
Ufa! Como é dura esta vida de cultura!
Hoje foi a vez de um time experiente e rico no bate-papo dos autores locais.
Stella Mello, Jair Yanni. Ely Vieitez e Rosa Cosenza.
As "meninas" são demais!
Sempre a palavra certa, o assunto pertinente e o gostinho de pouco, o desejo de quero mais.
Tietagem à mil!
Fotos.
À tarde Rogério Pereira e Eliane Brum.
Jovens e entusiasmados,  escrevem no site Vidabreve, que eu conheci através do Carpinejar,  tem estórias interessantíssimas para contar e o fazem de maneira peculiar.
Rogério tem O Rascunho, excelente jornal literário, que assino por indicação da Jair.
Saí de fininho, atrasada para a Oficina, atravessei a praça apinhada de gente, estudantes, professores, gente, gente, gente, na tarde de sol, folheto na mão escolhendo o que ver , como próxima atração.
Apressei o passo, coração emocionado, transbordando de conhecimento, caminhar decidido rumo a mais saber, rumo à novas idéias.
Tarefa árdua será digerir tudo isso, aplicar, transformar em produto palatável todo este alimento consumido em pecaminosa gula.
Isto será depois, e o depois, é o depois.
Até amanhã!

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Feira do Livro de Ribeirão Preto- 2011- notícias de 30 de maio

Amigos, hoje tive o privilégio de mediar o lançamento do livro dos alunos do Colégio Otoniel Mota, "Combinando Palavras com Vinícius de Moraes."
Quem me conhece sabe que, "por conta de umas questões paralelas", ando trabalhando Vinícius desde o final de 2009. Viví-o por todo 2010, tres décadas de sua morte, celebrando-o no sarau, dançando sua história no palco.
Além de seu legado literário, que é um verdadeiro presente, ele ainda me proporcionou outras lindas surpresas, culminando com o evento de hoje.
No meu  habitat natural, o palco, cercada por jovens interessados em poesia, uma raridade nos dias de hoje, que não só produzem, como também pensam de maneira muito madura, me senti absolutamente feliz.
A platéia cheia dos mesmos jovens, com escuta respeitosa e disposição amigável para com seus pares ali presentes, encantou-me.
Todos, meus colegas, o querido Saulo, Nely, Mara, os professores, foram tomados pela emoção do momento.
Sentiram-se tocados pela magia da poesia que emanava deles próprios, em forma de fruto, oriundo da semente que plantaram , despretensiosamente , nos jovens corações.
Não há paga melhor para o árduo trabalho de ensinar.
À todos, meus jovens colegas do palco de hoje, responsáveis pelo projeto, realizadores do evento e principalmente à Heloísa, por quem tenho grande carinho e admiração, meu profundo agradecimento por este momento lindo na minha vida.
Beijo-os com minha alma em festa.

Autores Locais:
À tarde, foi a vez do Poeta Toledo, do Osmar Barra e do Barbosa, darem seu recado.
Tudo bom, tudo bem.
Digo e repito, os Autores Locais, no Palace é bom programa.

Nos caminhos bons abraços, encontros, olhos molhados.

Oficina, oficina, estonteante.

E depois rumo de casa, não sobra nada .

Até amanhã!!

domingo, 29 de maio de 2011

Feira do Livro de Ribeirão Preto- 2011-notícias de 29 de maio

Amigos, tem sido bom demais.
Comecei o dia com o bate papo dos autores locais no Palace.
Acreditem-me , este evento é bom programa para todos.
É a oportunidade de conhecer novos escritores, saber mais sobre os já conhecidos e principalmente, testemunhar verdadeiras, e sempre válidas, lições de vida, superação, salvação e alento através da arte da escrita. 

Exposição da Alarp no Palace
Depois, aproveitando o tempo livre, visitei a exposição da ALARP no Palace.
Gosto dos artistas da Alarp.
Há esculturas, pinturas, cerâmica e poesia.
Vale à pena uma visita.

Estande dos Autores Locais
Passar pelo estande é obrigatório , o que retarda em muito minha ida para casa, sempre há algo acontecendo, alguém para conversar.
Os escritores estão caprichando nos lançamentos que estão muito animados, enfeitados, coloridos e musicados.

Hoje consegui almoçar e ir ver Wisnick e Mônica Salmasso.
Deu peninha da Mônica que perdeu a voz, dela e de nós, que ficamos sem ela.
Wisnick deu conta do recado com sua música que é um carinho.
Ribeirão Preto já deve fazer parte de seu calendário em junho, pois, se não me engano, faz quatro anos que ele tem estado por aqui nesta época.
Depois de Wisnick,  Maris Ester, amiga de crença, garra e fé, foi homenageada no Nossa Aldeia com a leitura de seus poemas pela atriz, "ouro da terra", Débora Duboc.
Maris foi homenageada pelo palco e platéia, com casa lotada no Auditório Meira Júnior, e depoimentos emocionados e emocionantes por parte dos amigos ali presentes.
Débora tem uma bela presença , espontânea e profissional.
Meus aplausos para as duas.
Gilson Filho foi o apresentador e gostei de vê-lo bem disposto e feliz no seu lugar natural.
Na saída vi os fofos dos meus atores do grupo que faz intervenções poéticas, vou me lembrar do nome deles, vestidos de gregos, que é o país homenageado da Feira, diziam poemas como oráculos, tiveram toda a minha crença e gratidão.
Belas palavras merecem ser ouvidas com atenção.
A foto que tirei com eles tem o objetivo de retê-los, permanentes, intactos, no encanto do momento.
Caiu a tarde, fez-se noite.
Cheguei em casa, mais tarde do que o planejado.
É hora de preparar o amanhã.
É hora de preparar-me para o amanhã.
O Amanhã é uma surpresa que logo será hoje e em 24 horas se deitará na cesta do passado.
Beijos 

sábado, 28 de maio de 2011

Feira do Livro de Ribeirão Preto- 2011- notícias de 27 e 28 de maio

Amigos, com esta estória de fazer oficina , tenho endereço fixo com tempo de estada, diariamente, na Feira do Livro.
Tem sido muito bom( a oficina é ótima), caso contrário estaria flanando, de auditório em auditório atrás dos eventos.
Ontem fui direto para ao oficina e de lá dei uma voltinha pela parte comercial da Feira, sem no entanto concluí-la. Ao fundo Mariana Mestriner trinava.
Há bons preços em pontas de estoque, mas sem novidade, alguns títulos de autores consagrados, mas não os mais famosos. Há os caça níqueis de sempre. A Paraler é a mais completa livraria e está dando descontos.
Vale à pena conferir.
Hoje comecei meu dia pela oficina de contos do Menalton, que não parou para ver a Feira passar, continua firme, forte e confiante.
Eu, peixe fora d'água, ausente por 3 semanas, estou correndo atrás, totalmente sem fôlego, mas agradecida pela oportunidade de uma pausa obrigatória para produzir.
Troquei meu almoço pela parte comercial da Feira que faltava ver.
As editoras que tem livros infantis estão se adequando ao valor generoso do cheque livro que é dado à todo estudante do município e , desta vez, até os da escola estadual tiveram direito aos seus.
Em algumas editoras dá para levar até quatro bons livros pelo preço do cheque.
Há também revistas e livros de catálogo que se encaixam no preço.
Uma das coisas mais legais é que os cheque livros do município são nominais à criança e os pais tem acompanhado os filhos para a compra de seus livros.
É curioso ver este movimento , pois os pais tem obrigatoriamente que entrar em contato com a literatura para ajudar os filhos  nesta hora de escolha, trocar idéias, conversar sobre interesses e objetivos, o que , pela minha observação, não faz parte de seu cotidiano.


Estande dos autores de Ribeirão Preto
O estande dos autores ficou muito bom.
Espaçoso, organizado, é ponto de encontro dos escritores com o público para autógrafos e bate papos.
Parabéns à Funpec, que está como gestora comercial do estande. 



Salão de Idéias dos Autores de Ribeirão Preto
Bem, hoje fui assistir ao salão de idéias do Caio, Adhemir e dr Azoubel, mediado pelo dr Nelson.
O formato proposto pela Feira provou-se eficaz.
Houve bom público, interessado e questionador, e o debate estreitou laços entre os participantes.
O clima intimista e amigável faz do Salão de Idéias, no Auditório do Palace, um local muito agradável de se estar.
Levei 40 minutos para atravessar dois quarteirões para chegar à oficina da tarde.
Não, não é o trânsito, são os encontros.
Encontros cheios de abraços sinceros e alegria, novidades na ponta da língua, pedidos de ajuda, oferecimento de apoios, cumprimentos, saudações, felicidade.
A Feira do Livro é uma festa

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Abertura da Feira do Livro de Ribeirão Preto

Amigos, ontem , 26 de maio foi a abertura da 11ª feira do Livro de Ribeirão Preto, no Teatro Pedro II.
A Feira começou bombando!
A cerimônia de abertura estava cheia de autoridades e políticos.
Encontrar amigos é sempre bom. Encontrar amigos depois de uma longa ausência é melhor ainda.
Estão todos dispostos para a festa e felizes.
Não economizei sinceros abraços e beijos.
Após os discursos houve um show de jazz, que rivalizou com a apresentação de Ney  Matogrosso, que acontecia na esplanada do teatro. O resultado disso é que todos saíram ganhando.
O mar de gente impedia a saída do teatro que teve que abrir sua passagem secreta.
De inédito, registro que comecei a ver o show do Ney do balcão do teatro, mas em pouco tempo a guarda municipal me fez o gentil convite para que abandonasse o recinto.
No meu caminho para fora do teatro encontrei um lugarzinho, dentro do portão de acesso lateral do teatro que me permitiu um visão privilegiada do show.

O espetáculo é cheio de boleros o que ativa os quadris. 
Aproveitei o espaço e a semi- privacidade do local para ensaiar meus passos.

Fiquei por ali até que Ney cantou "Fala", como nos velhos tempos de Secos e Molhados.
Esta música me acolheu, confortou ,ninou e garantiu que eu era eu mesma.
Fez lembrar da menina de 12 anos que descobria a música, emprestando discos como este que contem a música, dos colegas de escola.
Ney é O artista!
Sua entrega é nosso prazer.
Amei!

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Feira do Livro de Ribeirão Preto- participações

Amigos convido-os a conhecer a programação da Feira do Livro de Ribeirão Preto que se inicia neste dia 26 de maio e vai até 05 de junho através do site da Feira.
http://www.feiradolivroribeirao.com.br/
Procurem seus autores prediletos, planejem-se e apareçam.
Eu estarei participando de salões de idéias em 3 momentos:
 dia 30 de maio, segunda feira, 9 horas, auditório Meira Junior- Lançamento do livro dos alunos do Colégio Otoniel Mota, Combinando Palavras com Vinícius de Moraes

dia 04 de junho, sábado, 9h30m, no auditório do Palace- salão de idéias com Eliane Ratier, Mara Senna e Maria Cecília Figueiredo, mediadas por Cléo Reis, uma manhã de vozes femininas na poesia.

dia 05 de junho,domingo, 13h30m, no auditório do Palace - salão de idéias com Carolina Bernardes, Denis Bó e Albino Bonomi, mediados por mim, numa tarde que reúne as idéias dos estudiosos da língua aplicadas à poesia, prosa e literatura infantil.

Espero vê-los por lá!

Um abraço, Eliane