Ando consternada com as notícias sobre os desmoronamentos e alagamentos pelo país, nestes nossos tempos de chuva.
Molho o pé na enxurrada, fico encharcada , trafego em alagamentos, quase poças guardadas as proporções, e posso imaginar o tamanho do sofrimento de quem viveu e vive estes desastres naturais.
Não vou discutir culpas.
É a velha história do " se cada um fizesse a sua parte", junto com o " mas dá um trabalho!", mais o " amanhã eu faço" e o " se Deus quiser".
É o individual prejudicando o coletivo e cobrando o mais alto preço da vida, a morte.
Fico energéticamente de braços dados com aqueles que, mesmo vítimas, arregaçam as mangas para ajudar o outro.
Cuidar da dor alheia ameniza a própria dor.
Oro pelo consolo, que só o tempo trará, para aqueles que continuam respirando sobre a face da terra, lutando contra as incertezas, sofrendo as exigências do humano corpo e chorando a inexplicabilidade de seus mortos.
É o que daqui posso fazer além de doer.