quarta-feira, 20 de maio de 2015

Livro é tudo de bom!!


Livro é tudo de bom!!!
Amo, desde sempre,ler!!!
Talvez meu primeiro livro oficial, e o de muita gente,  aquele que a escola recomenda, tenha sido  “O Menino do dedo verde “ e Maurice Druon.
Pela mesma época eu tinha um livro de contos infantis , dos quais não me lembro, mas com belíssimas ilustrações.
Daí  veio, pelas mãos do pai, o “Reinações de Narizinho” do Monteiro Lobato, muitas páginas no desértico branco e preto das letras sobre o papel com raras ilustrações, também sem cor.
Apaixonante!!!!
Acho que eu era uma pessoa normal até aí, até “Reinações”.
Tinha 10 anos então, e ainda brincava na rua, com bonecas, e sonhava em ser bailarina.
Depois mudei-me de cidade, de fase escolar, de categoria humana, deixei de ser criança, virei uma quase moça, sem brinquedos na rua, duvidando do direito às bonecas no Natal.
Fui morar perto de uma prima, professora, que tinha uma coleção imensa de livros infanto-juvenís, da Abril, coloridos, capas duras.
Lí-os todos! Devorei-os, um atrás do outro, sem descanso. Tarefa para mais de um ano.
Mudei de escola, esta tinha biblioteca e aprendi o caminho.
Poderia ser considerada uma “nerd” na época, o livro sempre debaixo do braço, sem dar espaço a tempo perdido, na aula vaga, no intervalo.
E ia a festas , namorava, brincava, ria, dançava, como todo mundo.
Quando entrei no colegial, mudei novamente de escola e , na visita ao prédio novo perguntei pela biblioteca.
Ela existia, mas estava fechada.
Quem quisesse usá-la,  podia pedir a chave, enfrentar o pó,  e devolver depois.
Muitas vezes entrei ali, sozinha, dona de todos os livros abandonados.
Li, li e li. Geralmente livros emprestados, ganhados ou recomendados por amigos leitores.
Li para o vestibular, entrei para a faculdade e...Parei de ler!!!!
Não dava tempo, o mundo era cheio de novidades, exigências de gente grande e responsabilidades.
Estudei, me formei e daí, na inércia da espera dos primeiros tempos profissionais, descobri os sebos.
Pegava os livros, lia e depois os trocava por outros.
Tanta coisa boa passou por minha mão!
Daí vieram os filhos e a vida apertou o passo.
Na mesma época comecei a trabalhar em escolas e, nelas, continuei descobrindo as bibliotecas.
Tinha as chaves, o desejo, a curiosidade pelo mundo sem fim dos autores contemporâneos.
Lia, recomendava, arrumava estantes, tirava o pó. E esse nem era o meu trabalho.
Meu trabalho era bem outro.
Assim fui do ensino fundamental, para  a pré escola, depois de volta para o fundamental com o médio.
Aí foi a glória!!!!!
A biblioteca desta escola era imensa, tinha bibliotecária, e o governo mandava caixas de livros para a biblioteca, os professores e alunos.
Como todos sabiam do meu gosto, eu era chamada para ajudar a abrir as caixas.
Era deslumbrante!!
A emoção do papel virgem, da qualidade, da raridade.
Um sonho !!!
Li muito, li demais, li com foco, li com desejo, li  como pesquisa e , de repente, escrevi.
Escrevendo, leio para aprender, para trocar, para conhecer, para ensinar, por indicação, porque foi presente, para opinar, por deleite, para viajar, para enriquecer minha cultura, para inspiração, para escrever.
Assim, o livro se tornou, para mim, um grande amigo, companheiro de todas as horas, do descanso, do lazer, das esperas, da solidão , da dor, coadjuvante das alegrias, depositário de encantos. Antídoto contra a dureza das objetividades, o livro é um convite à viagem, uma porta para outro lugar, uma fuga, uma alento.
Dia que me arrependo é quando não ponho um livro na bolsa e perco o tempo precioso em alguma inesperada espera.
E esta é minha história com os livros.
Vivo cercada, há pilhas deles e classificações para as esperas,e sempre chegam mais.
Criei um registro no computador onde anoto sobre os livros lidos,  para não me esquecer. Isso me ajuda muito, me obriga a pensar, refletir sobre o que foi aquele livro para mim.
Há frentes de leitura, normalmente três .
Ainda tenho alguma pressa no ato.
É a gula literária.
Leio em papel,  é mais gostoso, dobro as páginas, às vezes me atrevo a grifar algo mesmo com temor do dano.
Leio e uso o computador para ampliar a leitura ou dirimir dúvidas.
Leio livros novos e usados.
Gosto muito dos usados, vem com história extra, uma dedicatória, um nome, um poema, uma flor seca, uma nota de dinheiro ou a nota de compra, carimbo ou selo de uma livraria extinta.
Amo ler !
Eu te convido a amar também.
Eliane Ratier, já obesa pelo alto consumo literário.




domingo, 17 de maio de 2015

Livros - Concerto para Corpo e Alma- Rubem Alves



Rubem Alves, educador, será um dos autores homenageados pela Feira do Livro de Ribeirão Preto em 2015.
Por lembrança de um amigo, comprei o livro. Comprei dois exemplares, um para presenteá-lo.
Com idéias simples, citações, vivências, e acompanhado lindamente com as sugestões musicais, o livro é um alento para momentos difíceis, um descanso para a agitação cotidiana. Fácil e leve.
Um carinho.
Livro para ser consultado, aberto ao acaso, na certeza de ver pular de suas páginas frases de espírito que despertarão sorrisos.
Rubem Alves é assim.

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Minha turma



Acho que já escrevi sobre isso aqui, mas como a memória é cada vez mais falha, e pelo andar da carruagem e pelo adiantado da hora, não procurarei por este texto, escreverei de novo.
Nunca tive turma. Fui de todas e de nenhuma.
Como cachorro de muito dono, ninguém tinha a obrigação de me incluir, ou seja, cuidar de mim.
Não, não, não , sem chororô, sem problemas, muito pelo contrário, amo esta independência.
Mas agora...acho que achei a minha turma.
Não temos uma aparência física definida e uniforme, nem pertencemos à uma determinada classe social, mas portamos um ar etéreo, algo angelical e misterioso,  um jeito de fazer sumir o olhar no horizonte vislumbrando segredos que o outro entende sem questionar.
Somos facilmente abraçáveis e vertemos lágrimas de emoção a cada momento.
Parecemos fortes, destemidos, mas nossas mãos tremem e nossas vozes embargam sem aparentes motivos.
Somos capazes de esquecer do mundo quando estamos com um livro, ou de passar horas, semanas, meses, quando pouco,  no aperfeiçoamento da ideia, do traço, na busca de uma palavra perfeita. Soube de um caso onde ela só apareceu depois de uma década!!
Encantamo-nos com tudo, principalmente com a simplicidade.
Temos o senso de valor alterado. Nossos tesouros não são, necessariamente, de ouro e prata, mas apreciamos noites de lua, belas paisagens,  música, vinhos e um bom jantar.
Suspiramos pelos cantos e estamos bem.
Temos o coração opresso e fazemos lindezas.
O olhos molhados são os que melhor veem.
Pois é , foi assim, de repente, que me encontrei enturmada, acolhida com generosidade, desejada pelo que tenho de melhor, meu pensar, meu agir, meu fazer, meu sorrir.
Obrigada, amigos poetas, artistas, minha turma, turma boa, turma querida.
Eliane Ratier

domingo, 10 de maio de 2015

Livros- Pouso do Sossego- Menalton Braff



Segundo livro de uma trilogia.
Lido o primeiro, "Tapete de Silêncio", um livro de ação, o segundo, " Pouso do Sossego" é um avanço de 3 anos no tempo.
Estranho o comportamento da protagonista, mas, mais à frente, ela traz de volta sua essência revelada em "Tapete", e a contorna, sob as hábeis mãos do mestre Menalton, rumo à uma maturidade.
O final surpreende e nos deixa querendo mais, o que será o bom estofo do próximo livro.
Que a espera seja breve.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Vontade de dançar






Já falei sobre a dança, aqui, lá, em muitos lugares.
Amo! Amor primeiro, a arte de base, semente do prazer, o sonho.
Ainda me lembro da enorme felicidade que me invadia,  eu menina de nove, dez anos, depois de uma aula puxada, ao tirar o colant , naquele tempo de malha de algodão, molhado de suor, e entrar no banho ainda ensaiando os passos aprendidos.
Fiquei, assim ,marcada para sempre.
Ainda espero elevadores em primeira ou quinta posições, executando discretos "tandus".
Bem, só para situar.
Já fiz loucuras, agora estou mais calma.
Mas ando com comichões quase incontroláveis e temo um vexame próximo, um transbordamento em público, quando ao ouvir uma música não consiga controlar os quadris, nem refrear os passos em cadência.
É que não tenho feito mais aulas de dança. Nada , nadica. Estou parada e sem perspectiva.
Daí que uma amiga, que sabe o que sinto, ao ouvir meus queixumes, deu a solução , aparentemente simples, - Dance em casa. Ponha a música e dance.
Querida amiga, que sabe o que sinto pois também sente, estou arquitetando um plano para viabilizar a prática de seu conselho. É que não é tão simples assim. Tem sempre alguém em casa, e convenhamos, pode parecer bem estranho dançar, sozinha, na sala de casa com testemunhas. Se fôssemos dois, ou um grupo, sem problemas, mas sozinha...pode realmente parecer estranho, posso ter minha sanidade mental posta em dúvida.
Então que tenho que escolher  a música, testar o som e inventar um banco, uma compra, um qualquer coisa, para que os viventes da casa saiam e eu tenha a necessária privacidade para o alívio desta vontade que me consome.
Depois eu conto, amiga, como consegui e se foi válido.
Espero que dê resultado.
Desejos incontidos satisfeitos em locais públicos podem ser dasastrosos para a reputação dos envolvidos.
Me aguarde.
Enquanto isso , que tal essa música para começar a sessão de dançaterapia?



domingo, 3 de maio de 2015

Livros- Esaú e Jacó - Machado de Assis



Genial! Não há outro termo. Machado pinta e borda neste romance ao fazer, o tempo todo, interlocuções com o leitor e observações como narrador, tendo como pano de fundo a passagem da monarquia para a república.
Saborosíssimo!!
Lido por indicação do Clube de Leitura, há muito tempo, mas só terminado agora.

domingo, 26 de abril de 2015

Livros- As afinidades eletivas- Goethe



Uótimo!!!!!
Sempre desejei um Goethe e este foi espetacular.
Um livro que não se tem vontade de largar.
Cheio das convicções do autor permeando a história.
Dramático como um romântico.

domingo, 19 de abril de 2015

Livros- Dom Segundo Sombra- Ricardo Guiraldes

                                                          

Ainda não achei a palavra certa para definí-lo. Não quero usar clichês nem palavras que generalizem.
Tenho a dizer do como fiquei feliz em poder apreciá-lo.
Sugestão da Roda de Leitura online, o livro me levou para casa, no colo das palavras do dizer típico gaúcho, coisas que ouvia e ouço no repertório familiar, como que exclusivas.
Uma excursão aos pampas mas não apenas contemplativa.
Na pele do narrador, tropeiro feito por destino, somos iniciados, como ele mesmo, na vida campeira, em condução primorosa, em paisagens estarrecedoras, em situações de aventura.
Muitíssimo boa leitura!

domingo, 12 de abril de 2015

Livros- Felicidade Conjugal- Lev Tolstói

                                                           

Delícia de romance.
Curto e intenso.
Uma visita à Rússia pelas hábeis mãos do autor, do campo à cidade, acompanhando os modos de vida próprios de cada ambiente social, conhecendo os costumes da época e reencontrando , no enredo, o comportamento atemporal,  típico do humano.
Um clássico é sempre atual.

domingo, 5 de abril de 2015

Livros- Fernando Pessoa, O Cavaleiro de Nada- Elisa Lucinda

                                                

Sei lá. Sou suspeitíssima quando falo sobre Fernando Pessoa, qualquer coisa me é importante, encantadora, familiar, íntima e desejada. Amo. E amor é inquestionável. Mas não ia ler o livro até que o amigo Zéluiz Oliveira, pessoano também, o recomendou enfaticamente.
O livro de Elisa é de um fôlego admirável.
Pesquisa primorosa de biografia e textos.
Conduzido pelo amor que a escritora, atriz, tem pelo seu objeto de trabalho.
Narrado na pele do próprio Fernando.
Edição e diagramação super bem cuidados.
Uma riqueza!!
O que mais me agradou foram os textos de Fernando Pessoa que desconhecia, e a lembrança feliz de outros que me são caros.
O livro está todo marcado, páginas dobradinhas, para voltar e anotar as preciosidades.
Sou grata pelo trabalho e a indicação.

domingo, 29 de março de 2015

Livros- Carlota brinca com arte- José Roberto Nocera

                                         

Livro lindinho que ganhei do colega acadêmico e talentoso artista José Roberto Nocera.
Motivado por seu fazer profissional, eterno professor de artes,  Nocera desenvolveu o livro  como um guia poético , muitíssimo bem ilustrado, onde cada página remete a um assunto completo, desde as básicas definições, passando pelas modalidades de arte e suas escolas, até a apreciação das obras. Tudo lúdico e agradável.
Uma beleza que pode ser muito bem trabalhada com crianças e jovens de todas as idades.
Parabéns, Nocera.

domingo, 22 de março de 2015

Livros- Letras Atuais- coletânea

Coletânea de trabalhos em prosa e verso baseada em concurso literário organizado por Neida Rocha e com a participação de Elisa Alderani, poeta do Ribeirão Preto.

domingo, 15 de março de 2015

Livros- Contagem Regressiva- Vanessa Maranha



Livro lido pelo Grupo de Leitura.
Autora aqui da região que virá para o encontro do Grupo.
O livro é poesia pura. Inovador na forma em que é escrito.
Oferece múltiplas oportunidades de identificação com personagens e enredo.
Um belo passeio em linda voz.

domingo, 8 de março de 2015

Livros- Ilusões Perdidas- Balzac



Ah! Um primor de livro!
Envolvente, instrutivo, divertido, um clássico atualíssimo.
Embora longo,  deixou um gostinho de "quero mais"!
Espero ler a continuação.
Mais que recomendado. Essencial!!

domingo, 1 de março de 2015

Livros- Outra Volta do Parafuso- Henry James




O livro foi leitura da "Roda de Leitura", grupo proposto e coordenado pelo escritor Menalton Braff, na internet.
Neste livro, Henry James é mestre no suspense.
Impõe uma leitura voraz para aquele que é curioso sobre o enredo.
Muito bom!!