domingo, 27 de abril de 2014

Livros- O Fiel e a Pedra- Osman Lins



Como não tenho formação na área de literatura, vou sendo autodidata e Osman Lins foi um dos autores amplamente citados, que eu não conhecia.
Encantada com a história, o ritmo e a linguagem. Riquíssima.
Prazer em conhecer.
Bela leitura!

domingo, 20 de abril de 2014

Livros- Mosaico Literário- Augusto Aguiar

Augusto Aguiar divide conosco seu saber, suas descobertas, seus pensamentos filosóficos, sua experiência de vida.
Obrigada, Augusto e parabéns por esta realização.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Notícias Poéticas- abril de 2014





Notícias Poéticas- abril de 2014

Este abril espremido, entre feriados, vésperas de festejos máximos e que era, até agora,  escasso de chuvas, faz de seus dias uma corredeira de rio onde a vida desce as pedras em vertiginosa velocidade.
Tudo acontece sem muita chance de reflexão.
As decisões tem que ser rápidas , quase automáticas. Por isso é preciso que estejamos abastecidos de boa energia, ligados  e centrados em nós e em nossos objetivos, confiantes na  intuição.
Abril vai passar, como tudo passa e é essa a máxima: Tudo passa!
Então aproveitemos os bons momentos, e tenhamos  paciência com os maus.
O sol brilha , mesmo com nuvens, mesmo que seja noite,mesmo que não o vejamos.
O sol brilha e tudo passa.

 O Jabuti

Sou de caminhar lento
bem devagar
Por entusiasmo 
me apressei e, desajeitado
virei sobre meu próprio casco

Não sei bem qual é o caso
só sei que não é confortável

Já ouvi dizer que é assim que se morre
Se não conseguir desvirar
pereço de sede e fome

Mas algo estranho me tranqüiliza
Nesta posição tenho inédita vista
Sobre mim há um céu azul
 e o sol, de um dia lindo , brilha

Impossível finar-me com tanta beleza
Vou aproveitar mais um pouquinho
e confiar na natureza

Ensaiarei a manobra
Descobrirei um caminho
para  ficar sobre os meus pezinhos
que é o meu natural

Sem esquecer que mesmo que o mundo
vire de pernas pro ar
há de , de alguma forma,
para o seu lugar voltar

E quem teve a coragem de fazer
a paciência de esperar
 e a sorte de viver
terá histórias para contar.



domingo, 13 de abril de 2014

LIvros- Nego Véio- José Carlos Barbosa


Livro que narra, de maneira alegórica, a trajetória negra no país. Traz até algo sobre o candomblé e letras de músicas bastante representativas.

domingo, 6 de abril de 2014

domingo, 30 de março de 2014

Livros- Suicídios exemplares- Enrique Vila-Matas



Já estava de olho neste autor há tempos e agora a boa oportunidade de conhecê-lo, através da sugestão do Clube de Leitura.
Lírico, com humor, e nos conduzindo por paisagens conhecidas, recantos europeus, onde as sensações invocadas nos contos são reais, possíveis e ao mesmo tempo transformadas em magia pela pena do autor.
Um bom passeio.

segunda-feira, 24 de março de 2014

Notícias Poéticas- Tarde de Autógrafos na Livraria Cultura do Shopping Iguatemi de Ribeirão Preto



Amigos, foi perfeito.
Obrigada a todos que compareceram para dar-me um abraço, o prazer da companhia e o conforto do sorriso.
Obrigada à família,  aos amados e amigos.
Obrigada ao marido, apoio de sempre e fotógrafo da vez.
Meus agradecimentos à Mayra Locatelli, gerente de marketing da livraria, e aos funcionários que me receberam tão bem.
Foi especialíssimo!
Aqui, os registros:

https://picasaweb.google.com/116289761935594138509/NoticiasPoeticasTardeDeAutografosNaLivrariaCulturaDoShoppingIguatemiRibeiraoPreto?authuser=0&feat=directlink

quarta-feira, 19 de março de 2014

Tarde de Autógrafos na Livraria Cultura - Convite

E vamos nós na felicidade do fazer, na expectativa do encontro, na busca do sorriso.
Apareçam!






Tarde de autógrafos
“Notícias Poéticas” com Eliane Ratier
Dia 22 de março de 2014
17horas
Livraria Cultura-Shopping Iguatemi
Ribeirão Preto
“Abro o peito, dou vazão, a este rio caudaloso, chamado Emoção.”

domingo, 16 de março de 2014

Livro- Madrugada Suja- Miguel Sousa Tavares



Ganhei o livro no final do ano, presente do clube de leitura.
Não conhecia o autor mas adorei a narrativa que prende em suspense com a história que se passa em Portugal, tão proximamente  familiar.
Um bom romance com ingredientes políticos e ambientação contemporânea, sem perder a classe, tendo questões a propor, fechos interessantes de capítulos.
Gostei muito!

domingo, 9 de março de 2014

Livro- A Filosofia explica as grandes questões da humanidade- Clóvis de Barros Filho e Júlio Pompeu



Então ,quando o filósofo apareceu no Jô Soares e alguém me alertou para isso, fiquei fã imediata.
Cacei o livro e fiquei ansiosa para lê-lo e encontrar o  mesmo entusiasta nas páginas escritas.
Confesso que a leitura não foi fácil, é filosofia, e a escrita tem menos agilidade do que a fala, mas muitas luzes se acenderam .
Cumpriu seu papel de propor questões , de fazer pensar e o ganho foi certo.
Muito bom!
Quero mais.

sexta-feira, 7 de março de 2014

Notícias Poéticas- março de 2014



Notícias Poéticas- março de 2014
E vem o março esperado, marco do início, mudança desejada, ação preciosa.
Vem trocando os ares, arrefecendo em bem-vinda chuva .
Vem, ainda manso, ressaquento dos dias de folia, mas que nada nos engane quanto ao seu poder realizador.
Queria dizer que estou pronta, mas ainda estou como o mês, sonolenta, desejosa de mais um "cadinho" de descanso ou preguiça ou quem sabe esteja apenas me guardando para a roda viva, a corredeira que vem, a amada e vertiginosa sensação, o  incontrolável.
É como um desafio.
Se possível, brilhe!
Tente sair-se bem!
 No mínimo, sobreviva!
Salve o salto! Um pente nos cabelos e um batom salvam o dia.
Desculpem-me os homens pela referência tão feminina, usem seus próprios substitutos, mas a data  é o Dia Internacional das Mulheres. Viva!

Ode ao amor que acabou

O nosso amor acabou
É cinza , poeira inócua
inodora, nem incomoda

O nosso amor acabou
Não me dei ao trabalho de arrancar a página
da flor seca
dos versos  fracos de momento
Joguei logo fora o caderno inteiro

O nosso amor?
Acabou!

Nem fotografia há que resistirá ao tempo
Tudo high tech
 HD externo, pen drive,  nuvem
O dedo pousado  
em trêmulo esforço
 sobre a tecla “Delete”

Dele restará a lembrança confusa da verdade
maquiada pelos sonhos que viram realidade
temperada por desejos satisfeitos
fomes apaziguadas
descanso ,  refresco
no calor de outro corpo.

O nosso amor acabou
Tenho mais o que fazer
Por favor,
vire a página.



domingo, 2 de março de 2014

Livro- Silêncio Verde- Aldair Barbosa



Quando eu conheci a Aldair ela já falava deste livro e agora ele aconteceu.
Aldair relata a história de seu irmão Alvim Barbosa, personalidade de destaque nas artes cênicas.
Homem da cultura que trabalhou em várias frentes de modo incansável.
Ralou os joelhos, desiludiu-se, mas nunca desistiu.
Ao contar a história de Alvim, Aldair conta a história do teatro brasileiro, dos caminhos da cultura que são feitos com paixão.
Pouco mudou, reconheço as paisagens. Tenho um pouco de Alvim que graças ao sonho/missão de Aldair, conheci.

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Livro- O menino e o mistério do arco-iris- Cristiane Framartino Bezerra



História infantil com paladar para todas as idades.
Saber do pote de ouro no final do arco-íris , todos sabem, mas como este ouro se forma e para que serve, só Cristiane nos conta.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Livro- Diálogos Impossíveis- Luis Fernando Veríssimo



Veríssimo, crônicas , causos de humor, reflexivos.
Um mix sempre agradável porque bem escrito.
Destaco a "Estátuas" pela temática.

domingo, novembro 20, 2011

Estátuas - LUIS VERNANDO VERISSIMO


O ESTADÃO - 20/11/11

Há uma estátua do Carlos Drummond de Andrade sentada num banco da praia de Copacabana, uma estátua do Fernando Pessoa sentada em frente ao café A Brasileira, em Lisboa, uma estátua do Mario Quintana sentada num banco da Praça da Alfândega de Porto Alegre. Salvo um cataclismo inimaginável, as três estatuas jamais se encontrarão. Mas, e se se encontrassem?

– Uma estátua é um equivoco em bronze – diria o Mario Quintana, para começar a conversa.

– Do que nos adianta sermos eternos, mas imóveis? – diria Drummond.

Pessoa faria “sim” com a cabeça, se pudesse mexê-la. E acrescentaria:

– Pior é ser este corpo duro sentado num lugar duro. Eu trocaria a eternidade por uma almofada.

– Pior são as câimbras – diria Drummond.

– Pior são os passarinhos – diria Quintana.

– Fizeram estátuas justamente do que menos interessa em nós: nossos corpos mortais.

– Justamente do nosso exterior. Do que escondia a poesia.

– Do que muitas vezes atrapalhava a poesia.

– Espera lá, espera lá (Drummond) Minha poesia também vinha do corpo. Minha cara de padre era um disfarce para a sensualidade. Minha poesia dependia do corpo e dos seus sentidos. E o sentido que mais me faz falta, aqui em bronze, é o do tato. Eu daria a eternidade para ter de volta a sensação na ponta dos meus dedos.

Pessoa:

– O corpo nunca ajudou minha poesia. Eu e meus heterônimos habitávamos o mesmo corpo, com a sua cara de professor de geografia, mas não nos envolvíamos com ele. Nossa poesia era à revelia dele. E fizeram a estátua do professor de geografia.

Quintana:

– Pra mim, o corpo não era nem inspiração nem receptáculo. Acho que já era a minha estátua, esperando para se livrar de mim.

– Pessoa – diria Drummond –, estamos há meia hora com você nesta mesa do Chiado, e você não nos ofereceu nem um cafezinho.

– Não posso – responderia Pessoa. – Não consigo chamar o garçom. Não consigo me mexer. Muito menos estalar os dedos.

– Nós também não...

– Não posso reagir quando sentam à minha volta para serem fotografados, ou retribuir quando me abraçam, ou espantar as crianças que me chutam, ou protestar quando um turista diz “Olha o Eça de Queiroz”...

– Em Copacabana é pior – diria Drummond. – Fico de costas para a praia, só ouvindo o ruído do mar e o tintilar das mulheres, sem poder me virar...

– Pior, pior mesmo – diria Quintana – é estar cheio de poemas ainda não escritos e não poder escrevê-los, nem em cima da perna.

Os três concordam: o pior é serem poetas eternos, monumentos de bronze à prova das agressões do tempo, fora poluição e vandalismo – e não poderem escrever nem sobre isto.

As estátuas de poetas são a sucata da poesia.

E ficariam os três, desolados e em silêncio, até um turista apontá-los para a mulher e dizer.

– O do meio eu não sei, mas os outros dois são o Carlos Gardel e o José Saramago.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Livros- Ligue os pontos poemas de amor e big bang- Gregório Duvivier



Nem liguei o nome à pessoa, mas me interessei muito em ligar os pontos indicados por Gregório.
Nem me acanhei, coloquei o livro na cesta de Natal e logo o pacote aberto devorei-o, lambuzando os dedos em juventude verde cítrico neon.
Em rapidez de video-game, instantâneos de mídia social, agilidade no treino do humor e belas e inteligentes passagens poéticas, Gregório nos leva num lindo e particular passeio pelo Rio , que infelizmente pouco conheço, mas para o qual elejo este livro como guia.
Quem for habitué da cidade maravilhosa irá deliciar-se com "Ligue os pontos...", quem não for, irá apreciar o passeio como eu.